7.12.12
ALENTEJOAGRORURAL –O poder latifundiário assusta
!---Na década cinquenta , já a Espanha tinha um enorme regadio , com agua proveniente do Guadiana . irrigando uma área considerável na Extremadura especialmente em Badajoz Abundavam os problemas relacionados com a questão da terra Entre os recalcitrantes , havia um fidalgo espanhol , dono de muitas terras, na área a irrigar , que se opunha terminantemente a sua cedência para o efeito . Em relação ao qual Franco foi peremptório :---ou cedes as terras imediatamente e eu pago-as ou exproprio-as e meto-te na cadeia , Foi remédio santo :-- acabaram-se os protestos
2---Por esses dias Salazar solicitou um encontro com Franco ,na área de Alqueva , afim de tratar problemas resultante do rio ser internacional e muito especialmente da técnica usada para persuadir os donos das terras .Contaram-lhe aquele episodio em relação ao qual , Salazar ,exultante , disse ir replica-lo . Decidiu , logo ali ,que ia construir a barragem com o paredão em Alqueva . Para tal convocou os lavradores do Baixo Alentejo para programar a obra . Nunca se chegou a saber o que aconteceu nessa reunião .O que é certo é que o velho ditador jamais falou no assunto
3---.Animada a sua construção no curto governo de Sa Carneiro, , a barragem parou deste então, ate ao recente governo do PS ou seja de José Sócrates Se bem que a barragem tivesse sido construída , o problema que fez calar Salazar , ainda não foi enfrentado ;--- Uns espanhóis com olivais de regadio mas a agua que necessitam obtém-se facilmente com pequenos aproveitamento individuais A barragem justifica-se , isso sim , para as culturas que carecem muita agua , designadamente :-- milho, .tomate , meloais, forragens .Há algumas experiencias em trigo .Vejamos se se justifica Dizia o Arq. Ribeiro Teles :-- , “para regar o montado” ..Aquilo que então parecia ser uma anedota hoje já não digo nada ..Estou expectante
4--- O regadio, sendo uma forma muito intensiva de explorar a terra não implica que não seja explorada ao nível da família residente Pode e deve ser essa a solução quanto mais não seja como forma de povoar a região evitando problemas de errada interpretação da soberania Ao nível da família com a exploração pecuária designadamente a leiteira . Claro que isso requere uma intervenção do género da junta de colonização interna que teve alguma acção no após a Ia 2ª guerra mundial .como por exemplo em Pegões , mas depressa feneceu .Alias como acontece a tudo que requeira intervenção fundiária logo va contra os interesses dos grandes proprietários rurais donos do Alentejo Se houvesse coragem para proceder a uma morigeração fundiária ,no sentido de se repovoar o Alentejo com agricultores /pecuaristas , em terras intensivamente agricultadas então, sim , a barragem de Alqueva teria inteira justificação Teria merecido a pena Tal como está pode perfeitamente dar lugar a uma diáspora de olivicultores espanhóis , que o mesmo será dizer amputarmos o Alentejo de uma área significativamente maior do que a de Olivença .
22.11.12
11.4.11
Os Catalães (80%) pronunciaram-se pela independência da Catalunha e integração no concerto das nações livres ( Recordo a que a nossa libertação em 1640 se deve a esta região já que o exercito espanhol andava entretido a combate-la )Há dias 40% dos portugueses foram favoráveis á nossa integração no Reino de Espanha . D,Afonso Henriques .Alvares Pereira , devem ter-se agitados nas tumbas
9.4.11
ALENTEJOAGRORURAL Ate meados do século passado , no mundo rural alentejano, vivia-se numa lógica empresarial .Estava assente que , “ mais valia trabalhar com um escudo , por conta própria , do que com com mil como empregado” Trabalhava-se denodadamente , a existência era simplificada , a frugalidade era a forma de poupança Excelente formula .Foi anulada .Foi pena
FALHAMOS ,porque não conseguimos redimensionar as explorações , de acordo com as exigências dos tempos , já que os inamovíveis latifúndios a tal obstavam. Arranjar um emprego ou debandar foi a solução O Alentejo despovoou-se Apressada pela mecanização a nossa destruição aconteceu num ápice Perdeu-se uma comunidade milenar Há custos que têm que ser pagos
.NA MEDIDA em que feneciam os agricultores começaram a surgir empregos no estado, câmaras ,empresas publicas , com salários atractivos, direitos impensáveis .As pessoas perderam o sentido das proporções , viciaram-se nas greves com uma impressionante falta de respeito pelo próximo , perderam a capacidade de ousar , arruinaram o estado Instalados vêm a vida passar-lhes ao lado
HOJE , TARDE , percebe-se que foi um erro colossal .Restabelece-lo não é fácil . Repor a vida rural implica morigerar sector latifundiário para o qual é preciso coragem ; instalar pessoas , com a capacidade agrícola desactualizada , implica apoios Continuar assim ,porem , como está , é um convite á nossa substituição a todos os níveis , incluindo no estado A época não é boa para os fracos
FALHAMOS ,porque não conseguimos redimensionar as explorações , de acordo com as exigências dos tempos , já que os inamovíveis latifúndios a tal obstavam. Arranjar um emprego ou debandar foi a solução O Alentejo despovoou-se Apressada pela mecanização a nossa destruição aconteceu num ápice Perdeu-se uma comunidade milenar Há custos que têm que ser pagos
.NA MEDIDA em que feneciam os agricultores começaram a surgir empregos no estado, câmaras ,empresas publicas , com salários atractivos, direitos impensáveis .As pessoas perderam o sentido das proporções , viciaram-se nas greves com uma impressionante falta de respeito pelo próximo , perderam a capacidade de ousar , arruinaram o estado Instalados vêm a vida passar-lhes ao lado
HOJE , TARDE , percebe-se que foi um erro colossal .Restabelece-lo não é fácil . Repor a vida rural implica morigerar sector latifundiário para o qual é preciso coragem ; instalar pessoas , com a capacidade agrícola desactualizada , implica apoios Continuar assim ,porem , como está , é um convite á nossa substituição a todos os níveis , incluindo no estado A época não é boa para os fracos
1.4.11
Nós , pequenos empresários ,sabemos bem que as dividas são fáceis de fazer ,mas dificílimas de pagar .As vezes vão-se ,alem dos anéis ,também os dedos . neste caso bens físicos básicos da actividade .Com os estados ,é a mesma coisa Pagam-se as dividas tantas vezes com com a diminuição da soberania e da liberdade No mundo rural recomendava-se “ produzir e poupar” Hoje intercalaria “desbloquear”
28.3.11
EM AGRICULTURA já foi tudo inventado . Impõe-se , a cada agricultor ,seleccionar ,adaptar e aplicar , caso a caso ,época a época , o sistema adequado á tipologia da sua exploração Esta , se bem que se paute pelas regras do mercado , das exigências dos consumidores ,tal como as outras actividades económicas , é acrescida das condições edafo-climáticas da região e , numa malha mais fina da própria exploração
Com tal complexidade melhor se compreende a ignorância e os erros de gestão , especialmente quando partem de gabinetes que não resistem a tentação de aplicar , á nossa realidade , sistemas , bem sucedidos noutras regiões , mas que , aqui , se revelam desastrosos .
A nossa agricultura tradicional , vista com sobranceria pelo comum dos cidadãos , é alvo de criticas por parte de quem , não a entendendo e ainda não tendo provando que sabe fazer melhor , permite-se dar palpites Daí que ,tantas vezes empolados pela comunicação social, se exaltem fórmulas inadequados em relação as quais , nós , os que cá andamos há muito ,não nos enganamos quando lhe prognosticamos um triste fim
Com tal complexidade melhor se compreende a ignorância e os erros de gestão , especialmente quando partem de gabinetes que não resistem a tentação de aplicar , á nossa realidade , sistemas , bem sucedidos noutras regiões , mas que , aqui , se revelam desastrosos .
A nossa agricultura tradicional , vista com sobranceria pelo comum dos cidadãos , é alvo de criticas por parte de quem , não a entendendo e ainda não tendo provando que sabe fazer melhor , permite-se dar palpites Daí que ,tantas vezes empolados pela comunicação social, se exaltem fórmulas inadequados em relação as quais , nós , os que cá andamos há muito ,não nos enganamos quando lhe prognosticamos um triste fim
20.3.11
Pode vir a faltar dinheiro para os pagamentos imediatos .O governo obteve ,da UE , um financiamento , tendo que, para o efeito , proceder a alterações no PEC. Tal como um empréstimo a bancário ,há dois actos cuja ordem é aleatória :- Obter a aceitação e depois entregar os avales ou vice .versa . A oposição entende que não. Desta forma incorre no risco de arcar com os danos de tal teimosia
12.3.11
No Alentejo, a concessão da terra , era por aforamento, lei em uso , desde tempos imemoriais , ate ao 25 de Abril /74 Ainda hoje , cada aldeia tem os seus foros , courelas individuais a partir da partilha dos baldios .A terra era atribuída a quem e enquanto a trabalhasse Daí que o “homem do Alentejo” face ás gritantes injustiças fundiárias , ainda hoje clame “ a terra a quem a trabalha “
6.3.11
COLONIZAÇÂO INTERNA Emiti uma opinião sobre um facto .Isso de subserviência e arrogância só o vincula a si E vou responder-lhe com toda a cordialidade , dando o assunto por encerrado
Efectivamente sou de origem rural ,de uma aldeia alentejana , e com muita honra .Os desmandos que enuncia , lamentáveis , como é óbvio , não são o paradigma do “homem do Alentejo “ caracterizado por pacifico e ordeiro
Agora imagine-se na situação deles :-- Numa aldeia , nascido no seio duma família miserável , sub-alimentada, pontapeado por toda a gente ,com reduzidas hipóteses dela se libertar ! Não o cometeria desmandos ? .Sem violência , pela mão das forças armadas lá foram ocupando .Pela mão da GNR la foram abalando. Isto é inédito
Noutros locais , quando as comunidades autóctones se organizam para a substituição dos senhores da terra não se ficam pelo abate de touros nem espezinhar fotografias Abatem famílias inteiras .Sei do que falo porque estou aqui só por um triz
Mas que a solução seria a instalação de agricultores /povoadores , individuais e efectivos , mantenho .O Alentejo estaria povoado por famílias autóctones em vez de largas áreas subaproveitadas outras vendidas aos nossos vizinhos espanhóis A produção agrícola seria incomparavelmente maior a a nossa soberania estaria mais acautelada
Para documentar esta afirmação ,exemplifico ;--
Regressei a Portugal , em 1977 ,depois de 25 anos consecutivos em África Trouxe a camisa e os títulos de propriedades que lá deixei .Perante isto , Sá Carneiro , mandou que me fosse concedida terra .De uma UCP foi desanexada uma pequena herdade , muito má , onde me instalei até hoje . Não imagina os problemas porque passei quer por parte dos membros da UCP que frequentemente me insultavam ,quer com questões jurídicas por parte dos advogados do dono (um brasileiro) tendo sido julgado, três vezes , pelas mais torpes acusações
Ali me mantive até hoje tendo uma manada de vacas , um rebanho de ovelhas e umas centenas de porcos alentejanos ; um parque de maquinas considerável .Nela criei , nos mais sãos princípios rurais , cinco filhos três dos quais licenciados , todos adultos e com empregos estáveis
Sendo eu um trabalhador rural alentejano , tal como os que incorporaram as UCP ., não lhe parece que se lhes fosse dada oportunidade , uma percentagem deles não seria como eu ou ,quiçá , melhor ?
Recomendando-lhe alguma prudência quando aborda uma questão ,como esta , de tanto melindre Francisco Pandega
Efectivamente sou de origem rural ,de uma aldeia alentejana , e com muita honra .Os desmandos que enuncia , lamentáveis , como é óbvio , não são o paradigma do “homem do Alentejo “ caracterizado por pacifico e ordeiro
Agora imagine-se na situação deles :-- Numa aldeia , nascido no seio duma família miserável , sub-alimentada, pontapeado por toda a gente ,com reduzidas hipóteses dela se libertar ! Não o cometeria desmandos ? .Sem violência , pela mão das forças armadas lá foram ocupando .Pela mão da GNR la foram abalando. Isto é inédito
Noutros locais , quando as comunidades autóctones se organizam para a substituição dos senhores da terra não se ficam pelo abate de touros nem espezinhar fotografias Abatem famílias inteiras .Sei do que falo porque estou aqui só por um triz
Mas que a solução seria a instalação de agricultores /povoadores , individuais e efectivos , mantenho .O Alentejo estaria povoado por famílias autóctones em vez de largas áreas subaproveitadas outras vendidas aos nossos vizinhos espanhóis A produção agrícola seria incomparavelmente maior a a nossa soberania estaria mais acautelada
Para documentar esta afirmação ,exemplifico ;--
Regressei a Portugal , em 1977 ,depois de 25 anos consecutivos em África Trouxe a camisa e os títulos de propriedades que lá deixei .Perante isto , Sá Carneiro , mandou que me fosse concedida terra .De uma UCP foi desanexada uma pequena herdade , muito má , onde me instalei até hoje . Não imagina os problemas porque passei quer por parte dos membros da UCP que frequentemente me insultavam ,quer com questões jurídicas por parte dos advogados do dono (um brasileiro) tendo sido julgado, três vezes , pelas mais torpes acusações
Ali me mantive até hoje tendo uma manada de vacas , um rebanho de ovelhas e umas centenas de porcos alentejanos ; um parque de maquinas considerável .Nela criei , nos mais sãos princípios rurais , cinco filhos três dos quais licenciados , todos adultos e com empregos estáveis
Sendo eu um trabalhador rural alentejano , tal como os que incorporaram as UCP ., não lhe parece que se lhes fosse dada oportunidade , uma percentagem deles não seria como eu ou ,quiçá , melhor ?
Recomendando-lhe alguma prudência quando aborda uma questão ,como esta , de tanto melindre Francisco Pandega
UM GOLPE FATAL --O ultimo golpe sobre AlentejoAgroRural foi desferido pelo governo de 1985/95.O Alentejo estava ocupado por UCP (Unidade colectivas de Produção , cuja inviabilidade sócio-económica é , por demais , conhecida Nela trabalhavam rurais validos a quem , se se lhe tivessem dado oportunidade , seriam pequenos agricultores validos e efectivos caminhandos para mais altos voos .Mas não :-- As terras foram devolvidas aos ex- proprietários e os trabalhadores encaminhados para apoios sociais .Foi cortado um ciclo que jamais se recupera
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