ENERGIAS --Suponhamos que o petróleo acabava . Seria um desastre mas não o fim do AlentejoAgroRural
Assim melhor se percebe a razão dos promotores das energias renováveis (eólica ,hídrica, solar ) , já que , com elas ,se assegurariam os transportes ferroviários ; agricultura mecanizada accionada por resíduos vegetais fermentados ; complementada pela tracção animal Antecipar esse cenário não é utopia é precavermos-nos
21.2.11
19.2.11
RURALIDADE ~~No actual estádio de desenvolvimento , a solução do AlentejoAgroRural não passa por UCP ,por latifúndios , nem pela excessiva intervenção estatal .Passa , sim, por agricultura individual /familiar regulamentada pela comunidade rural residente na região .É essa a sede para a definição da propriedade funcional , do agricultor tipo ou sistemas agrícolas adequados a cada caso
13.2.11
ALQUEVA.O Presidente da Edia descreveu as potencialidades do empreendimento .É , de facto , uma obra gigantesca .Descendo as pequenas /grandes questões destaco três respostas á assistência :--- A agua tem a qualidade para o fim a que se destina ; quem não der bom uso á terra terá que se fazer substituir ; os modernos sistemas de rega admitem a duplicação da área irrigável .Surpreendente clareza .
RONCÃO D'DEI/turismo(conferencia )O dr. Calisto apresentou uma excelente exposição .Minuciosa , concisa e dilatada no tempo .Só por isso mereceu a pena Fez-me regressar as origens :---Postoro ,Alcarias , Areias , Roncão ,onde famílias de seareiros “sacaios” ali fizeram searas de parceria .Sugados ate ao tutano pelos abutres donos da terra ,hoje substituídos por outros . .Pobres gentes .Pobre Alentejo
RONCÃO D'DEI/turismo(conferencia )--- O sr. Roquete fez-se substituir por outra pessoa .Uma herdade da Casa Bragança/ 800ha ; um projecto megalómano , já financiado com 25 Milhões de euros de subsidio ; está prestes a arrancar .Três campos de golfe ,muito luxo .Todos os condimentos para a ser um estampanço Tem dificuldades de financiamento mesmo dos fundos comunitários ,Veio-me a ideia a Ondefrutas
10.2.11
SOLIDÃO --Em Lisboa , foi encontrada , em sua casa , uma mulher, depois de 9 anos de ter morrido .Um homem já velho , nascido ali , não conhece ninguém e ninguém lhe conhece o nome É solidão dos grandes centros urbanos
Contrasta com os meios rurais onde tal não acontece .Impedir a importação da mentalidade urbana, descaracterizadora do mundo rural , impõe-se-nos .
Contrasta com os meios rurais onde tal não acontece .Impedir a importação da mentalidade urbana, descaracterizadora do mundo rural , impõe-se-nos .
9.2.11
OVIMBUNDO
No grupo etnográfico OVIMBUMNDO , no Planalto do Huambo ,Angola , por onde andei e com quem quem convivi intensamente ,desde o inicio do meados do século passado , não havia a pratica dessa mutilação ás raparigas .Havia outras :---
a)---NOS RAPAZES havia a “Ovamba “ ou seja a circuncisão Atingida a puberdade e depois de circuncidados ,sem a menor higiene , iam ,em grupo, para o mato , entregues a si próprios .Alguns morriam de infecção ou, enfraquecidos ,de fome quando não conseguiam recolectar alimentos espontâneos . Os que sobreviviam voltavam á aldeia adquirindo o estatuto de homem (tal como no Alentejo após uma empreitada de “acefa “)
b)---AS RAPARIGAS ,atingida a maturidade , eram submetidas ao “usso” estupro ,por uma mulher velha enquanto lhes ensinava a forma de ter relações sexuais satisfatórias .Com isso acabava a questão da virgindade aquando do casamento .A partir daí e até casar a rapariga tinha uma certa liberdade sexual sem que com isso as afectasse socialmente Casa com um homem ,ás vezes muito velho , que já tem diversas mulheres .Os filhos dela pertencem aos tios , ou seja irmãos dela para onde vão ainda em novos
.O marido ,por sua vez , assume a criação dos sobrinhos ,seus legítimos descendentes , filhos das respectivas irmãs .
c)---FAMILIA . Disso resultava um outro conceito de família . Mais alargada , do género clânico ,”jango”chefiada por um homem velho “ sèculo” ,geralmente com muitos descendentes .Esse cargo era transmitido por sucessão sendo assumido por um dos filhos das suas irmãs .Esses , dizia , eram de facto do seu sangue .Os filhos da sua mulher ,sabe-se lá .
Dirigia os espaço rural ,comunitário , envolvente da aldeia “quimbo “ onde se praticava a agricultura individual ,ao nível da família (,havendo uma pratica entreajuda aos incapazes ); se organizavam caçadas ; a defesa da aldeia ; respondia perante as autoridades por toda a família
CONCLUSÃO --Aqui tem uma súmula dos hábitos tradicionais , do sul de Angola , por mim presenciados , nos meados do século passado .De notar que tudo isto era ultra secreto , mesmo entre eles , .No âmbito do feitiço era mau agouro falar disso .Absolutamente fora do alcance dos brancos ,só se penetrava nos seus meandros se soubesse a língua , os costumes e ser de absoluta confiança na comunidade Era tal o secretismo que poderia passar-se la uma vida sem se aperceber da sua existência
No grupo etnográfico OVIMBUMNDO , no Planalto do Huambo ,Angola , por onde andei e com quem quem convivi intensamente ,desde o inicio do meados do século passado , não havia a pratica dessa mutilação ás raparigas .Havia outras :---
a)---NOS RAPAZES havia a “Ovamba “ ou seja a circuncisão Atingida a puberdade e depois de circuncidados ,sem a menor higiene , iam ,em grupo, para o mato , entregues a si próprios .Alguns morriam de infecção ou, enfraquecidos ,de fome quando não conseguiam recolectar alimentos espontâneos . Os que sobreviviam voltavam á aldeia adquirindo o estatuto de homem (tal como no Alentejo após uma empreitada de “acefa “)
b)---AS RAPARIGAS ,atingida a maturidade , eram submetidas ao “usso” estupro ,por uma mulher velha enquanto lhes ensinava a forma de ter relações sexuais satisfatórias .Com isso acabava a questão da virgindade aquando do casamento .A partir daí e até casar a rapariga tinha uma certa liberdade sexual sem que com isso as afectasse socialmente Casa com um homem ,ás vezes muito velho , que já tem diversas mulheres .Os filhos dela pertencem aos tios , ou seja irmãos dela para onde vão ainda em novos
.O marido ,por sua vez , assume a criação dos sobrinhos ,seus legítimos descendentes , filhos das respectivas irmãs .
c)---FAMILIA . Disso resultava um outro conceito de família . Mais alargada , do género clânico ,”jango”chefiada por um homem velho “ sèculo” ,geralmente com muitos descendentes .Esse cargo era transmitido por sucessão sendo assumido por um dos filhos das suas irmãs .Esses , dizia , eram de facto do seu sangue .Os filhos da sua mulher ,sabe-se lá .
Dirigia os espaço rural ,comunitário , envolvente da aldeia “quimbo “ onde se praticava a agricultura individual ,ao nível da família (,havendo uma pratica entreajuda aos incapazes ); se organizavam caçadas ; a defesa da aldeia ; respondia perante as autoridades por toda a família
CONCLUSÃO --Aqui tem uma súmula dos hábitos tradicionais , do sul de Angola , por mim presenciados , nos meados do século passado .De notar que tudo isto era ultra secreto , mesmo entre eles , .No âmbito do feitiço era mau agouro falar disso .Absolutamente fora do alcance dos brancos ,só se penetrava nos seus meandros se soubesse a língua , os costumes e ser de absoluta confiança na comunidade Era tal o secretismo que poderia passar-se la uma vida sem se aperceber da sua existência
8.2.11
É PENA ---Circunscrevendo esta opinião ao AlentejoAgroRural , há três figuras marcantes :---
Álvaro Cunhal infligindo um rombo na muralha latifundiária ,( se bem que discordamos da solução encontrada ) ; Mário Soares que , com o seu génio de estadista regulamentou ;e Sá Carneiro dando inicio a um processo de repovoamento . Pena é que este processo tenha sido interrompido
Álvaro Cunhal infligindo um rombo na muralha latifundiária ,( se bem que discordamos da solução encontrada ) ; Mário Soares que , com o seu génio de estadista regulamentou ;e Sá Carneiro dando inicio a um processo de repovoamento . Pena é que este processo tenha sido interrompido
6.2.11
RURALIDADE .As condições edafo-climática regionais , excelentes , permitem o exercício de uma agricultura suficiente para o nosso abastecimento alimentar ;que em simultâneo se construa esta aprazível paisagem ; se povoe o território e se defenda a nacionalidade / regionalidade ; e se mantenha vivo o culto dos lugares histórico/culturais . Uma condição :-- removam-se os obstáculos a este desiderato
ALQUEVA ---O ministro António Serrano acaba de inaugurar mais um módulo desta colossal obra de regadio que é Alqueva. Com 70 anos de atraso , em relação a Espanha ,ei-la em funcionamento por acção dos dois últimos governos socialistas Pode desagradar a alguém .Mas são factos .Há, porem , um enorme trabalho de ordenamento a fazer .Esse , sê-lo-á feito , já de seguida .Indubitavelmente
ALQUEVA ---O ministro António Serrano acaba de inaugurar mais um módulo desta colossal obra de regadio que é Alqueva. Com 70 anos de atraso , em relação a Espanha ,ei-la em funcionamento por acção dos dois últimos governos socialistas Pode desagradar a alguém .Mas são factos .Há, porem , um enorme trabalho de ordenamento a fazer .Esse , sê-lo-á feito , já de seguida .Indubitavelmente
27.1.11
A AGRICULTURA é diferente das restantes actividades económicas .Nestas, os inaptos que soçobram são eliminados e outros assumem o abastecimento .Mas se for um agricultor absentista , a terra passa a inculto produtivo desactivado e o Alentejo fica agricolamente mais pequeno Daí a lei do aforamento que impunha um uso mínimo .Assim nasceu o aforismo “a terra a quem a trabalha” individualmente ,claro .
AO COMERMOS uma fatia de pão ou bebermos um copo de leite , todos contribuímos ,quer rusticos quer urbanos para a sus produção São dois campos que se complementam e se sobrepõem numa larga faixa .O que não pode acontecer é , no AlentejoAgroRural ,os urbanos dominarem o espaço rústico submetendo-o aos seus critérios Assim empobrecemos todos .Mantendo as diferenças de concepção , seremos aliados e não concorrentes Se assim for todos temos a ganhar
O “Publico “, de hoje , traz uma extensa entrevista ao secretario de Estado da Energia e da Inovação .Nestas incorpora-se o grupo das designadas “energias alternativas “ ( hídrica, eólica , solar )
Tranquiliza-nos o facto de o governo incorporar alguém que se movimenta num patamar tecnológico tão elevado .Daqui os nossos aplausos para o prof. Carlos Zorrinho
HUMANIZAMOS O ESPAÇO RUSTICO Há erros graves , na relação homem /terra , responsáveis pela nossa debilidade regional .Predomina a precariedade quando se trata de uma actividade que se quer perene Outros povos humanizaram os respectivos sectores :-- a França de 1789 usando a guilhotina ; a Espanha uma mortífera guerra civil ; nós falhamos no 25 de Abril mas temos que retoma-lo .Impedidos pela UE ?.Com que propósitos ?
AO COMERMOS uma fatia de pão ou bebermos um copo de leite , todos contribuímos ,quer rusticos quer urbanos para a sus produção São dois campos que se complementam e se sobrepõem numa larga faixa .O que não pode acontecer é , no AlentejoAgroRural ,os urbanos dominarem o espaço rústico submetendo-o aos seus critérios Assim empobrecemos todos .Mantendo as diferenças de concepção , seremos aliados e não concorrentes Se assim for todos temos a ganhar
O “Publico “, de hoje , traz uma extensa entrevista ao secretario de Estado da Energia e da Inovação .Nestas incorpora-se o grupo das designadas “energias alternativas “ ( hídrica, eólica , solar )
Tranquiliza-nos o facto de o governo incorporar alguém que se movimenta num patamar tecnológico tão elevado .Daqui os nossos aplausos para o prof. Carlos Zorrinho
HUMANIZAMOS O ESPAÇO RUSTICO Há erros graves , na relação homem /terra , responsáveis pela nossa debilidade regional .Predomina a precariedade quando se trata de uma actividade que se quer perene Outros povos humanizaram os respectivos sectores :-- a França de 1789 usando a guilhotina ; a Espanha uma mortífera guerra civil ; nós falhamos no 25 de Abril mas temos que retoma-lo .Impedidos pela UE ?.Com que propósitos ?
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