27.2.11

Rapazito da aldeia , habituei-me a olhar para os grandes proprietários rurais ,como entes superiores .Em África , tive de lidar , com eles ,falidos , despidos das heranças . Em pé de igualdade eram uma desilusão Daí a interrogação ;--- São estes a razão de ter deixado a minha terra ? Do êxodo da comunidade rural alentejana ? Da venda dos solos alentejanos a estrangeiros que já supera Olivença ? São .
Compete ao MUNDO RURAL :--- produzir alimentos bons e baratos ; povoar o território como forma de afirmação pátrida ; preservar os valores étnicos -histórico / culturais ; construir , humanizada , a paisagem rural .
Ora , com 75% da área detido por alguém ,algures , sem afectividade , com a bota latifundiária sobre os pescoço de indefesos rendeiros aqueles valores jamais se processam

25.2.11

O AlentejoAgroRural não esta preparado para resistir a contaminação urbana , incompatível com o “estar rústico” Não sei se ainda vamos a tempo Mas é importante que nos precavemos , robustecendo-o ,constituindo-o no celeiro do pais e guardião das nossa raízes comuns .Caso contrario , corre-se o risco de ambos ( rústicos e urbanos ), soçobramos perante o embate inter-geracional que se avizinha

23.2.11

FOME--- Há escassez de alimentos ; a produção nacional é insuficiente ;não há dinheiro para os comprar ;a fome pode bater-nos a porta .São os custos da nossa inépcia fundiária
Resta-nos a solidariedade internacional que pode dar origem a um dialogo assim :--Não tem alimentos ? Trabalhem , tem bom espaço para isso ! Mas o Alentejo esta bloqueado . Desbloqueiem-no ! Somos fracos . Então vamos lá nós !
CORTIÇA ---O Alentejo é o maior produtor mundial de cortiça ,no valor de um bilião de euros , que vai para os bolsos de sabe-se lá quem Aproxima-se a época da extracção Os sobreiros , descascados , ficam a escorrer seiva vermelha ,tais lágrimas de dor , e a emitir gritos de alma , dado saberem que o seu sacrifício vai para a luxuria de alguém , algures , que “leva tudo e não deixa nada “
A CRISE --Na II guerra mundial ,houve fome nas aldeias . As reservas alimentares eram-nos requisitadas , e levadas , deixando-nos na miséria . Desorganizados ,não aconteceu um 25 de Abril A repetir-se , a geração de hoje , urbanizada , habituada a abundância, não se contem . Dispondo de poderosas redes sociais , receio que nos obrigue a fazer , á pressa , as reformas que adiamos

21.2.11

ENERGIAS --Suponhamos que o petróleo acabava . Seria um desastre mas não o fim do AlentejoAgroRural
Assim melhor se percebe a razão dos promotores das energias renováveis (eólica ,hídrica, solar ) , já que , com elas ,se assegurariam os transportes ferroviários ; agricultura mecanizada accionada por resíduos vegetais fermentados ; complementada pela tracção animal Antecipar esse cenário não é utopia é precavermos-nos

19.2.11

RURALIDADE ~~No actual estádio de desenvolvimento , a solução do AlentejoAgroRural não passa por UCP ,por latifúndios , nem pela excessiva intervenção estatal .Passa , sim, por agricultura individual /familiar regulamentada pela comunidade rural residente na região .É essa a sede para a definição da propriedade funcional , do agricultor tipo ou sistemas agrícolas adequados a cada caso

13.2.11

ALQUEVA.O Presidente da Edia descreveu as potencialidades do empreendimento .É , de facto , uma obra gigantesca .Descendo as pequenas /grandes questões destaco três respostas á assistência :--- A agua tem a qualidade para o fim a que se destina ; quem não der bom uso á terra terá que se fazer substituir ; os modernos sistemas de rega admitem a duplicação da área irrigável .Surpreendente clareza .
RONCÃO D'DEI/turismo(conferencia )O dr. Calisto apresentou uma excelente exposição .Minuciosa , concisa e dilatada no tempo .Só por isso mereceu a pena Fez-me regressar as origens :---Postoro ,Alcarias , Areias , Roncão ,onde famílias de seareiros “sacaios” ali fizeram searas de parceria .Sugados ate ao tutano pelos abutres donos da terra ,hoje substituídos por outros . .Pobres gentes .Pobre Alentejo