Alentejo agrorural (II)
UMA REGIÃO :---- o que é e para que serve .
1--- Uma região natural é uma unidade geo-sócio-económica ,em que diversos factores constituintes resultam numa certa homogeneidade ,. Definidos os limites ,geralmente formados por uma faixa de transição , circunscreve-se uma região individualizada com características naturais diferenciadas das circunvizinhas .Dessas condições específicas resulta geralmente um tipo de economia com base nos recursos desse mesmo meio .Meio esse que o homem molda , mas que também é moldado por ele ,dada a sua imensa capacidade de construir paisagens e de se adaptar a elas
2--- O interesse da regionalização é mais evidente nas actividades relacionadas com o meio designadamente a agricultura .Já o mesmo não acontece com um médico ,um mecânico, etc. que tanto o são nesta como noutra qualquer.
Na agricultura podem até os equipamentos ,os fertilizantes e os pesticidas, serem de uso global .Mas não o são os sistemas , as espécies ,variedades , as raças e os calendários agrícolas ,os mercados , o que nos leva a ter que aprender de novo sempre que se saia de uma para outra região
. Isto é tão evidente que, eu próprio ,não obstante o facto de ser agricultor profissional que passou pelas três fazes agrícolas (braçal, tracção animal e, por fim ,mecânica) ,sempre que fui agricultor noutras paragens (zonas equatoriais e até austral em paralelos análogos aos do Alentejo ), sempre tive que aprender tudo de novo . Até mesmo hoje , e não obstante a imensa tarimba na actividade , sempre que viajo para fora da nossa região dou por mim a concluir :-- se tivesse que aqui viver da agricultura , morreria de fome .Ora sempre que para aqui venha gente de outras regiões , a estas põe-se-lhes o mesmo problema . Pode –se daqui concluir que o estudo das comunidades agrícolas imigrantes (exceptuando alguns extremenhos ) vai desfazer uma certa auréola de eficiência Esta é uma questão que tem que ser tida em conta aquando dos projectos de repovoamento
2.a)----Muito sumariamente, e numa perspectiva globalizada, o mundo é formado por uma sucessão de regiões todas diferente entre si, Do equador para os pólos, elas vão-se sucedendo por efeitos do arrefecimento na medida em que se afasta do centro. Daí que a constituição edafo-climática de uma região na área do equador seja abissalmente diferente de uma outra mais próxima dos pólos. Mas a definição não se fica por aí. Há outros factores a entrar na equação.Se assim fosse as regiões seriam simplesmente anéis ,envolventes da terra , de acordo com os paralelos. Por essa ordem de ideias o Alentejo seria a mesma região do que a Califórnia ou a Turquia.; ou então a mesma que na África austral Mas não o é por muitas razões sendo as diferenças desta ultima devida aos efeitos da corrente fria da Antárctica que desertifica a costa ocidental ou , por outro lado , a costa do Indica mais húmida e produtiva devido ás monções
Há outros factores, para alem dos paralelos geográficas, que determinam cada região:- -- a origem marítima ou interior assim como a intensidade e direcção das correntes de ar dominantes; a formação geológica dos solos; os relevos, altitudes, planícies, encosta e exposições; Isto dá origem a diferentes regimens de chuva; diversos tipos intensidade de erosão; diferentes comunidades florestais, etc. No mesmo paralelo há ,pois , regiões muito diferentes
2.b) --- Neste tipo de raciocínio inscreve-se o Alentejo natural cuja características resultam de uma massa de ar ou vento suão, designações que podem não corresponder ás em uso na meteorologia , mas que são do conhecimento tradicional ou melhor daqueles que lhes sofrem os efeitos
. Quente e seco no verão, seco e frio no inverno, não favorece a queda de chuva, é o factor que mais marca o Alentejo. Oriundo do Mediterrâneo /norte África, penetra no Alentejo pelo vale do Guadiana, contorna, pelo norte as serras do Algarve, espraia-se ao encontro de uma outra ocorrente, massa de ar de origem atlântica , que sobe pelo vale do Tejo. Desse encontro, bem nítido no terreno, resulta a divisão das terras transtaganas com as escalabitanas; perde intensidade nas serras de S.Mamede. Inflecte ainda pelo vale do Guadiana acima nas terras extremenhas
2. c) --- É isto o Alentejo natural aonde se insere um homem, nós, com os seus traças fisiológicos resultantes de diversos factores, mas também deste mesmo meio.
É este mesmo meio que determina o nosso tipo de alimentação até há pouco com larga participação de recolecta de recursos expontâneos (, frutos, caça, peixe, raízes, condimentos, plantas medicinais, etc) o vestuário e habitação com os recursos aos materiais disponíveis; usos ,costumes, tradições e crenças muito de acordo com determinados calendários; agrupamentos familiares com graus de parentesco diversos; organizações político /administrativas segundo os interesses económicos e defensivos dessa mesma economia e desse espaço.É este meio, assim definido, que nos moldou e fez de nós aquilo que somos Ou seja , e por outras palavras ´, o homem estabeleceu, em articulação com o seu meio, uma determinada tipologia identitária única e irrepetitível, porque única e irrepetitível é a região em si mesma.
2.d)--- Porque a globalização já aí está , a regionalização tornou-se a medida para nos articularmos nela . Daí pensar, correndo o risco de ter razão antes de tempo, (o que é muito mau) de pensar ser esse o propósito da UE.
Se não repare-se .De inicio era a Europa dos povos ou regiões.Essa fórmula ficou a esperar melhor oportunidade .Percorrem-se outros caminhos para serem obtidos os mesmos propósitos . Como se sabe as regiões naturais estão repartidas por mais do que uma nação sendo esse o caso Alentejo/ Extemadura , Minho /Galiza por exemplo , entre outros
Visando esse objectivo e na impossibilidade de vencer as nações, criou-se, na Europa, o livre direito de circulação e estabelecimento; a moeda única, os programas interregues que visam harmonizar as actividades sócio-económicas em ambos os lados de uma mesma região, dividida por fronteiras nacionais; presentemente uma constituição única, etc. Tudo no sentido de fazer esvaecer as nações
É uma forma de organizar as regiões, que o mesmo será um regresso tempos idos aonde mesmo , aquando das grandes migrações o meio transformava os imigrantes Agora ,em época de globalização e tendo em conta que o meio natural pouco mudou , importa reestruturar as regiões .Isto para , alem de muitas outras razões, potenciar organizar e concentrar a produção agrícola visando conquistar o próprio espaço num mercado alargado e muito competitivo
3.--- Se até há até há pouco o interesse económico das regiões era limitado e a questão social, que lhe está inerente , não era tido em conta , hoje , perante a globalização , temos que mudar de estratégia .Ou seja fazer rapidamente aquilo que deveríamos ter feito há , pelo menos , uma geração .
Controlava-se a produção agrícola abrindo ou fechando as importações . Hoje esse instrumento deixou de ser possível tendo que optar por produções de qualidade a baixos preços e sem ferir o meio ambiente . Não há outro caminho . E, para se obter esse desiderato , têm que ser feitas , no espaço agrorural , as alterações que foram necessárias e eliminar os constrangimentos que obstruam esses propósitos . Como a estratégia é variável de região para região , assim melhor se compreende a necessidade de regionalização do Alentejo Francisco Pândega ; www.fjnpandega@hotmail.com
23.3.05
15.3.05
rEGIONALIZAÇÃO AINDA
Alentejo agrorural (I)
E A GLOBALIZAÇÃO / REGIONALIZAÇÃO
1--- São duas designações muito em uso ultimamente. Nem toda a gente, porem, entende o alcance de cada uma delas, nem a correlação entre si.
Regionalização é o acto ou efeito de estabelecer um patamar intermédio de governação entre o poder nacional e o poder local. Foi a base fundacional da CEE, então designada Europa dos povos ou das regiões, sendo composta por 250 regiões naturais, aquando dos quinze.É um dos seus pilares organizativos, designado por subsidariedade, que significa a delegação de poderes para os patamares inferiores (regiões) já que estes, por uma questão de proximidade, e não só, sabem fazer melhor.
A globalização, identificada pela sigla OCM (organização comum de mercados), é uma nova ordem comercial global, que visa a completa liberalização da circulação dos produtos muito principalmente os agrícolas Desde há muito defendida pela FAO com base no facto de que, se cada região produzisse e lançasse no mercado os alimentos para a qual tem vocação ecológica, cessaria a fome mundial.
2---- A globalização é, pois, uma colossal transformação comercial que tem tudo a ver com a regionalização ou vice-verso. Foi debatida no Uruguai, há cerca de uma década, aprovada, regulamentada e dado início á sua execução, anos depois, em Doha. , Neste curto lapso de tempo revolucionou a vida dos povos inclusivamente a nossa:- alentejanos.
a)--As grandes superfícies comerciais são o resultado mais visível dessa evolução, já que concentram os produtos agrícolas (e outros) das mais diversas proveniências, distribuídos regularmente por todas as regiões, durante todo o ano, bem apresentados e a preços razoáveis. Acabaram as épocas de fartura excessiva assim como os períodos de carência com as consequentes alterações de preços.Funcionam como vasos comunicantes que canalizam, a grande velocidade, produtos agrícolas oriundos das mais recônditas regiões, dispersando-os por toda à parte.Com métodos modernos de comercio a retalho, causaram grandes baixas no comércio tradicional.
Até a Praça do Geraldo, centenário centro de negócios, ás terças feiras, não se aguentou tendo sido extinto nessa função; os negócios de gado mudaram-se para as associações e outras organizações de agricultores acabando por ir , também ,para as grandes superfícies .Mesmo, ultimamente, quando o sector comercial parecia ter estabilizado, aparece o comercio chinês, com grande agressividade, muitos e variegados equipamentos a preços até então inimagináveis. Conseguiram o seu nicho de mercado Outras muitas outras alterações se sucederão que nos submergirão se não acordarmos para esta nova realidade
b)--- O facto de não nos termos regionalizado, em devido tempo, como aconteceu com os nossos parceiros comunitários, sendo a nossa vizinha Extemadura um exemplo, bem eloquente, de sucesso, demonstra claramente quão penalizados fomos. Mas por outro lado indica que é com alguma autonomia regional que se abre o caminho do sucesso já que a participação dos residentes torna a administração mais eficiente Por outro lado, alerta-nos para as dificuldades que nos esperam se adormecêramos.As debilidades do nosso mundo rurais estão expostas, Este está bloqueado. A não o alterarmos continuamos impossibilitados de reagir.
c)---- Foi para superar esses bloqueios que a comunidade despendeu verbas imensas, sob a forma de subsídios.Vinte anos depois verifica-se que a produção diminuiu, os campos estão mais desabitadas, as comunidades rurais local desfeitas, a propriedade agrícolas cada vez concentradas.Cada vez mais uma larga faixa está a ser anexada, em termos económicos, á nossa vizinha Espanha.A sua situação económica permite-lhe fazer financiamento para aquisição de tudo o que é alentejano mais parecendo uma acintosa forma de aproveitamento da nossa debilidade financeira, da nossa irresponsabilidade fundiária e da nossa inconsciência agrorural.
É por aí que se tem que começar.
Temos que diferenciar dois tipos de empresas:- -- as não agrícolas que se instalam em cima, na cave, ao lado; deslocalizam-se, falem, prosperam, estão em constante movimento; a força do mercado obriga a uma certa assiduidade e profissionalismo, caso contrario elimina os inaptos.
Com a terra não. Um possuídor de terras é imune ás forças do mercado.Até mesmo o mais impenitente absentista se mantém na posse da terra indefinidamente. Basta parar, e abandonar, meter a chave no bolso e entregar ás autoridades à guarda do seu património.Retirando a terra da sua função agro-social é uma forma de coarctar os movimentos das gentes das aldeias, coagi-las á humilhante servidão de tão má memória ,enfraquece-las e provocar a desertificação humana .
A regionalização, como forma de governação democrática na qual participam as gentes locais, é a maneira de eliminar estes constrangimentos.A globalização que funciona como vasos comunicantes, encarrega-se de preencher, por estranhos, esse vazio humano É esse o panorama a que se assiste no Alentejo.
O tempo de despertar para esta realidade está a findar. Temos sobre a nossa cabeça uma espada de Dâmocles que se chama globalização /regionalização.
3----- Defendo que a superação dos nossos problemas passa pela defesa, a todo o transe, do nosso espaço regional e nele se dê prioridade ao sector agrícola. A partir daí, tal como cogumelos instalar-se-ão uma vasta panóplia de actividades destinadas à agricultura, outras dela derivadas É o mundo rural a proceder livremente à humanização do meio de uma forma autónoma e auto-suficiente.
Importa, porem, reservar, para nós, a terra, ou seja, o espaço vital aonde se exerce a nossa regionalidade, como, aliás, fazem os nossos parceiros comunitários, já que está em moda referir-nos a eles . O livre direito de estabelecimento está assumido por todos.Mas, na prática, está a funcionar unilateralmente --eles compram o Alentejo e nós não compramos, na terra deles, nem um metro.Era só o que faltava como certamente dirão.
Mantendo-a, a recuperação é possível. Perdendo-a espera-nos a servidão aos seus detentores
Quem dominar a terra domina tudo.De resto, nós, alentejanos, temos disso uma amarga experiência. O nosso espaço agrícola foi ocupado em 1836.Limitados no acesso á terra a nossa comunidade rural enfraqueceu, perdeu a identidade, a combatividade e debandou. Somos meio milhão. Mas se tivéssemos tido um percurso político mais vertical, tal como o da Estremadura, teríamos quintuplicado a população e seriamos uma região próspera Assim estamos nos seus antípodas.Voltamos ao assunto FRANCISCO PÂNDEGA ---
E A GLOBALIZAÇÃO / REGIONALIZAÇÃO
1--- São duas designações muito em uso ultimamente. Nem toda a gente, porem, entende o alcance de cada uma delas, nem a correlação entre si.
Regionalização é o acto ou efeito de estabelecer um patamar intermédio de governação entre o poder nacional e o poder local. Foi a base fundacional da CEE, então designada Europa dos povos ou das regiões, sendo composta por 250 regiões naturais, aquando dos quinze.É um dos seus pilares organizativos, designado por subsidariedade, que significa a delegação de poderes para os patamares inferiores (regiões) já que estes, por uma questão de proximidade, e não só, sabem fazer melhor.
A globalização, identificada pela sigla OCM (organização comum de mercados), é uma nova ordem comercial global, que visa a completa liberalização da circulação dos produtos muito principalmente os agrícolas Desde há muito defendida pela FAO com base no facto de que, se cada região produzisse e lançasse no mercado os alimentos para a qual tem vocação ecológica, cessaria a fome mundial.
2---- A globalização é, pois, uma colossal transformação comercial que tem tudo a ver com a regionalização ou vice-verso. Foi debatida no Uruguai, há cerca de uma década, aprovada, regulamentada e dado início á sua execução, anos depois, em Doha. , Neste curto lapso de tempo revolucionou a vida dos povos inclusivamente a nossa:- alentejanos.
a)--As grandes superfícies comerciais são o resultado mais visível dessa evolução, já que concentram os produtos agrícolas (e outros) das mais diversas proveniências, distribuídos regularmente por todas as regiões, durante todo o ano, bem apresentados e a preços razoáveis. Acabaram as épocas de fartura excessiva assim como os períodos de carência com as consequentes alterações de preços.Funcionam como vasos comunicantes que canalizam, a grande velocidade, produtos agrícolas oriundos das mais recônditas regiões, dispersando-os por toda à parte.Com métodos modernos de comercio a retalho, causaram grandes baixas no comércio tradicional.
Até a Praça do Geraldo, centenário centro de negócios, ás terças feiras, não se aguentou tendo sido extinto nessa função; os negócios de gado mudaram-se para as associações e outras organizações de agricultores acabando por ir , também ,para as grandes superfícies .Mesmo, ultimamente, quando o sector comercial parecia ter estabilizado, aparece o comercio chinês, com grande agressividade, muitos e variegados equipamentos a preços até então inimagináveis. Conseguiram o seu nicho de mercado Outras muitas outras alterações se sucederão que nos submergirão se não acordarmos para esta nova realidade
b)--- O facto de não nos termos regionalizado, em devido tempo, como aconteceu com os nossos parceiros comunitários, sendo a nossa vizinha Extemadura um exemplo, bem eloquente, de sucesso, demonstra claramente quão penalizados fomos. Mas por outro lado indica que é com alguma autonomia regional que se abre o caminho do sucesso já que a participação dos residentes torna a administração mais eficiente Por outro lado, alerta-nos para as dificuldades que nos esperam se adormecêramos.As debilidades do nosso mundo rurais estão expostas, Este está bloqueado. A não o alterarmos continuamos impossibilitados de reagir.
c)---- Foi para superar esses bloqueios que a comunidade despendeu verbas imensas, sob a forma de subsídios.Vinte anos depois verifica-se que a produção diminuiu, os campos estão mais desabitadas, as comunidades rurais local desfeitas, a propriedade agrícolas cada vez concentradas.Cada vez mais uma larga faixa está a ser anexada, em termos económicos, á nossa vizinha Espanha.A sua situação económica permite-lhe fazer financiamento para aquisição de tudo o que é alentejano mais parecendo uma acintosa forma de aproveitamento da nossa debilidade financeira, da nossa irresponsabilidade fundiária e da nossa inconsciência agrorural.
É por aí que se tem que começar.
Temos que diferenciar dois tipos de empresas:- -- as não agrícolas que se instalam em cima, na cave, ao lado; deslocalizam-se, falem, prosperam, estão em constante movimento; a força do mercado obriga a uma certa assiduidade e profissionalismo, caso contrario elimina os inaptos.
Com a terra não. Um possuídor de terras é imune ás forças do mercado.Até mesmo o mais impenitente absentista se mantém na posse da terra indefinidamente. Basta parar, e abandonar, meter a chave no bolso e entregar ás autoridades à guarda do seu património.Retirando a terra da sua função agro-social é uma forma de coarctar os movimentos das gentes das aldeias, coagi-las á humilhante servidão de tão má memória ,enfraquece-las e provocar a desertificação humana .
A regionalização, como forma de governação democrática na qual participam as gentes locais, é a maneira de eliminar estes constrangimentos.A globalização que funciona como vasos comunicantes, encarrega-se de preencher, por estranhos, esse vazio humano É esse o panorama a que se assiste no Alentejo.
O tempo de despertar para esta realidade está a findar. Temos sobre a nossa cabeça uma espada de Dâmocles que se chama globalização /regionalização.
3----- Defendo que a superação dos nossos problemas passa pela defesa, a todo o transe, do nosso espaço regional e nele se dê prioridade ao sector agrícola. A partir daí, tal como cogumelos instalar-se-ão uma vasta panóplia de actividades destinadas à agricultura, outras dela derivadas É o mundo rural a proceder livremente à humanização do meio de uma forma autónoma e auto-suficiente.
Importa, porem, reservar, para nós, a terra, ou seja, o espaço vital aonde se exerce a nossa regionalidade, como, aliás, fazem os nossos parceiros comunitários, já que está em moda referir-nos a eles . O livre direito de estabelecimento está assumido por todos.Mas, na prática, está a funcionar unilateralmente --eles compram o Alentejo e nós não compramos, na terra deles, nem um metro.Era só o que faltava como certamente dirão.
Mantendo-a, a recuperação é possível. Perdendo-a espera-nos a servidão aos seus detentores
Quem dominar a terra domina tudo.De resto, nós, alentejanos, temos disso uma amarga experiência. O nosso espaço agrícola foi ocupado em 1836.Limitados no acesso á terra a nossa comunidade rural enfraqueceu, perdeu a identidade, a combatividade e debandou. Somos meio milhão. Mas se tivéssemos tido um percurso político mais vertical, tal como o da Estremadura, teríamos quintuplicado a população e seriamos uma região próspera Assim estamos nos seus antípodas.Voltamos ao assunto FRANCISCO PÂNDEGA ---
17.2.05
CAVACO SILVA e o Alentejo profundo
Não me esforço por perceber as opiniões Cavaco em relação ao PS .Analiso ,sim , a acção desta abominável personagem , em relação ao Alentejo ,para concluir :------ Evidentemente que a reforma agraria ,tal como foi instaurada , foi um erro .Contudo poder-se-ia ter convertido numa agricultura individual de dimensão humana e, a partir daí , dar-se nova vida ao Alentejo , tal como fez a vizinha Estremadura .Mas não. Essa desprezível criatura optou pela devolução de tudo aos detestáveis latifundiários ,ou seja o retorno aos responsáveis pela devastação social da nossa região . O resultados foi a instalação de uma gravíssima crise sócio-económica ; um crescendo do êxodo , e consequente depovoamento , das gentes autóctones ; a depredação dos fundos comunitários ,; enfim ,a mais grave crise existencial dos últimos tempos .O governo desta incrível criatura coincidiu ,precisamente, quando mais se necessitava de um governo com sentido patriótico que privilegiasse o uso da terra (não importa a passe ) por parte daqueles que vivem dela e para ela . Foi o inverso que aconteceu .O chão sagrado alentejano, ao ter voltado à posse dessas famigeradas criaturas ,iniciou um ciclo de apressada transferência para os espanhóis que o mesmo será dizer a transferência , da nossa, para outras soberanias .FP.Do blog---- alentejoagrorural.blogspot.com
16.2.05
CARO AMIGO --falando de Cavaco Silva
Não tenho a honra de o conhecer para , pessoalmente, melhor lhe agradecer o seu comentário .
É verdade que neste mesmo blog ( alentejoagrorural.blogspot.com) , ao falar da acção governativa de Cavaco ,deveria tê-lo feito com uma adjectivação mais comedida. Deveria reconhecer que há pessoas, porque destituídas de sensibilidade para os problemas agro –rurais , não sabem quão nefasta foi a sua acção agro-fundiária , no pós reforma agraria Não sabem ,pois , quão difícil é contermo-nos ao referirmo-nos a ele.Sucessor de Sá Carneiro não podia ,deste forma , alegar desconhecer a solução para o Alentejo já que aquele saudoso político havia-a legado .Preferiu optar pela retoma de um passado agro-fundiário que foi , e continua a ser , a razão dos nossos males e que nos está a conduzir para a perda da soberania , deste precioso naco, que é o nosso Alentejo .
Como alentejano rural , agricultor directo , que nos anos cinquenta viu interrompida a sua permanência ,nesta que é a nossa região ; que durante um quarto de século de ausência carpiu, transido de saudades , daquele sofrimento que nos prostra de dor ., leva-me a não abdicar de denunciar , aqueles que claramente estão na origem da injusta situação porque passa a nossa região tentando advertir outros a que evitem que lhe aconteça aquilo porque eu passei .Com o único objectivo de lembrar aos nossos filhos que ,agora que há liberdade de expressão e acção , podem e devem ser mais eficazes do foi a minha geração
Sabendo da enorme capacidade agrícola , claramente subaproveitada , da nossa região que assim permanece devido a esta injustiça fundiária , tenho o direito denunciar quem obstaculize a persecução da função terra como factor de bem estar rural
.È que fiz parte , como seareiro (na casa de meu pai , já que então eu era ainda moço ) desses heróis que fizeram do Alentejo o celeiro do país ,nas herdades de alguém que , algures , procedia a mais vil exploração, até á extinção , daquela que foi a classe agrícola mais heróica, mais articulada com o meio que uma nação pode almejar
Sabido que a solução do Alentejo reside no estabelecimento de agricultores directos que povoem os campos ,tudo o que se possa fazer para favorecer a sua instalação deve merecer o nosso empenho .Ou , por outras palavras ,tudo o que se possa fazer contra quem obstaculize esse desiderato, é um serviço que se presta á nossa região
Em relação aos comunistas eu divido-os em dois grupos distintos :-- os trabalhadores rurais , essa classe de gente á qual tenho a honra de pertencer , que foi usada ,por revolucionários idiotas e sem escrúpulos , ao serviço de um colectivismo agrícola absurdo, senão mesmo infame , essa gente não sabe o que faz e muito menos não consegue entender as enormes ameaças que sobre si impendem
Os outros ,cuja acção se deveria circunscrever ao operariado das industrias da periferia grandes cidades ,longe dos campos , deve ser impedida de intervir no mundo rural alentejano
Esses e Cavaco Silva , porque objectivamente aliados , se bem que em campos opostos , constituem os extremos exacerbados e os maiores responsáveis pela actual situação do Alentejo .- Porque ambos , as duas faces da mesma moeda ,porque falsa , deve ser impedida de circular entre nós . Porque os causadores das dificuldades porque passamos , devem ser denunciados e prescindir das suas considerações , já que inadequadas para reconstrução deste despedaçado Alentejo.
e-mail--- www.fjnpandega@hotmail.com
É verdade que neste mesmo blog ( alentejoagrorural.blogspot.com) , ao falar da acção governativa de Cavaco ,deveria tê-lo feito com uma adjectivação mais comedida. Deveria reconhecer que há pessoas, porque destituídas de sensibilidade para os problemas agro –rurais , não sabem quão nefasta foi a sua acção agro-fundiária , no pós reforma agraria Não sabem ,pois , quão difícil é contermo-nos ao referirmo-nos a ele.Sucessor de Sá Carneiro não podia ,deste forma , alegar desconhecer a solução para o Alentejo já que aquele saudoso político havia-a legado .Preferiu optar pela retoma de um passado agro-fundiário que foi , e continua a ser , a razão dos nossos males e que nos está a conduzir para a perda da soberania , deste precioso naco, que é o nosso Alentejo .
Como alentejano rural , agricultor directo , que nos anos cinquenta viu interrompida a sua permanência ,nesta que é a nossa região ; que durante um quarto de século de ausência carpiu, transido de saudades , daquele sofrimento que nos prostra de dor ., leva-me a não abdicar de denunciar , aqueles que claramente estão na origem da injusta situação porque passa a nossa região tentando advertir outros a que evitem que lhe aconteça aquilo porque eu passei .Com o único objectivo de lembrar aos nossos filhos que ,agora que há liberdade de expressão e acção , podem e devem ser mais eficazes do foi a minha geração
Sabendo da enorme capacidade agrícola , claramente subaproveitada , da nossa região que assim permanece devido a esta injustiça fundiária , tenho o direito denunciar quem obstaculize a persecução da função terra como factor de bem estar rural
.È que fiz parte , como seareiro (na casa de meu pai , já que então eu era ainda moço ) desses heróis que fizeram do Alentejo o celeiro do país ,nas herdades de alguém que , algures , procedia a mais vil exploração, até á extinção , daquela que foi a classe agrícola mais heróica, mais articulada com o meio que uma nação pode almejar
Sabido que a solução do Alentejo reside no estabelecimento de agricultores directos que povoem os campos ,tudo o que se possa fazer para favorecer a sua instalação deve merecer o nosso empenho .Ou , por outras palavras ,tudo o que se possa fazer contra quem obstaculize esse desiderato, é um serviço que se presta á nossa região
Em relação aos comunistas eu divido-os em dois grupos distintos :-- os trabalhadores rurais , essa classe de gente á qual tenho a honra de pertencer , que foi usada ,por revolucionários idiotas e sem escrúpulos , ao serviço de um colectivismo agrícola absurdo, senão mesmo infame , essa gente não sabe o que faz e muito menos não consegue entender as enormes ameaças que sobre si impendem
Os outros ,cuja acção se deveria circunscrever ao operariado das industrias da periferia grandes cidades ,longe dos campos , deve ser impedida de intervir no mundo rural alentejano
Esses e Cavaco Silva , porque objectivamente aliados , se bem que em campos opostos , constituem os extremos exacerbados e os maiores responsáveis pela actual situação do Alentejo .- Porque ambos , as duas faces da mesma moeda ,porque falsa , deve ser impedida de circular entre nós . Porque os causadores das dificuldades porque passamos , devem ser denunciados e prescindir das suas considerações , já que inadequadas para reconstrução deste despedaçado Alentejo.
e-mail--- www.fjnpandega@hotmail.com
Regionalização
Quanto a mim , a primeira decisão a tomar , logo que o PS aceda ao governo , será o estabelecimento da regionalização. Dado que a nossa região tem características especificas , irrepetitíveis em lado algum ,e porque graves ameaças impendem sobre a sua soberania , a institucionalização da região tem que ser urgente e a solução dos seus múltiplos problemas passar por nós
Urgente porque são enormes desafios com que estamos confrontados os quais ,por isso mesmo , não se compadecem com a morosidade de um referendo ,alem de que , por imperativo constitucional, ele é dispensável .Passar por nós porque , dada a especificidade dos problemas , aqui existentes , só nós temos o saber e querer para resolve-los .
Felizmente, para nós, dada a coincidência dos limites da região histórico/natural com os da região política/administrativa e ainda com os da CCR e das direcções regionais , nós temos a tarefa facilitada Ao que parece , outras regiões experimentam algumas dificuldades na sua implementação . Isso não deve, porem , afectar o nosso percurso .O nosso processo, podendo até constituir uma experiência piloto , é facílimo Mais uma razão para não ser postergado .Francisco Pândega
Quanto a mim , a primeira decisão a tomar , logo que o PS aceda ao governo , será o estabelecimento da regionalização. Dado que a nossa região tem características especificas , irrepetitíveis em lado algum ,e porque graves ameaças impendem sobre a sua soberania , a institucionalização da região tem que ser urgente e a solução dos seus múltiplos problemas passar por nós
Urgente porque são enormes desafios com que estamos confrontados os quais ,por isso mesmo , não se compadecem com a morosidade de um referendo ,alem de que , por imperativo constitucional, ele é dispensável .Passar por nós porque , dada a especificidade dos problemas , aqui existentes , só nós temos o saber e querer para resolve-los .
Felizmente, para nós, dada a coincidência dos limites da região histórico/natural com os da região política/administrativa e ainda com os da CCR e das direcções regionais , nós temos a tarefa facilitada Ao que parece , outras regiões experimentam algumas dificuldades na sua implementação . Isso não deve, porem , afectar o nosso percurso .O nosso processo, podendo até constituir uma experiência piloto , é facílimo Mais uma razão para não ser postergado .Francisco Pândega
publicado no site PS-Évora –18.01.05
Voltando á regionalização ,com especial incidência no sector agrícola ,citamos o blog :-- alentejoagrorural.blogspot.com ,"Porem, as causas deste mau estar, no Alentejo, que derivam da estática posse da terra e do seu mau uso agro-social ,resultam num tabu como se tratasse de um tema sacrossanto que diaboliza quem o põe em causa"
Dispondo a região de tão vasto e riquíssimo território , sem que o mesmo faça parte dos projectos dos políticos ,como solução deste imenso atoleiro socio-económco para onde nos estão a empurrar ,só pode ser resultado do desconhecimento das suas incomensuráveis potencialidades ou receio de enfrentar o imobilismo aqui instalado
É um debate , com muito interesse , que tem que ser travado neste partido ,o único com condições de aceder ao governo e que tudo devemos fazer para que governe bem
publicado no site do PS-Évora-17.01.05
O desenvolvimento de Évora , assim como o de todo o Alentejo , passa pela estabelecimento da regionalização no conceito de subsidariedade que daí deriva .A partir daí desbloquear-se-á o sector agrícola base fundamental para um enorme desenvolvimento regional auto-sustentável . Os nossos filhos orgulhar-se-ão da nossa acção já que lhe legamos um Alentejo aonde mereça a pena viver .Francisco Pândega
R
Voltando á regionalização ,com especial incidência no sector agrícola ,citamos o blog :-- alentejoagrorural.blogspot.com ,"Porem, as causas deste mau estar, no Alentejo, que derivam da estática posse da terra e do seu mau uso agro-social ,resultam num tabu como se tratasse de um tema sacrossanto que diaboliza quem o põe em causa"
Dispondo a região de tão vasto e riquíssimo território , sem que o mesmo faça parte dos projectos dos políticos ,como solução deste imenso atoleiro socio-económco para onde nos estão a empurrar ,só pode ser resultado do desconhecimento das suas incomensuráveis potencialidades ou receio de enfrentar o imobilismo aqui instalado
É um debate , com muito interesse , que tem que ser travado neste partido ,o único com condições de aceder ao governo e que tudo devemos fazer para que governe bem
publicado no site do PS-Évora-17.01.05
O desenvolvimento de Évora , assim como o de todo o Alentejo , passa pela estabelecimento da regionalização no conceito de subsidariedade que daí deriva .A partir daí desbloquear-se-á o sector agrícola base fundamental para um enorme desenvolvimento regional auto-sustentável . Os nossos filhos orgulhar-se-ão da nossa acção já que lhe legamos um Alentejo aonde mereça a pena viver .Francisco Pândega
R
O desemprego
Evidentemente que o presente governo está deixar armadilhada a governação O recurso aos subsídios de desemprego será uma solução provisória . O perdurável será desbloquear a economia , a nível regional , de forma a que cada região , de acordo com os seus recursos , possa resolver as situações dando prioridade ao auto-emprego
No Alentejo será por meio de desbloquear o uso da terra .cuja capacidade de auto-emprego é praticamente ilimitada . A fórmula deverá ser a defendida nesta blog sendo mais simples do que á primeira vista possa parecer. Francisco Pândega
Evidentemente que o presente governo está deixar armadilhada a governação O recurso aos subsídios de desemprego será uma solução provisória . O perdurável será desbloquear a economia , a nível regional , de forma a que cada região , de acordo com os seus recursos , possa resolver as situações dando prioridade ao auto-emprego
No Alentejo será por meio de desbloquear o uso da terra .cuja capacidade de auto-emprego é praticamente ilimitada . A fórmula deverá ser a defendida nesta blog sendo mais simples do que á primeira vista possa parecer. Francisco Pândega
A agricultura – uma solução sócio-económica perfeitamente ao nosso alcance
Com base na agricultura e na multiplicidade de actividades que ela potencia , a Extremadura , com uma superfície semelhante á nossa mas sem costa marítima , tem dois e meio milhões de habitantes que vivem plenamente a vida como ela deve ser vivida .
Sem custos , mas tão só com coragem , nós , no nosso Alentejo, poderíamos igualar , numa única geração , o elevado desenvolvimento dessa a outra metade do Alentejo natural ( a Extremadura ) .
Tal como uma poderosa locomotiva , a agricultura pode arrastar , atrás de si, tudo o que podemos imaginar :--- produzir produtos agro - silvo –pecuários , industrializando-os e comercializando - os ; ter uma famosa universidade vocacionada neste ramo da actividade , investigando, ensinando e divulgando o muito que o agricultura necessita; decuplicar a sua população com perfeita instalação e integração ;etc.
Com um clima excelente ,temperado , regular e previsível ; solos ricos e planos sendo totalmente agrícolas ; agua potável regularmente distribuída , quanto basta ; sem problemas étnicos / rácicos ; sem nada negativo , o que precisamos para ser prósperos ? Coragem. Somente coragem .. Blog-alentejoagrorural.blogspot.com---- fjnpandega@hotmail.com
Com base na agricultura e na multiplicidade de actividades que ela potencia , a Extremadura , com uma superfície semelhante á nossa mas sem costa marítima , tem dois e meio milhões de habitantes que vivem plenamente a vida como ela deve ser vivida .
Sem custos , mas tão só com coragem , nós , no nosso Alentejo, poderíamos igualar , numa única geração , o elevado desenvolvimento dessa a outra metade do Alentejo natural ( a Extremadura ) .
Tal como uma poderosa locomotiva , a agricultura pode arrastar , atrás de si, tudo o que podemos imaginar :--- produzir produtos agro - silvo –pecuários , industrializando-os e comercializando - os ; ter uma famosa universidade vocacionada neste ramo da actividade , investigando, ensinando e divulgando o muito que o agricultura necessita; decuplicar a sua população com perfeita instalação e integração ;etc.
Com um clima excelente ,temperado , regular e previsível ; solos ricos e planos sendo totalmente agrícolas ; agua potável regularmente distribuída , quanto basta ; sem problemas étnicos / rácicos ; sem nada negativo , o que precisamos para ser prósperos ? Coragem. Somente coragem .. Blog-alentejoagrorural.blogspot.com---- fjnpandega@hotmail.com
Transcrito do site PS-Évora –18.01.05
Voltando á regionalização ,com especial incidência no sector agrícola ,citamos o blog :-- alentejoagrorural.blogspot.com ,"Porem, as causas deste mau estar, no Alentejo, que derivam da estática posse da terra e do seu mau uso agro-social ,resultam num tabu como se tratasse de um tema sacrossanto que diaboliza quem o põe em causa"
Dispondo a região de tão vasto e riquíssimo território , sem que o mesmo faça parte dos projectos dos políticos ,como solução deste imenso atoleiro socio-económco para onde nos estão a empurrar ,só pode ser resultado do desconhecimento das suas incomensuráveis potencialidades ou receio de enfrentar o imobilismo aqui instalado
É um debate , com muito interesse , que tem que ser travado neste partido ,o único com condições de aceder ao governo e que tudo devemos fazer para que governe bem .Francisco Pândega
Transcrito do site do PS-Évora-17.01.05
O desenvolvimento de Évora , assim como o de todo o Alentejo , passa pela estabelecimento da regionalização no conceito de subsidariedade que daí deriva .A partir daí desbloquear-se-á o sector agrícola base fundamental para o desejável desenvolvimento regional auto-sustentável . Os nossos filhos orgulhar-se-ão da nossa acção já que lhe podemos vir a legar um Alentejo aonde mereça a pena viver .Francisco Pândega
Voltando á regionalização ,com especial incidência no sector agrícola ,citamos o blog :-- alentejoagrorural.blogspot.com ,"Porem, as causas deste mau estar, no Alentejo, que derivam da estática posse da terra e do seu mau uso agro-social ,resultam num tabu como se tratasse de um tema sacrossanto que diaboliza quem o põe em causa"
Dispondo a região de tão vasto e riquíssimo território , sem que o mesmo faça parte dos projectos dos políticos ,como solução deste imenso atoleiro socio-económco para onde nos estão a empurrar ,só pode ser resultado do desconhecimento das suas incomensuráveis potencialidades ou receio de enfrentar o imobilismo aqui instalado
É um debate , com muito interesse , que tem que ser travado neste partido ,o único com condições de aceder ao governo e que tudo devemos fazer para que governe bem .Francisco Pândega
Transcrito do site do PS-Évora-17.01.05
O desenvolvimento de Évora , assim como o de todo o Alentejo , passa pela estabelecimento da regionalização no conceito de subsidariedade que daí deriva .A partir daí desbloquear-se-á o sector agrícola base fundamental para o desejável desenvolvimento regional auto-sustentável . Os nossos filhos orgulhar-se-ão da nossa acção já que lhe podemos vir a legar um Alentejo aonde mereça a pena viver .Francisco Pândega
Alentejoagrorural
E a cidade e os campos
1---- Comenta-se , entre quem tem alguma sensibilidade para questões sócio - económicas ,o facto da Extremadura espanhola , sendo a mesma região natural do Alentejo , com sensivelmente a mesma área , sem as vantagens do acesso ao mar e que há sete décadas era, em tudo, equiparada nós , ser hoje uma economia próspera ao contrario da nossa incrivelmente debilitada . A explicação está na sua opção pela agricultura para onde converge todo o seu esforço Desenvolve-se exponencialmente quer em termos de produção quer de produtividade do qual resulta num bem visível bem-estar Ate no rosto das pessoas transparece um certo prazer de viver , contrastando com o nossos modos inseguros e acabrunhados Essa forma de estar traduz-se em vantagens demográficas cuja população já ascende ao quíntuplo da nossa .È ,de facto, um exemplo de sucesso que , por comparação com a nossa ineficiência , nos deveria fazer corar de vergonha
2---- A Extremadura constitui-se ,.há algum tempo , numa região com autonomia administrativa que tem feito a sua grandeza .Enquanto que nós ainda discutimos se devemos ou não regionalizar a nossa região . Obtida a capacidade de intervir no seu meio, ordenou o seu espaço rural , de acordo com as necessidades locais .Nós ,Alentejo , sendo mais de metade do espaço agrícola nacional , somos representado por dez deputados num universo de duzentos e trinta .Ou seja são duzentos e vinte que não percebem os nossos problemas, não gostam de nós , não havendo forma de os convencer a cooperar connosco .no reordenamento rural , condição indispensável para o nosso desenvolvimento agro-social
A Extremadura foi palco , entre os anos trinta e sete /quarenta , de uma violentíssima e sangrenta revolução com reforma agrária associada . Obtida a paz e aproveitando as alterações fundiárias , atribuíram terras aos agricultores , povoando os campos Estabeleceu-se um plano de regadio a partir do Guadiana . Foi a solução adequada há época , potenciando sinergias ou seja uma multiplicidade de actividades destinadas á agricultura ou dela derivadas
.Contrastando connosco que tivemos uma revolução de cravos que ,embora tenha interferido a nível das grandes propriedades agrícolas , não tiramos partido dessa circunstância .Foi , pois , uma oportunidade perdida .
3---- Ao que parece o nosso mal tem sido o ter deixado debilitar excessivamente a comunidade rural residente .Com isso deixamos o campo aberto a um pequeno numero de grandes proprietários cujos propósitos são os seus interesses pessoais indiferentes ao desenvolvimento da região Para melhor se avaliar todo seu poder , ilustra-se com um facto passado entre Franco e Salazar O primeiro mostrava os planos de povoamento e irrigação da bacia do Guadiana espanhol de onde nasceu a ideia de Alqueva Entusiasmado ,Salazar convocou uma reunião com os lavradores alentejanos, em Beja , afim de lhe dar conta do seu projecto de desenvolvimento do Alentejo , obviamente a partir das terras deles .Não só obteve uma recusa peremptória de cooperação , como um enorme escarcéu em volta dos auto- proclamados sagrados direito á terra , tudo envolto em tais ameaças que levaram o velho ditador a desistir do projecto.
De fracasso em fracasso chegamos aos dias de hoje com uma Alentejo fragilizado , uma população que tem debandado e a perda irreversível da comunidade rural da década cinquenta .
4-----. ----- È por causa desta e doutras incapacidades da administração ,que situação política é absolutamente adversa a produção .Podemos até caricatura-la ,sem grande exagero ,assim:--- Uma população que abomina o mundo rural e se refugia nos povoados preferencialmente nas maiores cidades .Vive em função das receitas de empregos no estado , das reformas , da segurança social ou de actividades particulares destinadas a manutenção desses mesmos grupos sociais . Deixando os campos na posse de um reduzido numero de herdeiros ou adquirentes /especuladores , agora que o filão da PAC está a esgotar , vão procedendo á sua alienação para os desenvolvidos espanhóis ,com uma economia sólida e necessidade de se expandirem .
Desta forma , instalados nos povoados , não percebemos o que nos está acontecer nem sequer somos capazes de avaliar o quanto está em causa .
O pior será quando a torneira que viabiliza essa vida citadina começar a fechar e concluirmos que há vida para alem do ciclo restrito das cidades Depois é só constatar que do nosso alheamento resultou na ocupação do nosso espaço vital para onde temos que ir ao serviços de outrem . Nós ,os que já estivemos emigrados , sabemos como é . Os que não tiveram necessidade de ter saído , vão ficar a saber .Depois não se queixem FRANCISCO PANDEGA
E a cidade e os campos
1---- Comenta-se , entre quem tem alguma sensibilidade para questões sócio - económicas ,o facto da Extremadura espanhola , sendo a mesma região natural do Alentejo , com sensivelmente a mesma área , sem as vantagens do acesso ao mar e que há sete décadas era, em tudo, equiparada nós , ser hoje uma economia próspera ao contrario da nossa incrivelmente debilitada . A explicação está na sua opção pela agricultura para onde converge todo o seu esforço Desenvolve-se exponencialmente quer em termos de produção quer de produtividade do qual resulta num bem visível bem-estar Ate no rosto das pessoas transparece um certo prazer de viver , contrastando com o nossos modos inseguros e acabrunhados Essa forma de estar traduz-se em vantagens demográficas cuja população já ascende ao quíntuplo da nossa .È ,de facto, um exemplo de sucesso que , por comparação com a nossa ineficiência , nos deveria fazer corar de vergonha
2---- A Extremadura constitui-se ,.há algum tempo , numa região com autonomia administrativa que tem feito a sua grandeza .Enquanto que nós ainda discutimos se devemos ou não regionalizar a nossa região . Obtida a capacidade de intervir no seu meio, ordenou o seu espaço rural , de acordo com as necessidades locais .Nós ,Alentejo , sendo mais de metade do espaço agrícola nacional , somos representado por dez deputados num universo de duzentos e trinta .Ou seja são duzentos e vinte que não percebem os nossos problemas, não gostam de nós , não havendo forma de os convencer a cooperar connosco .no reordenamento rural , condição indispensável para o nosso desenvolvimento agro-social
A Extremadura foi palco , entre os anos trinta e sete /quarenta , de uma violentíssima e sangrenta revolução com reforma agrária associada . Obtida a paz e aproveitando as alterações fundiárias , atribuíram terras aos agricultores , povoando os campos Estabeleceu-se um plano de regadio a partir do Guadiana . Foi a solução adequada há época , potenciando sinergias ou seja uma multiplicidade de actividades destinadas á agricultura ou dela derivadas
.Contrastando connosco que tivemos uma revolução de cravos que ,embora tenha interferido a nível das grandes propriedades agrícolas , não tiramos partido dessa circunstância .Foi , pois , uma oportunidade perdida .
3---- Ao que parece o nosso mal tem sido o ter deixado debilitar excessivamente a comunidade rural residente .Com isso deixamos o campo aberto a um pequeno numero de grandes proprietários cujos propósitos são os seus interesses pessoais indiferentes ao desenvolvimento da região Para melhor se avaliar todo seu poder , ilustra-se com um facto passado entre Franco e Salazar O primeiro mostrava os planos de povoamento e irrigação da bacia do Guadiana espanhol de onde nasceu a ideia de Alqueva Entusiasmado ,Salazar convocou uma reunião com os lavradores alentejanos, em Beja , afim de lhe dar conta do seu projecto de desenvolvimento do Alentejo , obviamente a partir das terras deles .Não só obteve uma recusa peremptória de cooperação , como um enorme escarcéu em volta dos auto- proclamados sagrados direito á terra , tudo envolto em tais ameaças que levaram o velho ditador a desistir do projecto.
De fracasso em fracasso chegamos aos dias de hoje com uma Alentejo fragilizado , uma população que tem debandado e a perda irreversível da comunidade rural da década cinquenta .
4-----. ----- È por causa desta e doutras incapacidades da administração ,que situação política é absolutamente adversa a produção .Podemos até caricatura-la ,sem grande exagero ,assim:--- Uma população que abomina o mundo rural e se refugia nos povoados preferencialmente nas maiores cidades .Vive em função das receitas de empregos no estado , das reformas , da segurança social ou de actividades particulares destinadas a manutenção desses mesmos grupos sociais . Deixando os campos na posse de um reduzido numero de herdeiros ou adquirentes /especuladores , agora que o filão da PAC está a esgotar , vão procedendo á sua alienação para os desenvolvidos espanhóis ,com uma economia sólida e necessidade de se expandirem .
Desta forma , instalados nos povoados , não percebemos o que nos está acontecer nem sequer somos capazes de avaliar o quanto está em causa .
O pior será quando a torneira que viabiliza essa vida citadina começar a fechar e concluirmos que há vida para alem do ciclo restrito das cidades Depois é só constatar que do nosso alheamento resultou na ocupação do nosso espaço vital para onde temos que ir ao serviços de outrem . Nós ,os que já estivemos emigrados , sabemos como é . Os que não tiveram necessidade de ter saído , vão ficar a saber .Depois não se queixem FRANCISCO PANDEGA
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