A AGRICULTURA é diferente das restantes actividades económicas .Nestas, os inaptos que soçobram são eliminados e outros assumem o abastecimento .Mas se for um agricultor absentista , a terra passa a inculto produtivo desactivado e o Alentejo fica agricolamente mais pequeno Daí a lei do aforamento que impunha um uso mínimo .Assim nasceu o aforismo “a terra a quem a trabalha” individualmente ,claro .
AO COMERMOS uma fatia de pão ou bebermos um copo de leite , todos contribuímos ,quer rusticos quer urbanos para a sus produção São dois campos que se complementam e se sobrepõem numa larga faixa .O que não pode acontecer é , no AlentejoAgroRural ,os urbanos dominarem o espaço rústico submetendo-o aos seus critérios Assim empobrecemos todos .Mantendo as diferenças de concepção , seremos aliados e não concorrentes Se assim for todos temos a ganhar
O “Publico “, de hoje , traz uma extensa entrevista ao secretario de Estado da Energia e da Inovação .Nestas incorpora-se o grupo das designadas “energias alternativas “ ( hídrica, eólica , solar )
Tranquiliza-nos o facto de o governo incorporar alguém que se movimenta num patamar tecnológico tão elevado .Daqui os nossos aplausos para o prof. Carlos Zorrinho
HUMANIZAMOS O ESPAÇO RUSTICO Há erros graves , na relação homem /terra , responsáveis pela nossa debilidade regional .Predomina a precariedade quando se trata de uma actividade que se quer perene Outros povos humanizaram os respectivos sectores :-- a França de 1789 usando a guilhotina ; a Espanha uma mortífera guerra civil ; nós falhamos no 25 de Abril mas temos que retoma-lo .Impedidos pela UE ?.Com que propósitos ?
27.1.11
1.1.11
O exemplo brasileiro
Promover o dinamismo regional e das respectivas comunidades ; desenvolver a agricultura e a pecuária ; foram exaltados na tomada de posse da presidente dos brasileiros Claro que entre entre os nossos governates nunca ouvi mensionar estes sectores
Se a isso acrescentarmos o facto das terras brasileiras estarem condicionadas aos seus naturais e estre estes aquem tenha condições para exercer a actividade ,assim melhor se entende a grandeza desta nação e se fica com a certeza da sua perenidade perenidade como nação
Tendo o Brasil as bases politico / administrativas oriundas de nós , temos que concluir que nesse dominio nos ultrapassaram .
Promover o dinamismo regional e das respectivas comunidades ; desenvolver a agricultura e a pecuária ; foram exaltados na tomada de posse da presidente dos brasileiros Claro que entre entre os nossos governates nunca ouvi mensionar estes sectores
Se a isso acrescentarmos o facto das terras brasileiras estarem condicionadas aos seus naturais e estre estes aquem tenha condições para exercer a actividade ,assim melhor se entende a grandeza desta nação e se fica com a certeza da sua perenidade perenidade como nação
Tendo o Brasil as bases politico / administrativas oriundas de nós , temos que concluir que nesse dominio nos ultrapassaram .
29.12.10
AlentejoAgroRural
Analisamos-lo
De uma prolongada ausência do AlentejoAgroRural resultam saudades profundas , daquelas que doem e nos prostram doentes ; analisado de longe , em contraste com outro meio e outros povos , conclui-se que se bem que lindo e aprazível , injusto e opressivo ; Conhece-lo bem para melhor o julgar e humanizar é a minha proposta com os votos de um bom 2011.Do blog --AlentejoAgroRural
1----Acho bem que o governo de entre 1985 /95 tenha integrado os rurais alentejanos nos esquemas de apoio social tal como acontece com os outros extractos sociais .O que não pode é subsistir a suspeição de que essa integração , no sistema de segurança social, tenha sido a moeda de troca para lhes retirar as terras e devolve~las aos mesmos a quem , anos antes , haviam sido expropriadas.
, a)---Acontece que este acto devolutivo perpetrado pelo governo há uma geração , está na razão directa de todos os nossos desaires regionais , designadamente :--- Despovoamento do território ; pobreza só atenuada pelos apoios da segurança social o que numa região de exuberante de riqueza bem indicia da opressão aqui vigente ; baixa produção e produtividade absolutamente injustificadas num povo , ate há pouco , detentor de uma capacidade de trabalho ate á exaustão ; perda de qualidade e incapacidade de assumir os desígnios agro-rurais por falta de pratica já que lhe é negado o acesso á terra onde se poderia manter actualizado ; ,adopção da hábitos urbanos que não se coadunam com a autenticidade rurícola ; a porta entre-abertura para a perda de soberania regional em relação aos nossos vizinho sinal de que a historia se repete .
b---Alegar-se que foi incompetência ou um momento de menor lucidez desse governo de tão má memória , não justifica tão mau procedimento , O caminho já havia sido traçado por anteriores governantes bem mais lúcidos e corajosos .Estou a falar de Mário Soares e Sá Carneiro .O primeiro , por meio da lei 77/77 traçou o que seria a reestruturação fundiária do Alentejo .Vista hoje , temos que concordar que Mário Soares ,alem de muito corajoso, é portador de uma correcta visão do futuro agro-rural regional O segundo pondo em pratica , por meio da lei 111/78 uma nova ordem agro-rural regional , lutando contra o PCP que defendia os seus redutos que eram a s Unidades Colectivas de Produção .Por outro lado em luta contra os donos do Alentejo que pretendiam retomar os seus poderes e com isso continuar na senda da destruição do Alentejo Foi uma luta insana contra tudo e contra todos .,inclusivamente sem o claro apoio alguns partidários mais próximos Éramos poucos os convictos nesta luta Entre eles sobressaiam Ribeiro Teles e Francisco de Sousa Tavares
c)--- Um dos motivos que levou esse péssimo governo a agir de uma forma tão ao arrepio de uma normal visão do problema foi o ódio visceral aos comunistas Logo, a forma de os punir , foi retira-lhe as terras e devolve-las aos latifundiários em vez de contemplar novos agricultores como fez o seu antecessor Sá Carneiro Esse infeliz governos nunca percebeu que estava a pactuar com duas mentiras :--Nem esse tipo de proprietários tem dignidade para usufruir o chão sagrado alentejano , nem os comunistas rurais são colectivistas
I) ---Os latifundiários do Alentejo ,os herdeiros dos devoristas de 1834 ,enriquecidos no rescaldo das invasões francesas , apossaram-se do Alentejo nos conhecidos leilões fraudulentos feitos por um governo a braços com grandes dividas e uma função publica afrancesada que não prescindia dos seus honorários Tudo assente sobre uma monstruosa falcatrua que ainda não foi julgada ;-- os campos do Alentejo eram explorados por foreiros cujos direitos foram anulados de uma forma unilateral e contraria lei então em vigor Os direitos foreiros , seus contemporâneos, que não foram objecto da sua cobiça , ainda hoje se mantém em vigor
II)---Os donos do Alentejo ,lá de longe , onde guardam os produtos da rapina aqui perpetrada , mandavam recados perguntando :--então os alentejanos já estão a invadir ? Tinham a alma pesada ,Estavam cientes de que a sua luxuria assentava na miséria dos legítimos dignitários das terras alentejanas .Nunca estiveram seguros
A dádiva do governo de 1985/95 foi uma surpresa com que já não contavam
E compreende-se que tenham problemas de consciência dado terem desalojando os residentes ; ; apropriado-se do poder administrativo / repressivo , braço armado dos seus torpes intentos Não introduziram nada de novo limitando-se a uma exploração vil e insana dos autóctones indefesos .Os sistemas agrícolas , animais de tracção as alfaias tradicionais e equipamentos foram sempre de confecção local ,As populações das aldeias sempre subalimentadas constituíam uma reserva de mão de obra eficiente , séria , dedicada e muito barata Usando uma força desproporcionada submeteram esta gente a mais vil servidão ao empobrecimento crónico , à perda de identidade e de dignidade Há feridas a sangrar .Há contas por ajustar. Isto não se faz
III)-----Os comunistas rurais , gente que se vê acantonada na aldeia perdendo todo o contacto com o seu espaço tradicional envolvente ,tais feras enjauladas, tem em si o gérmen da revolta Desde a nascença sabem que o seu destino é a servidão agrícola ao serviço de donos das terras tantas vezes meros egoístas , especuladores fundiários agricolamente incompetentes , senão mesmo portadores de uma estranha ferocidade característica de quem está com medo .Outros debandaram com o coração a sangrar de saudades .Os que ficam , mantêm-se em permanente estado revolucionário alimentados pelo PCP, Tal panela sob pressão sempre prestes a estoirar ,vingam-se votando , nas autarquias , em projectos utópicos ,sem solução exequível , mas que alimentam um recalcado ódio aos grandes agrários Ser comunista /individualista no meio rural alentejano é algo que se tem que compreender antes de julgar Será que alguém que se encontrasse nas mesmas circunstancias não exerceria o direito de se rebelar contra tal exclusão ? Evidentemente que sim Assim excluídos de exercer a actividade nas terras da freguesia , é de esperar que politicamente sejam tudo , mas mesmo tudo , inclusivamente comunistas.
Neste AlentejoAgroRural , cruelmente injusto , que vegeta num estado de putrefacção agro-social ,importa repescar as directrizes deixadas por Mário Soares /Sá Caneiro e deitar para os “quintos dos infernos” a solução do governo de 1985/95
3----O nosso pais esta a passar um mau bocado O termos tomados medidas erradas na geração anterior ditaram falta de produção e os vícios sociais que presentemente nos corroem nos conduzem a esta debilidade económica ,Não foram pulhices semelhantes a da Grécia que passou pela humilhação de lhe proporem a a troca de ilhas por financiamento ; nem a loucura financeira do sistema bancários Irlandês que está aflita não obstante ter sector agrícola bem organizado ,A nossa é mais grave e difícil já que assenta em vícios atávicos , obstruções sistemáticas , ,parasitismo endémico e direitos adquiridos que não vejo como elimina-los só com conversa A falta de produção e produtividade resultantes do bloqueio do sector económico especialmente no mundo rural alentejano são entraves de monta Elimina-los é imperioso Evidentemente que recorrendo as imensas potencialidades Alentejo ,é a solução
I---Para quem conheça o Alentejo somente nos aspectos turísticos que fique a saber ;--- O Alentejo ´é agricolamente uma das regiões mais ricas do mundo . Uma imensa planície , agro-silvo-pastoril de lés a lés ,,com uma área de trezentos milhões de hectares ,1/4 da qual a fertilíssima ,Agora , que o governo antecipou os regadios e , com isso , aumentado e diversificado consideravelmente a capacidade produtiva e consequentemente uma mais valia
---Ate mesmo cereais de sequeiro são viáveis , se enquadrados num sistemas de afolhamento/ rotações de culturas adequado a capacidade de uso de cada parcela, dado que , se bem com baixas produções unitárias os custos também são baixos dado que são repartidos pela mobilização da terra , beneficiamento dos montado , pastagem ,etc
---Veja.-se , por exemplo, a maior representante da nossa floresta autóctone (o sobreiro) :--a sua casca (cortiça ) é uma fonte de divisas colossal (três biliões de euros anuais , á saída da árvore ) com a lenha fazem-se anualmente milhares de camionetas de carvão ,; da lande engordam-se ,em cada época , muitos milhares de porcos de montanheira ; com a rama mantém-se os animais (vacas ovelhas e cabras ) no inverno ; e ainda dá seara e pastagem no sub-coberto Coisa mais rendosa não há
Foi insistentemente ensaiada a sua plantação em diversas regiões de África ,sempre sem sucessos . Lambem na Califórnia se recusou a sobreviver .Enquanto que aqui , entre nós , regenera espontaneamente Estranha fidelidade regional , não obstante os maus tratos que lhe infligimos
.Assim com tamanha produção interrogamos , para onde vai tanto dinheiro ? Não fica nenhum no Alentejo . É daqui rapinado , na totalidade, pela insaciável cleptocracia latifundiário dominante , aqui instalada desde há quase dois séculos a esta parte .
II----Como primeiro passo para a solução , importa repescar as medidas deixadas pelos estadistas atrás referidos (Mário Soares e Sá Carneiro ) Povoar o Alentejo por agricultores directos livres e efectivos como forma de acelerar produção agrícola e desincentivar aqueles que de fora olham para o Alentejo , detido por uma nação em dificuldades e proprietários destituídos da indispensável afectividade , como uma presa fácil para os mais torpes propósitos
A partir daí ,facilmente se consegue a autonomia alimentar anulando o deficit de sete biliões de euros anuais de importação de produtos agrícolas ; restaura-se a reserva alimentar para o que der e vier ; pode triplicarem-se as exportações de alimentos ,hoje na ordem dos três biliões de euros anuais Isto é só uma amostra . E digam la que nós não somos viáveis .
III---Uma advertência resultante da minha experiencial nesta matéria :---
Uma reestruturação fundiária nunca pode pôr em causa a posse da terra por parte dos actuais donos .Isso seria fazer o jogo deles , com querelas intermináveis , nas quais são mestres imbatíveis . Tem que começar por punir quem não atinja os padrões mínimos de eficiência na de exploração ; condicionar a alienação (arrendamento , venda , doação ) em beneficio dr quem não tenha a necessária dignidade para deter o solo pátrido ; , aplicação do fisco aos desvios as boas normas rurícolas . Numa segunda fase e definido o nível de exploração funcional ou ” à escala a do homem “ ,de acordo com a capacidade de uso dos solos , a parte remanescente, ser objecto de uma imposto progressivo/dissuasor
Todo o cuidado é pouco para se lidar com esta matéria .Estamos a ir contra os interesses de gente de muito dinheiro , poderosa e influente ,cuja imaginação , para subverter o desenvolvimento do Alentejo, é prodigiosa .
Francisco Pandega (agricultor ) /// fjnpandega@hotmail,com //// AlentejoAgroRural.blogspot.com
Analisamos-lo
De uma prolongada ausência do AlentejoAgroRural resultam saudades profundas , daquelas que doem e nos prostram doentes ; analisado de longe , em contraste com outro meio e outros povos , conclui-se que se bem que lindo e aprazível , injusto e opressivo ; Conhece-lo bem para melhor o julgar e humanizar é a minha proposta com os votos de um bom 2011.Do blog --AlentejoAgroRural
1----Acho bem que o governo de entre 1985 /95 tenha integrado os rurais alentejanos nos esquemas de apoio social tal como acontece com os outros extractos sociais .O que não pode é subsistir a suspeição de que essa integração , no sistema de segurança social, tenha sido a moeda de troca para lhes retirar as terras e devolve~las aos mesmos a quem , anos antes , haviam sido expropriadas.
, a)---Acontece que este acto devolutivo perpetrado pelo governo há uma geração , está na razão directa de todos os nossos desaires regionais , designadamente :--- Despovoamento do território ; pobreza só atenuada pelos apoios da segurança social o que numa região de exuberante de riqueza bem indicia da opressão aqui vigente ; baixa produção e produtividade absolutamente injustificadas num povo , ate há pouco , detentor de uma capacidade de trabalho ate á exaustão ; perda de qualidade e incapacidade de assumir os desígnios agro-rurais por falta de pratica já que lhe é negado o acesso á terra onde se poderia manter actualizado ; ,adopção da hábitos urbanos que não se coadunam com a autenticidade rurícola ; a porta entre-abertura para a perda de soberania regional em relação aos nossos vizinho sinal de que a historia se repete .
b---Alegar-se que foi incompetência ou um momento de menor lucidez desse governo de tão má memória , não justifica tão mau procedimento , O caminho já havia sido traçado por anteriores governantes bem mais lúcidos e corajosos .Estou a falar de Mário Soares e Sá Carneiro .O primeiro , por meio da lei 77/77 traçou o que seria a reestruturação fundiária do Alentejo .Vista hoje , temos que concordar que Mário Soares ,alem de muito corajoso, é portador de uma correcta visão do futuro agro-rural regional O segundo pondo em pratica , por meio da lei 111/78 uma nova ordem agro-rural regional , lutando contra o PCP que defendia os seus redutos que eram a s Unidades Colectivas de Produção .Por outro lado em luta contra os donos do Alentejo que pretendiam retomar os seus poderes e com isso continuar na senda da destruição do Alentejo Foi uma luta insana contra tudo e contra todos .,inclusivamente sem o claro apoio alguns partidários mais próximos Éramos poucos os convictos nesta luta Entre eles sobressaiam Ribeiro Teles e Francisco de Sousa Tavares
c)--- Um dos motivos que levou esse péssimo governo a agir de uma forma tão ao arrepio de uma normal visão do problema foi o ódio visceral aos comunistas Logo, a forma de os punir , foi retira-lhe as terras e devolve-las aos latifundiários em vez de contemplar novos agricultores como fez o seu antecessor Sá Carneiro Esse infeliz governos nunca percebeu que estava a pactuar com duas mentiras :--Nem esse tipo de proprietários tem dignidade para usufruir o chão sagrado alentejano , nem os comunistas rurais são colectivistas
I) ---Os latifundiários do Alentejo ,os herdeiros dos devoristas de 1834 ,enriquecidos no rescaldo das invasões francesas , apossaram-se do Alentejo nos conhecidos leilões fraudulentos feitos por um governo a braços com grandes dividas e uma função publica afrancesada que não prescindia dos seus honorários Tudo assente sobre uma monstruosa falcatrua que ainda não foi julgada ;-- os campos do Alentejo eram explorados por foreiros cujos direitos foram anulados de uma forma unilateral e contraria lei então em vigor Os direitos foreiros , seus contemporâneos, que não foram objecto da sua cobiça , ainda hoje se mantém em vigor
II)---Os donos do Alentejo ,lá de longe , onde guardam os produtos da rapina aqui perpetrada , mandavam recados perguntando :--então os alentejanos já estão a invadir ? Tinham a alma pesada ,Estavam cientes de que a sua luxuria assentava na miséria dos legítimos dignitários das terras alentejanas .Nunca estiveram seguros
A dádiva do governo de 1985/95 foi uma surpresa com que já não contavam
E compreende-se que tenham problemas de consciência dado terem desalojando os residentes ; ; apropriado-se do poder administrativo / repressivo , braço armado dos seus torpes intentos Não introduziram nada de novo limitando-se a uma exploração vil e insana dos autóctones indefesos .Os sistemas agrícolas , animais de tracção as alfaias tradicionais e equipamentos foram sempre de confecção local ,As populações das aldeias sempre subalimentadas constituíam uma reserva de mão de obra eficiente , séria , dedicada e muito barata Usando uma força desproporcionada submeteram esta gente a mais vil servidão ao empobrecimento crónico , à perda de identidade e de dignidade Há feridas a sangrar .Há contas por ajustar. Isto não se faz
III)-----Os comunistas rurais , gente que se vê acantonada na aldeia perdendo todo o contacto com o seu espaço tradicional envolvente ,tais feras enjauladas, tem em si o gérmen da revolta Desde a nascença sabem que o seu destino é a servidão agrícola ao serviço de donos das terras tantas vezes meros egoístas , especuladores fundiários agricolamente incompetentes , senão mesmo portadores de uma estranha ferocidade característica de quem está com medo .Outros debandaram com o coração a sangrar de saudades .Os que ficam , mantêm-se em permanente estado revolucionário alimentados pelo PCP, Tal panela sob pressão sempre prestes a estoirar ,vingam-se votando , nas autarquias , em projectos utópicos ,sem solução exequível , mas que alimentam um recalcado ódio aos grandes agrários Ser comunista /individualista no meio rural alentejano é algo que se tem que compreender antes de julgar Será que alguém que se encontrasse nas mesmas circunstancias não exerceria o direito de se rebelar contra tal exclusão ? Evidentemente que sim Assim excluídos de exercer a actividade nas terras da freguesia , é de esperar que politicamente sejam tudo , mas mesmo tudo , inclusivamente comunistas.
Neste AlentejoAgroRural , cruelmente injusto , que vegeta num estado de putrefacção agro-social ,importa repescar as directrizes deixadas por Mário Soares /Sá Caneiro e deitar para os “quintos dos infernos” a solução do governo de 1985/95
3----O nosso pais esta a passar um mau bocado O termos tomados medidas erradas na geração anterior ditaram falta de produção e os vícios sociais que presentemente nos corroem nos conduzem a esta debilidade económica ,Não foram pulhices semelhantes a da Grécia que passou pela humilhação de lhe proporem a a troca de ilhas por financiamento ; nem a loucura financeira do sistema bancários Irlandês que está aflita não obstante ter sector agrícola bem organizado ,A nossa é mais grave e difícil já que assenta em vícios atávicos , obstruções sistemáticas , ,parasitismo endémico e direitos adquiridos que não vejo como elimina-los só com conversa A falta de produção e produtividade resultantes do bloqueio do sector económico especialmente no mundo rural alentejano são entraves de monta Elimina-los é imperioso Evidentemente que recorrendo as imensas potencialidades Alentejo ,é a solução
I---Para quem conheça o Alentejo somente nos aspectos turísticos que fique a saber ;--- O Alentejo ´é agricolamente uma das regiões mais ricas do mundo . Uma imensa planície , agro-silvo-pastoril de lés a lés ,,com uma área de trezentos milhões de hectares ,1/4 da qual a fertilíssima ,Agora , que o governo antecipou os regadios e , com isso , aumentado e diversificado consideravelmente a capacidade produtiva e consequentemente uma mais valia
---Ate mesmo cereais de sequeiro são viáveis , se enquadrados num sistemas de afolhamento/ rotações de culturas adequado a capacidade de uso de cada parcela, dado que , se bem com baixas produções unitárias os custos também são baixos dado que são repartidos pela mobilização da terra , beneficiamento dos montado , pastagem ,etc
---Veja.-se , por exemplo, a maior representante da nossa floresta autóctone (o sobreiro) :--a sua casca (cortiça ) é uma fonte de divisas colossal (três biliões de euros anuais , á saída da árvore ) com a lenha fazem-se anualmente milhares de camionetas de carvão ,; da lande engordam-se ,em cada época , muitos milhares de porcos de montanheira ; com a rama mantém-se os animais (vacas ovelhas e cabras ) no inverno ; e ainda dá seara e pastagem no sub-coberto Coisa mais rendosa não há
Foi insistentemente ensaiada a sua plantação em diversas regiões de África ,sempre sem sucessos . Lambem na Califórnia se recusou a sobreviver .Enquanto que aqui , entre nós , regenera espontaneamente Estranha fidelidade regional , não obstante os maus tratos que lhe infligimos
.Assim com tamanha produção interrogamos , para onde vai tanto dinheiro ? Não fica nenhum no Alentejo . É daqui rapinado , na totalidade, pela insaciável cleptocracia latifundiário dominante , aqui instalada desde há quase dois séculos a esta parte .
II----Como primeiro passo para a solução , importa repescar as medidas deixadas pelos estadistas atrás referidos (Mário Soares e Sá Carneiro ) Povoar o Alentejo por agricultores directos livres e efectivos como forma de acelerar produção agrícola e desincentivar aqueles que de fora olham para o Alentejo , detido por uma nação em dificuldades e proprietários destituídos da indispensável afectividade , como uma presa fácil para os mais torpes propósitos
A partir daí ,facilmente se consegue a autonomia alimentar anulando o deficit de sete biliões de euros anuais de importação de produtos agrícolas ; restaura-se a reserva alimentar para o que der e vier ; pode triplicarem-se as exportações de alimentos ,hoje na ordem dos três biliões de euros anuais Isto é só uma amostra . E digam la que nós não somos viáveis .
III---Uma advertência resultante da minha experiencial nesta matéria :---
Uma reestruturação fundiária nunca pode pôr em causa a posse da terra por parte dos actuais donos .Isso seria fazer o jogo deles , com querelas intermináveis , nas quais são mestres imbatíveis . Tem que começar por punir quem não atinja os padrões mínimos de eficiência na de exploração ; condicionar a alienação (arrendamento , venda , doação ) em beneficio dr quem não tenha a necessária dignidade para deter o solo pátrido ; , aplicação do fisco aos desvios as boas normas rurícolas . Numa segunda fase e definido o nível de exploração funcional ou ” à escala a do homem “ ,de acordo com a capacidade de uso dos solos , a parte remanescente, ser objecto de uma imposto progressivo/dissuasor
Todo o cuidado é pouco para se lidar com esta matéria .Estamos a ir contra os interesses de gente de muito dinheiro , poderosa e influente ,cuja imaginação , para subverter o desenvolvimento do Alentejo, é prodigiosa .
Francisco Pandega (agricultor ) /// fjnpandega@hotmail,com //// AlentejoAgroRural.blogspot.com
21.12.10
OS HOMENS DO ARADO
Atribui-se a um general austríaco a frase :-- “”se queres um bom soldado vai busca-lo ao arado”” Se visto , assim , com esta simplicidade , não é mais do que um ditado que enaltece um grupo social .Mas se considerarmos como o homem do arado aquele agricultor efectivo , livre ,que ara directamente a sua gleba ,em família ( nuclear e alargada) , plenamente integrado no seu meio ,comparticipando na malha territorial de famílias ,verifica-se que este oficial sabia do que falava.
É que o somatório desses homens do arado , corresponde , na a exacta medida , á superfície rústica de qualquer região. Logo, são eles , mais do que ninguém , os directamente interessadas na sua defesa Na nossa região esse tipo de relação , com a terra , foi devastado .Daí deriva o nosso drama regional resultante da ocupação do nosso espaço agro rural , por marginais á indispensável autenticidade agro-rural .O clamor geral , incitando-nos a proceder a alterações nas estruturas , nas quais se incluem as fundiárias , esbatem-se e perdem efeito dado irem contra o poderosos interesses instalados .A historia já nos demonstrou que os grandes proprietários rurais alentejanos são poderosíssimos Jamais se dominam por métodos normais .Prova-o o terem devastados impunemente toda uma comunidade rural cujo pilar-base seria o homem do arado F.P.
Atribui-se a um general austríaco a frase :-- “”se queres um bom soldado vai busca-lo ao arado”” Se visto , assim , com esta simplicidade , não é mais do que um ditado que enaltece um grupo social .Mas se considerarmos como o homem do arado aquele agricultor efectivo , livre ,que ara directamente a sua gleba ,em família ( nuclear e alargada) , plenamente integrado no seu meio ,comparticipando na malha territorial de famílias ,verifica-se que este oficial sabia do que falava.
É que o somatório desses homens do arado , corresponde , na a exacta medida , á superfície rústica de qualquer região. Logo, são eles , mais do que ninguém , os directamente interessadas na sua defesa Na nossa região esse tipo de relação , com a terra , foi devastado .Daí deriva o nosso drama regional resultante da ocupação do nosso espaço agro rural , por marginais á indispensável autenticidade agro-rural .O clamor geral , incitando-nos a proceder a alterações nas estruturas , nas quais se incluem as fundiárias , esbatem-se e perdem efeito dado irem contra o poderosos interesses instalados .A historia já nos demonstrou que os grandes proprietários rurais alentejanos são poderosíssimos Jamais se dominam por métodos normais .Prova-o o terem devastados impunemente toda uma comunidade rural cujo pilar-base seria o homem do arado F.P.
1.12.10
AlentejoAgroRural
e o
1º de Dezembro de 1640
1---Hoje é um dia destinado á meditação e , em resultado dela , para tomar medidas no sentido de melhorar a nossa situação agro-social Seguidamente seguir o melhor caminho , nesta difícil encruzilhada , tendo como guia esse farol que é a pátria . Assim unidos por um espaço geográfico , uma língua e uma historia comuns , que os nossos avós nos legaram, com a obrigação de a manter una e indivisível , nós continuaremos a ser livres e grandes .E nos momentos de indefinições e fraquezas ter como exemplo este dia em que nos libertamos da suserania espanhola e, como símbolo, “ o tirar do armário Miguel de Vasconcelos e atira-lo pela janela fora”.
2---Hoje , 360 anos depois de tão arrojado acontecimento e perante a grave situação económico /social que pode afectar a nossa soberania , devemos interrogar-nos ;-- que é o Alentejo e quem somos nós .
O Alentejo a velha Transtagana é uma unidade geo-sócio-económica perfeitamente definida homogenia no seu interior e diferenciada em relação ás regiões confinantes Com os seus circunstancialismos que a que a diferencia de todas as outras ,;com os seus problemas muito próprios que requerem soluções individualizadas ; e a suas especificidades resultantes das condições edafo-climáticas É este o a AlentejoAgroRural autentico , imenso ,rico e desejado por tantos .
Nós somos os sucessores dos povoadores fronteiros que conseguiram controlar razias , vindas de Castela , que antecederam a batalha de Aljubarrota ; somos os que na década a seguir a restauração , que hoje se comemora , cooperamos nas derrota das forças espanholas invasoras , em Elvas e Estremoz ; nós descendemos dos pastores transumantes , apicultores itinerantes ,caçadores e recolectores de frutos silvestres e plantas medicinais , que flagelavam os franceses sempre que estes faziam incursões fora de Évora .Nós temos uma valia muito nossa
3--O nosso pais , embora debilitado , ainda é independente Se bem que sob grave ameaça .Enquanto o Alentejo for nosso , temos possibilidades de ser auto suficientes alimentarmente e a partir do nosso mar obter vastos proventos piscatórios, turísticos e portuários .Com a auto-suficiência alimentar assegurada temos tempo para nos reorganizarmos e sermos prósperos dado que o problema base deixa de ser uma preocupação
,Assim consigamos coragem para proceder ás reformas estruturais no sector agro-fundiário .;a lucidez para nos libertar de ambiciosos que nos anulam ; força para controlar os direito adquiridos ,de duvidosa legitimidade , que aqui se perpetuam e constituem um insulto a toda a comunidade rural residente e a desonra de quem com eles pactua
Francisco Pandega (agricultor ) //fjnpandega@hotmail.com /// alentejoagrorural .blogspot.com
e o
1º de Dezembro de 1640
1---Hoje é um dia destinado á meditação e , em resultado dela , para tomar medidas no sentido de melhorar a nossa situação agro-social Seguidamente seguir o melhor caminho , nesta difícil encruzilhada , tendo como guia esse farol que é a pátria . Assim unidos por um espaço geográfico , uma língua e uma historia comuns , que os nossos avós nos legaram, com a obrigação de a manter una e indivisível , nós continuaremos a ser livres e grandes .E nos momentos de indefinições e fraquezas ter como exemplo este dia em que nos libertamos da suserania espanhola e, como símbolo, “ o tirar do armário Miguel de Vasconcelos e atira-lo pela janela fora”.
2---Hoje , 360 anos depois de tão arrojado acontecimento e perante a grave situação económico /social que pode afectar a nossa soberania , devemos interrogar-nos ;-- que é o Alentejo e quem somos nós .
O Alentejo a velha Transtagana é uma unidade geo-sócio-económica perfeitamente definida homogenia no seu interior e diferenciada em relação ás regiões confinantes Com os seus circunstancialismos que a que a diferencia de todas as outras ,;com os seus problemas muito próprios que requerem soluções individualizadas ; e a suas especificidades resultantes das condições edafo-climáticas É este o a AlentejoAgroRural autentico , imenso ,rico e desejado por tantos .
Nós somos os sucessores dos povoadores fronteiros que conseguiram controlar razias , vindas de Castela , que antecederam a batalha de Aljubarrota ; somos os que na década a seguir a restauração , que hoje se comemora , cooperamos nas derrota das forças espanholas invasoras , em Elvas e Estremoz ; nós descendemos dos pastores transumantes , apicultores itinerantes ,caçadores e recolectores de frutos silvestres e plantas medicinais , que flagelavam os franceses sempre que estes faziam incursões fora de Évora .Nós temos uma valia muito nossa
3--O nosso pais , embora debilitado , ainda é independente Se bem que sob grave ameaça .Enquanto o Alentejo for nosso , temos possibilidades de ser auto suficientes alimentarmente e a partir do nosso mar obter vastos proventos piscatórios, turísticos e portuários .Com a auto-suficiência alimentar assegurada temos tempo para nos reorganizarmos e sermos prósperos dado que o problema base deixa de ser uma preocupação
,Assim consigamos coragem para proceder ás reformas estruturais no sector agro-fundiário .;a lucidez para nos libertar de ambiciosos que nos anulam ; força para controlar os direito adquiridos ,de duvidosa legitimidade , que aqui se perpetuam e constituem um insulto a toda a comunidade rural residente e a desonra de quem com eles pactua
Francisco Pandega (agricultor ) //fjnpandega@hotmail.com /// alentejoagrorural .blogspot.com
20.11.10
Disse o director da OCDE que “Portugal deveria taxar mais as propriedades”. Os espertos do fisco vieram logo com volumetria , vetusticidade Naquelas cabeças só há casas Para eles não há as grandes herdades que entre 1985 /95 obtiveram receitas colossais de fundos comunitários e da sobrevalorização da cortiça. Um imposto progressivo sobre elas traria receitas assim como uma função reestruturante .AlentejoAgroRural
19.11.10
ALQUEVA
“Se cooperardes no estabelecimento dos regadios , compro as terras , pago-vos -as e vou regar a Extremadura Se não confisco-vos -as ,prendo-vos e vou regar a Extremadura .Ameaçava Franco face a resistência dos donos das terras .Salazar , sabendo disto , convocou os latifundiários do Baixo Alentejo , no sentido de fazer os regadio de Alqueva .Ninguém sabe o que lhe disseram ,O certo é que o velho ditado nunca mais falou em tal .Ontem ,hoje
e sempre obstrutivos
“Se cooperardes no estabelecimento dos regadios , compro as terras , pago-vos -as e vou regar a Extremadura Se não confisco-vos -as ,prendo-vos e vou regar a Extremadura .Ameaçava Franco face a resistência dos donos das terras .Salazar , sabendo disto , convocou os latifundiários do Baixo Alentejo , no sentido de fazer os regadio de Alqueva .Ninguém sabe o que lhe disseram ,O certo é que o velho ditado nunca mais falou em tal .Ontem ,hoje
e sempre obstrutivos
17.11.10
OS AUTOCTONES
Nós ,os ex-fazendeiros de África , fomos, no Abril/74 , confrontados com uma a grande hostilidade por parte dos indígenas :---”Vai-te embora colono explorador que esta não é a tua terra” seguida de assassinatos e vandalismo .Todo mundo os apoiou contra nós.
Regressado ao Alentejo verifiquei que este está colonizado por gente ,esta sim , voraz e inumana , que visa a extinção da comunidade rural autoctone .Só esta, certa do apoio geral , o pode libertar .Evidentemente por métodos civilizados .
Nós ,os ex-fazendeiros de África , fomos, no Abril/74 , confrontados com uma a grande hostilidade por parte dos indígenas :---”Vai-te embora colono explorador que esta não é a tua terra” seguida de assassinatos e vandalismo .Todo mundo os apoiou contra nós.
Regressado ao Alentejo verifiquei que este está colonizado por gente ,esta sim , voraz e inumana , que visa a extinção da comunidade rural autoctone .Só esta, certa do apoio geral , o pode libertar .Evidentemente por métodos civilizados .
A CHAVE DA RURALIDADE
A agricultura tem duas componentes distintas :-- instrumentos para aligeirar e agilizar o trabalho ( tractores , rações medicamentos, electricidade , informática ,etc ,) de uso universal .E o meio com os seus sistemas ( calendário agrícola , maneio de gado , mobilização dos solos ,articulação com os montados , etc ,) do exclusivo património regional :-do blog AlentejoAgroRural
AGONIA DE UM POVO
Hoje, é perfeitamente possível a alguém , seja quem for , que transporte dinheiro , seja qual for a sua origem ou propósitos , adquirir as terras envolventes de uma aldeia alentejana , acantonar nela as suas gentes e impedi-las de usufruir os seu espaço vital histórico /cultural .Temo o julgamento da história Do blog AlentejoAgroRural
DANTES
Dantes lutava-se pelo auto-emprego ,amealhava-se dinheiro ,obtinha-se a autonomia económica e garantia-se a velhice no seio do núcleo familiar .
.Hoje luta-se por um emprego e , nele ,por direitos .Solitário , entrega a subsistência quotidiana e a velhice aos
cuidados da comunidade .Sem gloria, dependente , sem incorporação da vontade própria , olha-se para trás e fica-se gelado. Blog- AlentejoAgroRural
TERRA MÃE
Numa reserva de índios da região de Seattle ( nos EE.UU da América ,) apareceu petróleo . Abordado , o chefe da tribo , acerca da venda dessa área , ele respondeu “ mas a terra é mãe e a mãe não se vende” .É o nosso equivalente a “Chão Sagrado”Também no Brasil a terra deixou de se vendida quer a nacionais quer a estrangeiros
Experiência ancestral
Perante um ataque à soberania , dizia o povo “Vem a guerra e vai a guerra ficamos nós na terra “.Isto queria dizer que as ocupações visava especialmente os centros de decisão ,deixando os campos .
Hoje o problema assume outras características .Isto porque quer os campos quer os restantes órgãos/empresas estão a ser alvo de uma inusitada fúria aquisitiva .Talvez fosse bom meditar nisto .
A agricultura tem duas componentes distintas :-- instrumentos para aligeirar e agilizar o trabalho ( tractores , rações medicamentos, electricidade , informática ,etc ,) de uso universal .E o meio com os seus sistemas ( calendário agrícola , maneio de gado , mobilização dos solos ,articulação com os montados , etc ,) do exclusivo património regional :-do blog AlentejoAgroRural
AGONIA DE UM POVO
Hoje, é perfeitamente possível a alguém , seja quem for , que transporte dinheiro , seja qual for a sua origem ou propósitos , adquirir as terras envolventes de uma aldeia alentejana , acantonar nela as suas gentes e impedi-las de usufruir os seu espaço vital histórico /cultural .Temo o julgamento da história Do blog AlentejoAgroRural
DANTES
Dantes lutava-se pelo auto-emprego ,amealhava-se dinheiro ,obtinha-se a autonomia económica e garantia-se a velhice no seio do núcleo familiar .
.Hoje luta-se por um emprego e , nele ,por direitos .Solitário , entrega a subsistência quotidiana e a velhice aos
cuidados da comunidade .Sem gloria, dependente , sem incorporação da vontade própria , olha-se para trás e fica-se gelado. Blog- AlentejoAgroRural
TERRA MÃE
Numa reserva de índios da região de Seattle ( nos EE.UU da América ,) apareceu petróleo . Abordado , o chefe da tribo , acerca da venda dessa área , ele respondeu “ mas a terra é mãe e a mãe não se vende” .É o nosso equivalente a “Chão Sagrado”Também no Brasil a terra deixou de se vendida quer a nacionais quer a estrangeiros
Experiência ancestral
Perante um ataque à soberania , dizia o povo “Vem a guerra e vai a guerra ficamos nós na terra “.Isto queria dizer que as ocupações visava especialmente os centros de decisão ,deixando os campos .
Hoje o problema assume outras características .Isto porque quer os campos quer os restantes órgãos/empresas estão a ser alvo de uma inusitada fúria aquisitiva .Talvez fosse bom meditar nisto .
15.11.10
Alentejo Agrorural
Monday, November 15, 2010AlentejoAgroRural
ANALIZAMO-LO
Estamos em crise :--- monetária ,económica ,social , de valores , de produção ,de povoamento ,de procriação , de ruralidade ,entre outros Estamos á mercê dos designados mercados que mais não são do que ditaduras bancarias e empresariais cujos propósitos é encher os bolsos dos administradores e accionistas .Movendo-se ao estilo dos abutres, a quem lhe chegou ao nariz o cheiro putrefacto da nossa incapacidade de alterar as estruturas fundiárias ,ei-los a disputar-nos E nós a .pormo-nos a jeito persistindo na manutenção de direitos adquiridos , sobre o espaço rústico regional sem que disso resulte o dever de lhe dar um uso minimamente consentâneo com os superiores desígnios regionais . Há a maior complacência na aquisição de terras como se elas fossem um produto de mercearia adquirível , em auto-aprovisionamento, por qualquer um , sem se cuidar de saber se os seus propósitos tem dignidade para que se lhe possa atribuir a enorme distinção que é a detenção de uma parcela do nosso chão pátrio
2---Claro que isto tem solução ,mesmo no actual estado de debilidade em que nos encontramos,.Para tal , mesmo no actual quadro partidário , importa obter apoio eleitoral tomando medidas que agreguem vontades
Analisamos pois o comportamento dos grupos agro-sociais e políticos , que ,no ultimo quarto de século , foram influentes no mundo rural regional
a)---A acção do PSD entre 1985/95 foi caracterizada pela devolução das terras aos anteriores proprietários esquecendo-se da forma indecorosa como, no século XIX, esses mesmos ,no-las a surripiaram ,quer através de leilões fraudulentas quer do que ficou conhecido pelo esbulho dos baldios .Esta formação partidária não tem a menor credibilidade neste domínio A sua implantação insignificante Os pequenos e médios agricultores militam neste partido porque não vem no PS vontade de proceder a alterações fundiárias
b)---O PCP que , empurrado pelas forças armadas , recuperou grande parte do Alentejo ás mãos da cleptocracia latifundiária reinante , obtive os aplausos da generalidade do “homem do Alentejo” .Porem , a forma arrogante como se comportou e o uso colectivista , que deu ás terras ,desacreditou-o Numerosos , especialmente a nível autárquico ,compreende-se que o sejam quando uma saudade ,compreende-se que se seja comunista ,ou qualquer outra coisa , contra tal situação Mexendo no sector fundiária retira-se-lhes a razão contestatária
c)---- O PS com excelente desempenho na antecipação dos regadios , não teve , em termos de alterações do quadro fundiário , nenhuma intervenção ,.Não tendo o ónus negativo das outras formações partidários , é o único com condições para se apresentar ao eleitorado com credibilidade para o efeito .Intervindo no meio,vai recuperar os pequenos e médios agricultores e uma boa parte dos do PCP que vem no PS alguém capaz de enfrentar o inimigo de todos os tempos
3---A nossa situação ao nível do empresariado médio é de pré-rotura O que , tal como num acidente obriga a que se lance fora o balastro inútil , para salvar o resto ,também nós nos nos devemos libertar destes atávicos direitos adquiridos, geralmente de duvidosa legitimidade ,que nos atrapalham na senda do progresso ,impondo a máxima :--A detenção do espaço rústico, legado pelos antepassados , tem implícita a obrigação de o transmitir á geração que se segue .Logo inegociável
Para tal importa que a cedência dos solos se limite ao âmbito consuetudinário Consentimento esse valido durante e enquanto a sua intervenção se compaginar com os interesses regionais
Destas minhas observações ressalta a propositada intenção de condicionar o uso da terra (não a posse ) .Tenho sido criticado por privilegiar aquilo que se designa por explorações á “escala do homem “em contraste com as perder de vista do EUA Acabo com um facto que constitui um ícones dessa grande nação “” Numa reserva de Índios , em Seattle ,apareceu petróleo .Abordado, o chefe índio , no sentido de vender essa parcela ele respondeu --- a terra é mãe e a mãe não se vende””.É um dos seus símbolos
A grandeza dos EUA ainda se limita a produção em massa Mas há certeza de que no momento certo toma as medidas certas A nossa solução já não passa só por produzir alimentos ; mas sim por repovoar ; prosseguir a construção da paisagem ; a defesa ,com a presença humana neste território vazio sob ameaça ; a preservação dos usos ,costumes e tradições ; honrar a nossa historia ;.dignificar a nossa pátria
Francisco Pandega (agricultor ) fjnpandega@hotmail.com blog// AlentejoAgroRural .blogspot. com
Posted by AlentejoAgrorural at 7:53 AM 0 comments Email This BlogThis! Share to Twitter Share to Facebook Share to Google Buzz
Wednesday
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ANALIZAMO-LO
Estamos em crise :--- monetária ,económica ,social , de valores , de produção ,de povoamento ,de procriação , de ruralidade ,entre outros Estamos á mercê dos designados mercados que mais não são do que ditaduras bancarias e empresariais cujos propósitos é encher os bolsos dos administradores e accionistas .Movendo-se ao estilo dos abutres, a quem lhe chegou ao nariz o cheiro putrefacto da nossa incapacidade de alterar as estruturas fundiárias ,ei-los a disputar-nos E nós a .pormo-nos a jeito persistindo na manutenção de direitos adquiridos , sobre o espaço rústico regional sem que disso resulte o dever de lhe dar um uso minimamente consentâneo com os superiores desígnios regionais . Há a maior complacência na aquisição de terras como se elas fossem um produto de mercearia adquirível , em auto-aprovisionamento, por qualquer um , sem se cuidar de saber se os seus propósitos tem dignidade para que se lhe possa atribuir a enorme distinção que é a detenção de uma parcela do nosso chão pátrio
2---Claro que isto tem solução ,mesmo no actual estado de debilidade em que nos encontramos,.Para tal , mesmo no actual quadro partidário , importa obter apoio eleitoral tomando medidas que agreguem vontades
Analisamos pois o comportamento dos grupos agro-sociais e políticos , que ,no ultimo quarto de século , foram influentes no mundo rural regional
a)---A acção do PSD entre 1985/95 foi caracterizada pela devolução das terras aos anteriores proprietários esquecendo-se da forma indecorosa como, no século XIX, esses mesmos ,no-las a surripiaram ,quer através de leilões fraudulentas quer do que ficou conhecido pelo esbulho dos baldios .Esta formação partidária não tem a menor credibilidade neste domínio A sua implantação insignificante Os pequenos e médios agricultores militam neste partido porque não vem no PS vontade de proceder a alterações fundiárias
b)---O PCP que , empurrado pelas forças armadas , recuperou grande parte do Alentejo ás mãos da cleptocracia latifundiária reinante , obtive os aplausos da generalidade do “homem do Alentejo” .Porem , a forma arrogante como se comportou e o uso colectivista , que deu ás terras ,desacreditou-o Numerosos , especialmente a nível autárquico ,compreende-se que o sejam quando uma saudade ,compreende-se que se seja comunista ,ou qualquer outra coisa , contra tal situação Mexendo no sector fundiária retira-se-lhes a razão contestatária
c)---- O PS com excelente desempenho na antecipação dos regadios , não teve , em termos de alterações do quadro fundiário , nenhuma intervenção ,.Não tendo o ónus negativo das outras formações partidários , é o único com condições para se apresentar ao eleitorado com credibilidade para o efeito .Intervindo no meio,vai recuperar os pequenos e médios agricultores e uma boa parte dos do PCP que vem no PS alguém capaz de enfrentar o inimigo de todos os tempos
3---A nossa situação ao nível do empresariado médio é de pré-rotura O que , tal como num acidente obriga a que se lance fora o balastro inútil , para salvar o resto ,também nós nos nos devemos libertar destes atávicos direitos adquiridos, geralmente de duvidosa legitimidade ,que nos atrapalham na senda do progresso ,impondo a máxima :--A detenção do espaço rústico, legado pelos antepassados , tem implícita a obrigação de o transmitir á geração que se segue .Logo inegociável
Para tal importa que a cedência dos solos se limite ao âmbito consuetudinário Consentimento esse valido durante e enquanto a sua intervenção se compaginar com os interesses regionais
Destas minhas observações ressalta a propositada intenção de condicionar o uso da terra (não a posse ) .Tenho sido criticado por privilegiar aquilo que se designa por explorações á “escala do homem “em contraste com as perder de vista do EUA Acabo com um facto que constitui um ícones dessa grande nação “” Numa reserva de Índios , em Seattle ,apareceu petróleo .Abordado, o chefe índio , no sentido de vender essa parcela ele respondeu --- a terra é mãe e a mãe não se vende””.É um dos seus símbolos
A grandeza dos EUA ainda se limita a produção em massa Mas há certeza de que no momento certo toma as medidas certas A nossa solução já não passa só por produzir alimentos ; mas sim por repovoar ; prosseguir a construção da paisagem ; a defesa ,com a presença humana neste território vazio sob ameaça ; a preservação dos usos ,costumes e tradições ; honrar a nossa historia ;.dignificar a nossa pátria
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