20.11.10
Disse o director da OCDE que “Portugal deveria taxar mais as propriedades”. Os espertos do fisco vieram logo com volumetria , vetusticidade Naquelas cabeças só há casas Para eles não há as grandes herdades que entre 1985 /95 obtiveram receitas colossais de fundos comunitários e da sobrevalorização da cortiça. Um imposto progressivo sobre elas traria receitas assim como uma função reestruturante .AlentejoAgroRural
19.11.10
ALQUEVA
“Se cooperardes no estabelecimento dos regadios , compro as terras , pago-vos -as e vou regar a Extremadura Se não confisco-vos -as ,prendo-vos e vou regar a Extremadura .Ameaçava Franco face a resistência dos donos das terras .Salazar , sabendo disto , convocou os latifundiários do Baixo Alentejo , no sentido de fazer os regadio de Alqueva .Ninguém sabe o que lhe disseram ,O certo é que o velho ditado nunca mais falou em tal .Ontem ,hoje
e sempre obstrutivos
“Se cooperardes no estabelecimento dos regadios , compro as terras , pago-vos -as e vou regar a Extremadura Se não confisco-vos -as ,prendo-vos e vou regar a Extremadura .Ameaçava Franco face a resistência dos donos das terras .Salazar , sabendo disto , convocou os latifundiários do Baixo Alentejo , no sentido de fazer os regadio de Alqueva .Ninguém sabe o que lhe disseram ,O certo é que o velho ditado nunca mais falou em tal .Ontem ,hoje
e sempre obstrutivos
17.11.10
OS AUTOCTONES
Nós ,os ex-fazendeiros de África , fomos, no Abril/74 , confrontados com uma a grande hostilidade por parte dos indígenas :---”Vai-te embora colono explorador que esta não é a tua terra” seguida de assassinatos e vandalismo .Todo mundo os apoiou contra nós.
Regressado ao Alentejo verifiquei que este está colonizado por gente ,esta sim , voraz e inumana , que visa a extinção da comunidade rural autoctone .Só esta, certa do apoio geral , o pode libertar .Evidentemente por métodos civilizados .
Nós ,os ex-fazendeiros de África , fomos, no Abril/74 , confrontados com uma a grande hostilidade por parte dos indígenas :---”Vai-te embora colono explorador que esta não é a tua terra” seguida de assassinatos e vandalismo .Todo mundo os apoiou contra nós.
Regressado ao Alentejo verifiquei que este está colonizado por gente ,esta sim , voraz e inumana , que visa a extinção da comunidade rural autoctone .Só esta, certa do apoio geral , o pode libertar .Evidentemente por métodos civilizados .
A CHAVE DA RURALIDADE
A agricultura tem duas componentes distintas :-- instrumentos para aligeirar e agilizar o trabalho ( tractores , rações medicamentos, electricidade , informática ,etc ,) de uso universal .E o meio com os seus sistemas ( calendário agrícola , maneio de gado , mobilização dos solos ,articulação com os montados , etc ,) do exclusivo património regional :-do blog AlentejoAgroRural
AGONIA DE UM POVO
Hoje, é perfeitamente possível a alguém , seja quem for , que transporte dinheiro , seja qual for a sua origem ou propósitos , adquirir as terras envolventes de uma aldeia alentejana , acantonar nela as suas gentes e impedi-las de usufruir os seu espaço vital histórico /cultural .Temo o julgamento da história Do blog AlentejoAgroRural
DANTES
Dantes lutava-se pelo auto-emprego ,amealhava-se dinheiro ,obtinha-se a autonomia económica e garantia-se a velhice no seio do núcleo familiar .
.Hoje luta-se por um emprego e , nele ,por direitos .Solitário , entrega a subsistência quotidiana e a velhice aos
cuidados da comunidade .Sem gloria, dependente , sem incorporação da vontade própria , olha-se para trás e fica-se gelado. Blog- AlentejoAgroRural
TERRA MÃE
Numa reserva de índios da região de Seattle ( nos EE.UU da América ,) apareceu petróleo . Abordado , o chefe da tribo , acerca da venda dessa área , ele respondeu “ mas a terra é mãe e a mãe não se vende” .É o nosso equivalente a “Chão Sagrado”Também no Brasil a terra deixou de se vendida quer a nacionais quer a estrangeiros
Experiência ancestral
Perante um ataque à soberania , dizia o povo “Vem a guerra e vai a guerra ficamos nós na terra “.Isto queria dizer que as ocupações visava especialmente os centros de decisão ,deixando os campos .
Hoje o problema assume outras características .Isto porque quer os campos quer os restantes órgãos/empresas estão a ser alvo de uma inusitada fúria aquisitiva .Talvez fosse bom meditar nisto .
A agricultura tem duas componentes distintas :-- instrumentos para aligeirar e agilizar o trabalho ( tractores , rações medicamentos, electricidade , informática ,etc ,) de uso universal .E o meio com os seus sistemas ( calendário agrícola , maneio de gado , mobilização dos solos ,articulação com os montados , etc ,) do exclusivo património regional :-do blog AlentejoAgroRural
AGONIA DE UM POVO
Hoje, é perfeitamente possível a alguém , seja quem for , que transporte dinheiro , seja qual for a sua origem ou propósitos , adquirir as terras envolventes de uma aldeia alentejana , acantonar nela as suas gentes e impedi-las de usufruir os seu espaço vital histórico /cultural .Temo o julgamento da história Do blog AlentejoAgroRural
DANTES
Dantes lutava-se pelo auto-emprego ,amealhava-se dinheiro ,obtinha-se a autonomia económica e garantia-se a velhice no seio do núcleo familiar .
.Hoje luta-se por um emprego e , nele ,por direitos .Solitário , entrega a subsistência quotidiana e a velhice aos
cuidados da comunidade .Sem gloria, dependente , sem incorporação da vontade própria , olha-se para trás e fica-se gelado. Blog- AlentejoAgroRural
TERRA MÃE
Numa reserva de índios da região de Seattle ( nos EE.UU da América ,) apareceu petróleo . Abordado , o chefe da tribo , acerca da venda dessa área , ele respondeu “ mas a terra é mãe e a mãe não se vende” .É o nosso equivalente a “Chão Sagrado”Também no Brasil a terra deixou de se vendida quer a nacionais quer a estrangeiros
Experiência ancestral
Perante um ataque à soberania , dizia o povo “Vem a guerra e vai a guerra ficamos nós na terra “.Isto queria dizer que as ocupações visava especialmente os centros de decisão ,deixando os campos .
Hoje o problema assume outras características .Isto porque quer os campos quer os restantes órgãos/empresas estão a ser alvo de uma inusitada fúria aquisitiva .Talvez fosse bom meditar nisto .
15.11.10
Alentejo Agrorural
Monday, November 15, 2010AlentejoAgroRural
ANALIZAMO-LO
Estamos em crise :--- monetária ,económica ,social , de valores , de produção ,de povoamento ,de procriação , de ruralidade ,entre outros Estamos á mercê dos designados mercados que mais não são do que ditaduras bancarias e empresariais cujos propósitos é encher os bolsos dos administradores e accionistas .Movendo-se ao estilo dos abutres, a quem lhe chegou ao nariz o cheiro putrefacto da nossa incapacidade de alterar as estruturas fundiárias ,ei-los a disputar-nos E nós a .pormo-nos a jeito persistindo na manutenção de direitos adquiridos , sobre o espaço rústico regional sem que disso resulte o dever de lhe dar um uso minimamente consentâneo com os superiores desígnios regionais . Há a maior complacência na aquisição de terras como se elas fossem um produto de mercearia adquirível , em auto-aprovisionamento, por qualquer um , sem se cuidar de saber se os seus propósitos tem dignidade para que se lhe possa atribuir a enorme distinção que é a detenção de uma parcela do nosso chão pátrio
2---Claro que isto tem solução ,mesmo no actual estado de debilidade em que nos encontramos,.Para tal , mesmo no actual quadro partidário , importa obter apoio eleitoral tomando medidas que agreguem vontades
Analisamos pois o comportamento dos grupos agro-sociais e políticos , que ,no ultimo quarto de século , foram influentes no mundo rural regional
a)---A acção do PSD entre 1985/95 foi caracterizada pela devolução das terras aos anteriores proprietários esquecendo-se da forma indecorosa como, no século XIX, esses mesmos ,no-las a surripiaram ,quer através de leilões fraudulentas quer do que ficou conhecido pelo esbulho dos baldios .Esta formação partidária não tem a menor credibilidade neste domínio A sua implantação insignificante Os pequenos e médios agricultores militam neste partido porque não vem no PS vontade de proceder a alterações fundiárias
b)---O PCP que , empurrado pelas forças armadas , recuperou grande parte do Alentejo ás mãos da cleptocracia latifundiária reinante , obtive os aplausos da generalidade do “homem do Alentejo” .Porem , a forma arrogante como se comportou e o uso colectivista , que deu ás terras ,desacreditou-o Numerosos , especialmente a nível autárquico ,compreende-se que o sejam quando uma saudade ,compreende-se que se seja comunista ,ou qualquer outra coisa , contra tal situação Mexendo no sector fundiária retira-se-lhes a razão contestatária
c)---- O PS com excelente desempenho na antecipação dos regadios , não teve , em termos de alterações do quadro fundiário , nenhuma intervenção ,.Não tendo o ónus negativo das outras formações partidários , é o único com condições para se apresentar ao eleitorado com credibilidade para o efeito .Intervindo no meio,vai recuperar os pequenos e médios agricultores e uma boa parte dos do PCP que vem no PS alguém capaz de enfrentar o inimigo de todos os tempos
3---A nossa situação ao nível do empresariado médio é de pré-rotura O que , tal como num acidente obriga a que se lance fora o balastro inútil , para salvar o resto ,também nós nos nos devemos libertar destes atávicos direitos adquiridos, geralmente de duvidosa legitimidade ,que nos atrapalham na senda do progresso ,impondo a máxima :--A detenção do espaço rústico, legado pelos antepassados , tem implícita a obrigação de o transmitir á geração que se segue .Logo inegociável
Para tal importa que a cedência dos solos se limite ao âmbito consuetudinário Consentimento esse valido durante e enquanto a sua intervenção se compaginar com os interesses regionais
Destas minhas observações ressalta a propositada intenção de condicionar o uso da terra (não a posse ) .Tenho sido criticado por privilegiar aquilo que se designa por explorações á “escala do homem “em contraste com as perder de vista do EUA Acabo com um facto que constitui um ícones dessa grande nação “” Numa reserva de Índios , em Seattle ,apareceu petróleo .Abordado, o chefe índio , no sentido de vender essa parcela ele respondeu --- a terra é mãe e a mãe não se vende””.É um dos seus símbolos
A grandeza dos EUA ainda se limita a produção em massa Mas há certeza de que no momento certo toma as medidas certas A nossa solução já não passa só por produzir alimentos ; mas sim por repovoar ; prosseguir a construção da paisagem ; a defesa ,com a presença humana neste território vazio sob ameaça ; a preservação dos usos ,costumes e tradições ; honrar a nossa historia ;.dignificar a nossa pátria
Francisco Pandega (agricultor ) fjnpandega@hotmail.com blog// AlentejoAgroRural .blogspot. com
Posted by AlentejoAgrorural at 7:53 AM 0 comments Email This BlogThis! Share to Twitter Share to Facebook Share to Google Buzz
Wednesday
Monday, November 15, 2010AlentejoAgroRural
ANALIZAMO-LO
Estamos em crise :--- monetária ,económica ,social , de valores , de produção ,de povoamento ,de procriação , de ruralidade ,entre outros Estamos á mercê dos designados mercados que mais não são do que ditaduras bancarias e empresariais cujos propósitos é encher os bolsos dos administradores e accionistas .Movendo-se ao estilo dos abutres, a quem lhe chegou ao nariz o cheiro putrefacto da nossa incapacidade de alterar as estruturas fundiárias ,ei-los a disputar-nos E nós a .pormo-nos a jeito persistindo na manutenção de direitos adquiridos , sobre o espaço rústico regional sem que disso resulte o dever de lhe dar um uso minimamente consentâneo com os superiores desígnios regionais . Há a maior complacência na aquisição de terras como se elas fossem um produto de mercearia adquirível , em auto-aprovisionamento, por qualquer um , sem se cuidar de saber se os seus propósitos tem dignidade para que se lhe possa atribuir a enorme distinção que é a detenção de uma parcela do nosso chão pátrio
2---Claro que isto tem solução ,mesmo no actual estado de debilidade em que nos encontramos,.Para tal , mesmo no actual quadro partidário , importa obter apoio eleitoral tomando medidas que agreguem vontades
Analisamos pois o comportamento dos grupos agro-sociais e políticos , que ,no ultimo quarto de século , foram influentes no mundo rural regional
a)---A acção do PSD entre 1985/95 foi caracterizada pela devolução das terras aos anteriores proprietários esquecendo-se da forma indecorosa como, no século XIX, esses mesmos ,no-las a surripiaram ,quer através de leilões fraudulentas quer do que ficou conhecido pelo esbulho dos baldios .Esta formação partidária não tem a menor credibilidade neste domínio A sua implantação insignificante Os pequenos e médios agricultores militam neste partido porque não vem no PS vontade de proceder a alterações fundiárias
b)---O PCP que , empurrado pelas forças armadas , recuperou grande parte do Alentejo ás mãos da cleptocracia latifundiária reinante , obtive os aplausos da generalidade do “homem do Alentejo” .Porem , a forma arrogante como se comportou e o uso colectivista , que deu ás terras ,desacreditou-o Numerosos , especialmente a nível autárquico ,compreende-se que o sejam quando uma saudade ,compreende-se que se seja comunista ,ou qualquer outra coisa , contra tal situação Mexendo no sector fundiária retira-se-lhes a razão contestatária
c)---- O PS com excelente desempenho na antecipação dos regadios , não teve , em termos de alterações do quadro fundiário , nenhuma intervenção ,.Não tendo o ónus negativo das outras formações partidários , é o único com condições para se apresentar ao eleitorado com credibilidade para o efeito .Intervindo no meio,vai recuperar os pequenos e médios agricultores e uma boa parte dos do PCP que vem no PS alguém capaz de enfrentar o inimigo de todos os tempos
3---A nossa situação ao nível do empresariado médio é de pré-rotura O que , tal como num acidente obriga a que se lance fora o balastro inútil , para salvar o resto ,também nós nos nos devemos libertar destes atávicos direitos adquiridos, geralmente de duvidosa legitimidade ,que nos atrapalham na senda do progresso ,impondo a máxima :--A detenção do espaço rústico, legado pelos antepassados , tem implícita a obrigação de o transmitir á geração que se segue .Logo inegociável
Para tal importa que a cedência dos solos se limite ao âmbito consuetudinário Consentimento esse valido durante e enquanto a sua intervenção se compaginar com os interesses regionais
Destas minhas observações ressalta a propositada intenção de condicionar o uso da terra (não a posse ) .Tenho sido criticado por privilegiar aquilo que se designa por explorações á “escala do homem “em contraste com as perder de vista do EUA Acabo com um facto que constitui um ícones dessa grande nação “” Numa reserva de Índios , em Seattle ,apareceu petróleo .Abordado, o chefe índio , no sentido de vender essa parcela ele respondeu --- a terra é mãe e a mãe não se vende””.É um dos seus símbolos
A grandeza dos EUA ainda se limita a produção em massa Mas há certeza de que no momento certo toma as medidas certas A nossa solução já não passa só por produzir alimentos ; mas sim por repovoar ; prosseguir a construção da paisagem ; a defesa ,com a presença humana neste território vazio sob ameaça ; a preservação dos usos ,costumes e tradições ; honrar a nossa historia ;.dignificar a nossa pátria
Francisco Pandega (agricultor ) fjnpandega@hotmail.com blog// AlentejoAgroRural .blogspot. com
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Wednesday
18.7.10
AlentejoAgroRural
E a
Soberania regional
1--Nós , os que andamos nos teatros de operações militares , sabemos que os factores estratégicos , mais decisivos nas vitórias ( para alem do material bélico ) , são as transmissões e o abastecimento alimentar Seja em tempos de guerra ou de paz ; crise ou de abundância ; são -no agora ,foram-no no passado e sê-lo-ão sempre . São ,pois , os sectores nevrálgicos de toda e qualquer sociedade .Por acaso ,ou talvez não, são precisamente estes dois ramos da actividade que mais atraem a nação vizinha que , em relação as telecomunicações e de uma forma afrontosa , tenta substituir-nos a PT .No abastecimento alimentar , a coberto de parcerias transfronteiriças e de pseudo-inovações , vem sistemática e paulatinamente apoderando-se de vastas terras agrícolas do Alentejo ,ocupando ,hoje , uma área muito superior a de Olivença .Creio estar na hora de anunciar ao mundo e muito em particular ao nosso vizinho que , na península ibérica , há duas nações entre as quais Portugal, que já conta quase novecentos anos de independência e uma longa historia de vitórias para mantê-la .
2---Sendo o abastecimento alimentar , e o respectivo espaço rústico que o produz , assim como as telecomunicações ,os sectores que estão debaixo do fogo aquisitivo dos nossos vizinhos , importa esmiuçar a questão
a)---Nas comunicações , ao pretenderem subtrair-nos a Vivo brasileira , é atacarem-nos aonde mais doí e num local (o Brasil ) aonde as relações Portugal Espanha são de muito má memória .Recordamos que ,aquando das invasões franco -espanholas ,eles atacaram e apropriaram-se ,não só do nosso pais , como do norte do Brasil onde , por um triz , não fraccionaram aquele país irmão ,então colónia portuguesa Por essa mesma altura , também há duzentos anos , uma escaramuça no Uruguai serviu de pretexto para , desde então e até hoje , não nos devolverem Olivença ,não obstante os acordos internacionais tal imporem O que prenuncia ,em relação ao Alentejo adquirido ou que venha a ser numa segunda vaga , o anexem e nunca mais o largarem
Virem agora agitar a questão PT, no tribunal comunitário , por o nosso governo ter usando uma clausula impeditiva da alienação ,é ser parcial .Um pouco mais de contenção ,nas suas ambições sobre os nossos sectores estratégicos ,não lhes ficaria nada mal .Trazem a memória questões que deveriam continuar jazidas no esquecimento
b)----Em termos de abastecimento alimentar também não perdem tempo. São os nossos principais fornecedores de alimentos cuja concorrência ,(sabe-se lá dos processos usados para a formação dos preços ), dificilmente podemos competir . Eles sabem que, não obstante termos uma região com potencialidades agrícolas incomensuráveis , há bloqueios que nos inibem de ser produtivos e competitivos
Como que a” fazer pouco de nós “ abastecem-nos de alimentos a partir de Espanha e agora , comprando terras ,fazem-no a partir n osso território , possivelmente usando mão de obra regional entre a qual estarão pessoas qualificadas mas que não tiveram igual de oportunidades em termos de apoios bancários taleles ,Desta forma desertificam humana e ambientalmente a região e impedem uma politica de repovoamento com base na comunidade rural residente
3---Qual a razão porque o ímpeto colonizador espanhol incide sobre o Alentejo e não em qualquer outro pais ? Porque não há local algum no mundo que aceite qualquer tipo de colonização agrária na época de hoje Não vão para a Europa inclusivamente países de leste (onde a lição sudetas não é para esquecer ) ,onde há as mais amplas liberdades de estabelecimento por parte dos governos . Dos governos sim , porque estes sabem que há um substrato que é a , comunidade rural local , com os meios necessários e suficientes para dissuadir qualquer intento nesse sentido ; nem para África onde á menor justificação apanham com um “vai-te embora colonialista explorador que esta não é a tua terra “;seguido do respectivo saque ; nem para a América Latina onde os espera um capanga equipado , de forma convenientemente dissuasora , que se proclama ser dono dessa mesma chácara
Vem para o Alentejo onde sabem que há uma comunidade rural autoctone escassa, abúlica , que não sabe a força de sua razão .Ocupada ,desde 1834 (ha 200anos ) por uma cleptocracia fundiária , impiedosa ,insaciável ,implacavel , que tudo tem dominado , mantendo em seu poder três quatros dos espaço rústico ,resultou neste Alentejo tristonho, sem garra ,.sem vontade
Tres quartos do Alentejo ou seja 2.250.000 de hactares X €--3.000/ha =6,75 biliões de euros , menos dinheiro do que o que esta em jogo pela Viva coisa que o banco Santander ,o financiador das aquisições esanholas , faz com a maior facilidade na proxima vaga aquisiriva que, ao que parece , a PT foi o ensaio
Um abraça do amigo Francisco Pandega
E a
Soberania regional
1--Nós , os que andamos nos teatros de operações militares , sabemos que os factores estratégicos , mais decisivos nas vitórias ( para alem do material bélico ) , são as transmissões e o abastecimento alimentar Seja em tempos de guerra ou de paz ; crise ou de abundância ; são -no agora ,foram-no no passado e sê-lo-ão sempre . São ,pois , os sectores nevrálgicos de toda e qualquer sociedade .Por acaso ,ou talvez não, são precisamente estes dois ramos da actividade que mais atraem a nação vizinha que , em relação as telecomunicações e de uma forma afrontosa , tenta substituir-nos a PT .No abastecimento alimentar , a coberto de parcerias transfronteiriças e de pseudo-inovações , vem sistemática e paulatinamente apoderando-se de vastas terras agrícolas do Alentejo ,ocupando ,hoje , uma área muito superior a de Olivença .Creio estar na hora de anunciar ao mundo e muito em particular ao nosso vizinho que , na península ibérica , há duas nações entre as quais Portugal, que já conta quase novecentos anos de independência e uma longa historia de vitórias para mantê-la .
2---Sendo o abastecimento alimentar , e o respectivo espaço rústico que o produz , assim como as telecomunicações ,os sectores que estão debaixo do fogo aquisitivo dos nossos vizinhos , importa esmiuçar a questão
a)---Nas comunicações , ao pretenderem subtrair-nos a Vivo brasileira , é atacarem-nos aonde mais doí e num local (o Brasil ) aonde as relações Portugal Espanha são de muito má memória .Recordamos que ,aquando das invasões franco -espanholas ,eles atacaram e apropriaram-se ,não só do nosso pais , como do norte do Brasil onde , por um triz , não fraccionaram aquele país irmão ,então colónia portuguesa Por essa mesma altura , também há duzentos anos , uma escaramuça no Uruguai serviu de pretexto para , desde então e até hoje , não nos devolverem Olivença ,não obstante os acordos internacionais tal imporem O que prenuncia ,em relação ao Alentejo adquirido ou que venha a ser numa segunda vaga , o anexem e nunca mais o largarem
Virem agora agitar a questão PT, no tribunal comunitário , por o nosso governo ter usando uma clausula impeditiva da alienação ,é ser parcial .Um pouco mais de contenção ,nas suas ambições sobre os nossos sectores estratégicos ,não lhes ficaria nada mal .Trazem a memória questões que deveriam continuar jazidas no esquecimento
b)----Em termos de abastecimento alimentar também não perdem tempo. São os nossos principais fornecedores de alimentos cuja concorrência ,(sabe-se lá dos processos usados para a formação dos preços ), dificilmente podemos competir . Eles sabem que, não obstante termos uma região com potencialidades agrícolas incomensuráveis , há bloqueios que nos inibem de ser produtivos e competitivos
Como que a” fazer pouco de nós “ abastecem-nos de alimentos a partir de Espanha e agora , comprando terras ,fazem-no a partir n osso território , possivelmente usando mão de obra regional entre a qual estarão pessoas qualificadas mas que não tiveram igual de oportunidades em termos de apoios bancários taleles ,Desta forma desertificam humana e ambientalmente a região e impedem uma politica de repovoamento com base na comunidade rural residente
3---Qual a razão porque o ímpeto colonizador espanhol incide sobre o Alentejo e não em qualquer outro pais ? Porque não há local algum no mundo que aceite qualquer tipo de colonização agrária na época de hoje Não vão para a Europa inclusivamente países de leste (onde a lição sudetas não é para esquecer ) ,onde há as mais amplas liberdades de estabelecimento por parte dos governos . Dos governos sim , porque estes sabem que há um substrato que é a , comunidade rural local , com os meios necessários e suficientes para dissuadir qualquer intento nesse sentido ; nem para África onde á menor justificação apanham com um “vai-te embora colonialista explorador que esta não é a tua terra “;seguido do respectivo saque ; nem para a América Latina onde os espera um capanga equipado , de forma convenientemente dissuasora , que se proclama ser dono dessa mesma chácara
Vem para o Alentejo onde sabem que há uma comunidade rural autoctone escassa, abúlica , que não sabe a força de sua razão .Ocupada ,desde 1834 (ha 200anos ) por uma cleptocracia fundiária , impiedosa ,insaciável ,implacavel , que tudo tem dominado , mantendo em seu poder três quatros dos espaço rústico ,resultou neste Alentejo tristonho, sem garra ,.sem vontade
Tres quartos do Alentejo ou seja 2.250.000 de hactares X €--3.000/ha =6,75 biliões de euros , menos dinheiro do que o que esta em jogo pela Viva coisa que o banco Santander ,o financiador das aquisições esanholas , faz com a maior facilidade na proxima vaga aquisiriva que, ao que parece , a PT foi o ensaio
Um abraça do amigo Francisco Pandega
26.2.10
AlentejoAgroRural
E o seu
QUADRO FUNDIÁRIO
1---A terra agrícola está indissociavelmente vinculada ao exercício da agro-ruralidade. E esta é a fonte insubstituível de produção de alimentos, construção da paisagem, povoamento e consequente afirmação da regionalidade, continuação de um determinado percurso histórico/cultural, preservação de valores identitários /tradicionais ; entre outros. Enfim, fonte de estabilidade nacional e ate, quando a nação se encontra numa encruzilhada da vida, é no mundo rural, ou seja, é nas raízes históricas, que reencontra o rumo Daí que, se bem que seja mau que se percam empresas,( sejam elas comerciais, industriais, serviços e outras) , em benefícios de estrangeiros, é infinitamente pior quando se aliena , o controle da colonização do território Ou seja :- se permita uma ocupação a esmo ,sem regras , nem condicionantes , por parte de alienígenas .A ausência de critérios ou de equidade fundiária , desde há duzentos anos a esta parte , resultou no que mais parece numa aposta na desonra do homem do Alentejo .
2---È difícil entender que não haja, entre nós, qualquer critério condicionante em relação ao apossamento da terra Nas actuais condições é perfeitamente possível que alguém, com dinheiro, seja lá quem for, adquira uma vasta área sem ter em conta o uso que se lhe dê, a integração social que se propõe , ou aos constrangimentos que causa nas populações locais. Uma coisa destas não acontece em parte alguma muito menos Europa onde nos inserimos O estado, sem a menor vocação para o mundo rural, habituou-se a delegar a vida rústica da região no reduzidos grupo dos grandes proprietários, obnubilando, com isso, os seus reais problemas e o dever inalienável de intervir na reposição de uma certa justiça agro- social
a)— É por isso que, não obstante as tão favoráveis condições naturais, importamos mais 70% dos produtos alimentares que consumimos; temos 25% da população que poderíamos ter se não impendesse sobre a nossa aquilo que, em termos de bolsa de valores, se designa por uma opa hostil de aquisição sem que a comunidade rural residente levante a menor objecção em nome manutenção, em mãos regionais , daquilo que é, entre os estratégicos, o mais estratégico de todos os valores . Estamos a falar do sagrado espaço físico regional
b) – Ora, sendo o Alentejo uma portentosa região em termos agrícolas, o facto de ter uma produção e produtividade tão baixas; uma densidade populacional que roça o vazio humano; uma população envelhecida já que os novos, face a este bloqueio fundiário, emigram; é bem a prova de que resultam devastações sempre que, ás gentes rural, lhes seja retirada a capacidade de definir as regras de acesso aos respectivos espaços rústicos envolventes
c)---Com uma superfície dos três milhões de hectares totalmente aráveis, nos quais há 60% de vocação agro-silvo-pastoril (D+E); 25% agro-pecuária (C e manchas adjacentes de D e B); e 15% agrícola intensiva (A+B); faz do Alentejo terra de potencialidades agrícolas imensas que poderia multiplicar por muitos a produção agro-silvo-pecuária Só nessa altura se tornaria atraente para a instalação de uma vasta gama de sinergias destinadas á agricultura ou dela derivadas . Também, e no curto espaço de tempo de uma geração, se poderia triplicar a densidade populacional acabando de vez esta êxodo rural que mais parece um atentado contra os direitos humanos
d) ---Essa extrema debilidade é a resultante do errado perfil das explorações agrícolas e, por consequência, dos respectivos agricultores Nem poderia ser de outra forma quando a ocupação fundiária é formada por cerca de 40.000 pequenos agricultores com uma área media de 12Ha, absolutamente inviáveis devido à sua exiguidade
Contrastando com os cerca de 2.500 grandes proprietários com área media de 1.000Ha, igualmente inviáveis, por razões inversas ás daqueles. Esta absurda disparidade acaba por trazer consequências quer de ordem produtiva, quer ambiental , assim como as de carácter politico de que o Alentejo é um triste exemplo
Explorações de média dimensão, detidas por agricultores individuais, efectivos e residente, que é para onde deveria tender a nossa agro – ruralidade, são poucas e, mesmo essas, são prolongamentos, não contíguos, dos latifúndios
3-- A existência de tal anormalidade, que perdura , desde há duzentos ,não tem razão de existir nesta época de liberdade e contestação Vive-se numa situação de dependência e num mal dizer sub-reptício sem consequências . Tal situação , de extrema abulia , só se compreende pelo facto dos pequenos agricultores, os trabalhadores rurais e os seareiros, depois de diversas gerações de uma indecorosa subserviência , aos donos da terra, só lhes ter ficado a recordação do fel amargo da fome, cansaço, da servidão e exclusão social. O doce sabor de ser livre e independente, com a legitimidade acrescida resultante do estatuto de agricultor, continua a está-lhe, ainda hoje , na prática, vedado. São estas as suas memórias. É isto que o inibe de usar a força da razão, em prol da justiça fundiária ,na sua região ,
Eis pois o nosso drama. Eis a razão porque o Alentejo é o que é. Eis a razão do contraste com a restante Europa.
Europa das regiões onde cada uma mantêm incólume a suas relação homem/terra já que nesse domínio não há interferências exóticas. Daí que, mesmo que a Comunidade Europeia (ninguém sabe a onde esta, ou outras crises, nos podem levar) se desconjunte; mesmo que se fragmente a respectiva nação (abundam os exemplos nesse domínio), a vida dessas comunidades não se alterará .Mantendo-se incólume , prossegue os seu desígnio sem grandes solavancos Perpetuam -se como povo, com identidade própria, orgulhosamente diferenciados em relação aos contíguos
E nós? No Alentejo! Desta longa historia de servidão, exclusão e dependência fundiária, só nos espera a continuação desta lenta agonia cujo desfecho será uma inexorável da extinção. A não ser que …. ! (continua em próximo escrito )
Francisco Pândega (agricultor) //fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com
E o seu
QUADRO FUNDIÁRIO
1---A terra agrícola está indissociavelmente vinculada ao exercício da agro-ruralidade. E esta é a fonte insubstituível de produção de alimentos, construção da paisagem, povoamento e consequente afirmação da regionalidade, continuação de um determinado percurso histórico/cultural, preservação de valores identitários /tradicionais ; entre outros. Enfim, fonte de estabilidade nacional e ate, quando a nação se encontra numa encruzilhada da vida, é no mundo rural, ou seja, é nas raízes históricas, que reencontra o rumo Daí que, se bem que seja mau que se percam empresas,( sejam elas comerciais, industriais, serviços e outras) , em benefícios de estrangeiros, é infinitamente pior quando se aliena , o controle da colonização do território Ou seja :- se permita uma ocupação a esmo ,sem regras , nem condicionantes , por parte de alienígenas .A ausência de critérios ou de equidade fundiária , desde há duzentos anos a esta parte , resultou no que mais parece numa aposta na desonra do homem do Alentejo .
2---È difícil entender que não haja, entre nós, qualquer critério condicionante em relação ao apossamento da terra Nas actuais condições é perfeitamente possível que alguém, com dinheiro, seja lá quem for, adquira uma vasta área sem ter em conta o uso que se lhe dê, a integração social que se propõe , ou aos constrangimentos que causa nas populações locais. Uma coisa destas não acontece em parte alguma muito menos Europa onde nos inserimos O estado, sem a menor vocação para o mundo rural, habituou-se a delegar a vida rústica da região no reduzidos grupo dos grandes proprietários, obnubilando, com isso, os seus reais problemas e o dever inalienável de intervir na reposição de uma certa justiça agro- social
a)— É por isso que, não obstante as tão favoráveis condições naturais, importamos mais 70% dos produtos alimentares que consumimos; temos 25% da população que poderíamos ter se não impendesse sobre a nossa aquilo que, em termos de bolsa de valores, se designa por uma opa hostil de aquisição sem que a comunidade rural residente levante a menor objecção em nome manutenção, em mãos regionais , daquilo que é, entre os estratégicos, o mais estratégico de todos os valores . Estamos a falar do sagrado espaço físico regional
b) – Ora, sendo o Alentejo uma portentosa região em termos agrícolas, o facto de ter uma produção e produtividade tão baixas; uma densidade populacional que roça o vazio humano; uma população envelhecida já que os novos, face a este bloqueio fundiário, emigram; é bem a prova de que resultam devastações sempre que, ás gentes rural, lhes seja retirada a capacidade de definir as regras de acesso aos respectivos espaços rústicos envolventes
c)---Com uma superfície dos três milhões de hectares totalmente aráveis, nos quais há 60% de vocação agro-silvo-pastoril (D+E); 25% agro-pecuária (C e manchas adjacentes de D e B); e 15% agrícola intensiva (A+B); faz do Alentejo terra de potencialidades agrícolas imensas que poderia multiplicar por muitos a produção agro-silvo-pecuária Só nessa altura se tornaria atraente para a instalação de uma vasta gama de sinergias destinadas á agricultura ou dela derivadas . Também, e no curto espaço de tempo de uma geração, se poderia triplicar a densidade populacional acabando de vez esta êxodo rural que mais parece um atentado contra os direitos humanos
d) ---Essa extrema debilidade é a resultante do errado perfil das explorações agrícolas e, por consequência, dos respectivos agricultores Nem poderia ser de outra forma quando a ocupação fundiária é formada por cerca de 40.000 pequenos agricultores com uma área media de 12Ha, absolutamente inviáveis devido à sua exiguidade
Contrastando com os cerca de 2.500 grandes proprietários com área media de 1.000Ha, igualmente inviáveis, por razões inversas ás daqueles. Esta absurda disparidade acaba por trazer consequências quer de ordem produtiva, quer ambiental , assim como as de carácter politico de que o Alentejo é um triste exemplo
Explorações de média dimensão, detidas por agricultores individuais, efectivos e residente, que é para onde deveria tender a nossa agro – ruralidade, são poucas e, mesmo essas, são prolongamentos, não contíguos, dos latifúndios
3-- A existência de tal anormalidade, que perdura , desde há duzentos ,não tem razão de existir nesta época de liberdade e contestação Vive-se numa situação de dependência e num mal dizer sub-reptício sem consequências . Tal situação , de extrema abulia , só se compreende pelo facto dos pequenos agricultores, os trabalhadores rurais e os seareiros, depois de diversas gerações de uma indecorosa subserviência , aos donos da terra, só lhes ter ficado a recordação do fel amargo da fome, cansaço, da servidão e exclusão social. O doce sabor de ser livre e independente, com a legitimidade acrescida resultante do estatuto de agricultor, continua a está-lhe, ainda hoje , na prática, vedado. São estas as suas memórias. É isto que o inibe de usar a força da razão, em prol da justiça fundiária ,na sua região ,
Eis pois o nosso drama. Eis a razão porque o Alentejo é o que é. Eis a razão do contraste com a restante Europa.
Europa das regiões onde cada uma mantêm incólume a suas relação homem/terra já que nesse domínio não há interferências exóticas. Daí que, mesmo que a Comunidade Europeia (ninguém sabe a onde esta, ou outras crises, nos podem levar) se desconjunte; mesmo que se fragmente a respectiva nação (abundam os exemplos nesse domínio), a vida dessas comunidades não se alterará .Mantendo-se incólume , prossegue os seu desígnio sem grandes solavancos Perpetuam -se como povo, com identidade própria, orgulhosamente diferenciados em relação aos contíguos
E nós? No Alentejo! Desta longa historia de servidão, exclusão e dependência fundiária, só nos espera a continuação desta lenta agonia cujo desfecho será uma inexorável da extinção. A não ser que …. ! (continua em próximo escrito )
Francisco Pândega (agricultor) //fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com
26.1.10
AlentejoAgroRural
e os
Baldios Comunitários
1---A comunidade rural das Terras de Bouro manifesta-se ,de uma forma ordeira e civilizada , em defesa dos seus baldios tradicionais nas serras de Geres e Soajo . É a eterna luta pela manutenção dos baldios com a formula administrava por compartes Claro que o que está em causa é mais alto e mais profundo :-- trata-se de impedir a já velha ameaça do seu esbulho .Dantes pretendia-se mudar as regras administrativas .Hoje prevalecem as questão ambientais e ,mais recentemente , uma certa e muito difusa integração numa tal “fileira florestal “ que já esta a alastrar para os montados alentejanos .Mudam-se as versões mas não as intenções .
Os homens do norte têm resistido .Honra lhes seja feita .Nós não .Não conseguimos impedir o esbulho dos nossos baldios, perpetrado na ultima metade do século XX .Tal como no norte também nós tínhamos grandes baldios comunitários na periferia das vilas e aldeias .Perdemo-los em beneficio dos grandes donos do Alentejo que ,ao apoderam-se do poder local o usaram como meio para no-los capturar .A fórmula foi a de si bem conhecida :--os leilões fraudulentos tal como havia acontecido quando se apoderaram a das terras alentejanas ,indiferentes ao facto delas estarem detidas por famílias de foreiros Mais pobres ,ficamos nas insignificantes courelas na periferia dos povoados a funcionar como reserva de mão de obra Assim , com a espinha quebrada , restou curvarmo-nos perante os novos donos .e submetermo-nos ao sufoco da pesada bota latifundiária O Alentejo ficou transformado numa coutada e as gentes seus serventuários . Já lá vão quase duzentos anos Outros povos ,em iguais circunstâncias têm obtido a reposição dos seus direitos elementares .O caso dos sudetas da republica Checa é disso um exemplo bem eloquente Nós ainda não .
2---O ultima baldio comunitário que resistiu, no Alentejo , foi na freguesia da Granja concelho de Mourão Ate há pouco activo , inclusivamente com a respectiva adua ,.Ao que parece passou para a posse de um espanhol
A função dos baldios comunitários era importantíssima em diversos aspectos :--- Neles os aldeãos caçavam (não por recreação mas sim para se alimentarem ) e estabeleciam colmeais ; recolhiam lenhas , frutos , condimentos e ervas medicinais ; pastoreavam o gados em aduas ; e sempre que necessário retalhavam sesmos (que deu o nome á lei das sesmarias quatrocentos anos antes ) que eram divididos em courelas , que não iam alem de meia dúzias de hectares (terra de um moio ) que eram por sua vez atribuídas , por aforamento, a quem as trabalhasse e enquanto lhe desse um uso normal Mais tarde , ,”remido”o foro (o que será dizer certificar o agricultor ), era-lhe conferido titulo de plena posse
Ter courelas para e obter a auto-suficiência alimentar e baldios que garantiam o redimensionamento da exploração ,conferia ás gentes uma certa áurea de ser parte activa da sociedade Perdidos os baldios foi a capitulação perante as tutelas latifundiárias Foi um rude golpe no nível das perspectivas de vida
3---Que seria hoje o Alentejo se sobre nós não tivesse acontecido essa crueldade de sermos despojados das terras foreiros e dos baldios comunitários ? Seríamos uma região povoada por dois milhões de alentejanos já que o êxodo de cerca de uma milhão (entre os quais se inclui este vosso escriba ) no século passado não teria acontecido Sabido que os campos são o meio óptimo para o estabelecimento da família e procriação ,o Alentejo estaria perfeitamente povoado . Assim ocupados , a região não aproveitou o desenvolvimento galopante que a época de então proporcionou :--- os caminhos de ferro rasgaram o campos alentejanos ,de lés a lés , conferindo-lhes uma mobilidade ate então não experimentada ; Lisboa industrializa-se necessitando cereais, carne, queijos, azeite ,assim como de palha e carvão ; inventou-se a charrua de ferro vira-aiveca que, conjuntamente com uma maior eficácia nas apeiragens dos animais de tracção, tornou possível o arrotear os matagais e, com isso , uma maior produção de cereais a gados ; apareceram os primeiros fertilizantes químicos o que não obstante a sua monovalência levou a que as terras novas , respondessem bastante bem Essas mais valias, resultantes de um meio excelente e gentes com querer e saber fazer, não reverterem a benefício da região , Foram ,isso sim , consumidas na voragem da extravagancia ,volúpia e sumptuosidade dos insaciáveis e exuberantes donos do Alentejo
4---Esta crueldade histórica que impende sobre nós moldou-nos naquilo que hoje somos :---Ao contrario do que acontece nas Terras de Bouro , somos incapazes de perceber que o espaço rústico regional é o legados histórico dos nossos antepassados sobre o qual temos um inalienável direito consuetudinário .Dar-lhe um uso de acordo com os superiores interesses da regionais e lega-lo a geração seguinte , tal como o recebemos da anterior , é um desígnio geracional que temos que honrar
.As vicissitudes da historia tem-nos sido adversas .É um facto .Mas poderíamos ter feito mais nem que fosse um simples sinal da nossa inconformidade Hoje ,assim debilitados e quando é perfeitamente possível reabilitarmo-nos , constata-se que o excessivo tempo de subordinação fundiária e falta de exercício na actividade agrícola , fez-nos perder o ritmo evolutivo .Assim, este estado de abulia , tem sido muito bom ,muito cómodo mesmo, para os detentores das terras alentejanas já que dispõem de toda uma comunidade rural pacata , mansa ,obediente e que não chateia . Mas isso tem custos , Esta brandura não vai ajudar nada quando , agora que o livre direito de estabelecimento está institucionalizado , os apetites sobre a nossa região recrudescem e os governos , mercê dos acordos efectuados , estão manietados .Resta saber se vimos a ter oportunidade de sermos uma solução supletiva ,eficaz e inquestionável no sentido da manutenção da soberania sobre o espaço rústico
Acantonados nas aldeias já que as áreas envolventes nos estão vedadas ; indo trabalhar nas obras ou ficando em estado vegetativo a expensas dos apoios sociais , a continuar assim , vamo-nos degradando moral e profissionalmente até ao ponto de para pouco ou nada contarmos
Percebe-se melhor , o significado destas afirmações , se as contrastarmos com a luta que a comunidade rural das Terras de Bouro trava pela manutenção dos seus baldios .Conclui-se que eles são os vencedores que subsistem .Nós somos os vencidos em lenta agonia
A historia será implacável na condenação dos responsáveis pela extinção desta nossa milenar comunidade rural autóctone .Vitimas do facto de termos vindo ao mundo numa região ubérrima que desperta os mais vorazes apetites ,somos impedidos de nela demonstrar a nossa real valia .Somos marginalizados como se de algo descartável se tratasse Somos postergados em beneficio de endinheirados cujas origens e propósitos são incógnitas ,os quais ,exibindo um espartano desprezo por quem cá está , não olham a meios para atingir os seus fins .Fins esses que jamais se campaginam com os superiores interesses regionais
Francisco Pândega (agricultor)//fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com
e os
Baldios Comunitários
1---A comunidade rural das Terras de Bouro manifesta-se ,de uma forma ordeira e civilizada , em defesa dos seus baldios tradicionais nas serras de Geres e Soajo . É a eterna luta pela manutenção dos baldios com a formula administrava por compartes Claro que o que está em causa é mais alto e mais profundo :-- trata-se de impedir a já velha ameaça do seu esbulho .Dantes pretendia-se mudar as regras administrativas .Hoje prevalecem as questão ambientais e ,mais recentemente , uma certa e muito difusa integração numa tal “fileira florestal “ que já esta a alastrar para os montados alentejanos .Mudam-se as versões mas não as intenções .
Os homens do norte têm resistido .Honra lhes seja feita .Nós não .Não conseguimos impedir o esbulho dos nossos baldios, perpetrado na ultima metade do século XX .Tal como no norte também nós tínhamos grandes baldios comunitários na periferia das vilas e aldeias .Perdemo-los em beneficio dos grandes donos do Alentejo que ,ao apoderam-se do poder local o usaram como meio para no-los capturar .A fórmula foi a de si bem conhecida :--os leilões fraudulentos tal como havia acontecido quando se apoderaram a das terras alentejanas ,indiferentes ao facto delas estarem detidas por famílias de foreiros Mais pobres ,ficamos nas insignificantes courelas na periferia dos povoados a funcionar como reserva de mão de obra Assim , com a espinha quebrada , restou curvarmo-nos perante os novos donos .e submetermo-nos ao sufoco da pesada bota latifundiária O Alentejo ficou transformado numa coutada e as gentes seus serventuários . Já lá vão quase duzentos anos Outros povos ,em iguais circunstâncias têm obtido a reposição dos seus direitos elementares .O caso dos sudetas da republica Checa é disso um exemplo bem eloquente Nós ainda não .
2---O ultima baldio comunitário que resistiu, no Alentejo , foi na freguesia da Granja concelho de Mourão Ate há pouco activo , inclusivamente com a respectiva adua ,.Ao que parece passou para a posse de um espanhol
A função dos baldios comunitários era importantíssima em diversos aspectos :--- Neles os aldeãos caçavam (não por recreação mas sim para se alimentarem ) e estabeleciam colmeais ; recolhiam lenhas , frutos , condimentos e ervas medicinais ; pastoreavam o gados em aduas ; e sempre que necessário retalhavam sesmos (que deu o nome á lei das sesmarias quatrocentos anos antes ) que eram divididos em courelas , que não iam alem de meia dúzias de hectares (terra de um moio ) que eram por sua vez atribuídas , por aforamento, a quem as trabalhasse e enquanto lhe desse um uso normal Mais tarde , ,”remido”o foro (o que será dizer certificar o agricultor ), era-lhe conferido titulo de plena posse
Ter courelas para e obter a auto-suficiência alimentar e baldios que garantiam o redimensionamento da exploração ,conferia ás gentes uma certa áurea de ser parte activa da sociedade Perdidos os baldios foi a capitulação perante as tutelas latifundiárias Foi um rude golpe no nível das perspectivas de vida
3---Que seria hoje o Alentejo se sobre nós não tivesse acontecido essa crueldade de sermos despojados das terras foreiros e dos baldios comunitários ? Seríamos uma região povoada por dois milhões de alentejanos já que o êxodo de cerca de uma milhão (entre os quais se inclui este vosso escriba ) no século passado não teria acontecido Sabido que os campos são o meio óptimo para o estabelecimento da família e procriação ,o Alentejo estaria perfeitamente povoado . Assim ocupados , a região não aproveitou o desenvolvimento galopante que a época de então proporcionou :--- os caminhos de ferro rasgaram o campos alentejanos ,de lés a lés , conferindo-lhes uma mobilidade ate então não experimentada ; Lisboa industrializa-se necessitando cereais, carne, queijos, azeite ,assim como de palha e carvão ; inventou-se a charrua de ferro vira-aiveca que, conjuntamente com uma maior eficácia nas apeiragens dos animais de tracção, tornou possível o arrotear os matagais e, com isso , uma maior produção de cereais a gados ; apareceram os primeiros fertilizantes químicos o que não obstante a sua monovalência levou a que as terras novas , respondessem bastante bem Essas mais valias, resultantes de um meio excelente e gentes com querer e saber fazer, não reverterem a benefício da região , Foram ,isso sim , consumidas na voragem da extravagancia ,volúpia e sumptuosidade dos insaciáveis e exuberantes donos do Alentejo
4---Esta crueldade histórica que impende sobre nós moldou-nos naquilo que hoje somos :---Ao contrario do que acontece nas Terras de Bouro , somos incapazes de perceber que o espaço rústico regional é o legados histórico dos nossos antepassados sobre o qual temos um inalienável direito consuetudinário .Dar-lhe um uso de acordo com os superiores interesses da regionais e lega-lo a geração seguinte , tal como o recebemos da anterior , é um desígnio geracional que temos que honrar
.As vicissitudes da historia tem-nos sido adversas .É um facto .Mas poderíamos ter feito mais nem que fosse um simples sinal da nossa inconformidade Hoje ,assim debilitados e quando é perfeitamente possível reabilitarmo-nos , constata-se que o excessivo tempo de subordinação fundiária e falta de exercício na actividade agrícola , fez-nos perder o ritmo evolutivo .Assim, este estado de abulia , tem sido muito bom ,muito cómodo mesmo, para os detentores das terras alentejanas já que dispõem de toda uma comunidade rural pacata , mansa ,obediente e que não chateia . Mas isso tem custos , Esta brandura não vai ajudar nada quando , agora que o livre direito de estabelecimento está institucionalizado , os apetites sobre a nossa região recrudescem e os governos , mercê dos acordos efectuados , estão manietados .Resta saber se vimos a ter oportunidade de sermos uma solução supletiva ,eficaz e inquestionável no sentido da manutenção da soberania sobre o espaço rústico
Acantonados nas aldeias já que as áreas envolventes nos estão vedadas ; indo trabalhar nas obras ou ficando em estado vegetativo a expensas dos apoios sociais , a continuar assim , vamo-nos degradando moral e profissionalmente até ao ponto de para pouco ou nada contarmos
Percebe-se melhor , o significado destas afirmações , se as contrastarmos com a luta que a comunidade rural das Terras de Bouro trava pela manutenção dos seus baldios .Conclui-se que eles são os vencedores que subsistem .Nós somos os vencidos em lenta agonia
A historia será implacável na condenação dos responsáveis pela extinção desta nossa milenar comunidade rural autóctone .Vitimas do facto de termos vindo ao mundo numa região ubérrima que desperta os mais vorazes apetites ,somos impedidos de nela demonstrar a nossa real valia .Somos marginalizados como se de algo descartável se tratasse Somos postergados em beneficio de endinheirados cujas origens e propósitos são incógnitas ,os quais ,exibindo um espartano desprezo por quem cá está , não olham a meios para atingir os seus fins .Fins esses que jamais se campaginam com os superiores interesses regionais
Francisco Pândega (agricultor)//fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com
22.11.09
AlentejoAgroRural
AGORA VAI
1---“Numa casa onde falta o pão todos ralham e ninguém tem razão” .Em certa medida é o nosso caso . Ha pão .Os mercados estão a abarrotar de alimentos ,a maioria importados ,mas falta dinheiro para compra-los .Outros povos , noutras regiões , mais prudentes , mantêm activa a sua agricultura , (sabe-se lá com que sofisticados e secretos apoios ) fornecendo-nos ,a crédito ,as suas sobras O que é duplamente nefasto ;--desmantelamos a nossa agricultura que o mesmo será deitar borda fora o cerne da regionalidade Enquanto nos endividamos o que não é menos grave .
A solução não se limita ao fomento das exportações oriundas da industria , como defendem os nossos economistas , ao que parece esquecendo-se da feroz concorrência das economias emergente .Esse é um percurso ,certamente possível ,mas lento , difícil , incerto e limitado .A outra forma é a produção de alimentos visando anular os 70% das importações e ,com isso , uma considerável sangria de divisas
2--- Sendo assim importa implementar uma estratégia de desenvolvimento rural , ao nível regional , para a qual o Alentejo tem especial qualificação .Visando ,para alem da anulação das importações dos produtos agrícolas , a exportação daquilo em que somos concorrenciais (cortiça, polpa de tomate ,hortofrutícolas num período limitado do ano e essa especialidade que é a carne de porco autóctone .) o que é perfeitamente possível já que são produtos genuinamente naturais ,obtidos de forma convencional, por meio de uma saber fazer muito nosso .
Dir-se-á , perante a insignificância da produção actual , que nós não somos capazes .Nada mais falso :--- em 1932 produzimos um milhão de toneladas de trigo , sem maquinas e alguns adubos muito primários ; das oliveiras velhas de hoje ,já produzímos anualmente cerca de sessenta toneladas de azeite .Nós somos capazes assim se corrijam os constrangimentos que levam a que na agricultura , porque bloqueada não hajam perspectivas de trabalhar por conta própria a que leva as gentes rurais ,quiçá ,os mais afoitos de entre nós , a debandar Por outras palavras, a processar-se uma selecção pela negativa
Produzir a auto-suficiência alimentar esta perfeitamente ao nosso alcance Em simultâneo e por arrastamento , construir-se-á ,humanizando-o , o tecido rural tornando-o atractivo e seguro Só assim poderemos as aspirar a dotar a região de atractividade turística , nos diversos propósitos , entre os quais o gastronómico ,no qual somos exímios ,constituindo-se , também e por essa via , numa forma de exportar produtos agrícolas
3----Para tal são precisas medidas de fundo , mesmo que vão contra os que , porque convenientemente acomodados, defendem que “como está é que está bem” De facto é bom, assim ,para uns tantos , Mas como “não ha mal que sempre dure nem bem que ature” está a acabar Os interesses estabelecidos que ,devido á sua natureza obstrutiva , impeçam o desenvolvimento regional , terão inexoravelmente que ser removidos .Quanto mais tarde pior . Já lá vão os tempos em que os desígnios do Alentejo foram entregues aos grandes proprietários rurais cujos efeitos ,porque demasiadamente maus , demoram a sarar . A sua substituição pelo fenómeno espanhol também se pagará a seu tempo Temos que ser nós ,todos , os que têm , por esta martirizada região , algum sentimento de afectividade , a tomar a iniciativa Todos , seja qual for o seu local de origem , o importante é uma certa forma de ser ,sentir e estar no Alentejo .Sá Carneiro , pela sua intervenção no tecido fundiária ,da nossa região , alcandorou-se para o patamar mais alto dos nossos valores .Contudo era do Porto . Deixou , de tal ordem , a sua marca ,que a recente lei do arrendamento rural parece tê-lo tido em conta , não obstante o tempo que já passou .
4---Agora vai ! Clamamos nós , num grito uníssono de incitamento ,aquando dos trabalhos agrícolas de grupo, sempre é preciso juntar forças “ à uma” fazendo-o como se fossem um só .Também agora alguma coisa me diz que algo vai mudar ,no nosso mundo rural ,já que um alentejano , oriundo do que se designa por Alentejo Profundo (o centro /sul da nossa região ), um jovem de origem rústica , absolutamente seguro dos valores que constituem a nossa autenticidade regional , ,integra o actual governo como ministro da agricultura e desenvolvimento rural Boa sorte para o professor António Serrano .
Francisco Pândega(agricultor )//// fjnpandega@hotmail.com./////alentejoagrorural,blogspot.com
AGORA VAI
1---“Numa casa onde falta o pão todos ralham e ninguém tem razão” .Em certa medida é o nosso caso . Ha pão .Os mercados estão a abarrotar de alimentos ,a maioria importados ,mas falta dinheiro para compra-los .Outros povos , noutras regiões , mais prudentes , mantêm activa a sua agricultura , (sabe-se lá com que sofisticados e secretos apoios ) fornecendo-nos ,a crédito ,as suas sobras O que é duplamente nefasto ;--desmantelamos a nossa agricultura que o mesmo será deitar borda fora o cerne da regionalidade Enquanto nos endividamos o que não é menos grave .
A solução não se limita ao fomento das exportações oriundas da industria , como defendem os nossos economistas , ao que parece esquecendo-se da feroz concorrência das economias emergente .Esse é um percurso ,certamente possível ,mas lento , difícil , incerto e limitado .A outra forma é a produção de alimentos visando anular os 70% das importações e ,com isso , uma considerável sangria de divisas
2--- Sendo assim importa implementar uma estratégia de desenvolvimento rural , ao nível regional , para a qual o Alentejo tem especial qualificação .Visando ,para alem da anulação das importações dos produtos agrícolas , a exportação daquilo em que somos concorrenciais (cortiça, polpa de tomate ,hortofrutícolas num período limitado do ano e essa especialidade que é a carne de porco autóctone .) o que é perfeitamente possível já que são produtos genuinamente naturais ,obtidos de forma convencional, por meio de uma saber fazer muito nosso .
Dir-se-á , perante a insignificância da produção actual , que nós não somos capazes .Nada mais falso :--- em 1932 produzimos um milhão de toneladas de trigo , sem maquinas e alguns adubos muito primários ; das oliveiras velhas de hoje ,já produzímos anualmente cerca de sessenta toneladas de azeite .Nós somos capazes assim se corrijam os constrangimentos que levam a que na agricultura , porque bloqueada não hajam perspectivas de trabalhar por conta própria a que leva as gentes rurais ,quiçá ,os mais afoitos de entre nós , a debandar Por outras palavras, a processar-se uma selecção pela negativa
Produzir a auto-suficiência alimentar esta perfeitamente ao nosso alcance Em simultâneo e por arrastamento , construir-se-á ,humanizando-o , o tecido rural tornando-o atractivo e seguro Só assim poderemos as aspirar a dotar a região de atractividade turística , nos diversos propósitos , entre os quais o gastronómico ,no qual somos exímios ,constituindo-se , também e por essa via , numa forma de exportar produtos agrícolas
3----Para tal são precisas medidas de fundo , mesmo que vão contra os que , porque convenientemente acomodados, defendem que “como está é que está bem” De facto é bom, assim ,para uns tantos , Mas como “não ha mal que sempre dure nem bem que ature” está a acabar Os interesses estabelecidos que ,devido á sua natureza obstrutiva , impeçam o desenvolvimento regional , terão inexoravelmente que ser removidos .Quanto mais tarde pior . Já lá vão os tempos em que os desígnios do Alentejo foram entregues aos grandes proprietários rurais cujos efeitos ,porque demasiadamente maus , demoram a sarar . A sua substituição pelo fenómeno espanhol também se pagará a seu tempo Temos que ser nós ,todos , os que têm , por esta martirizada região , algum sentimento de afectividade , a tomar a iniciativa Todos , seja qual for o seu local de origem , o importante é uma certa forma de ser ,sentir e estar no Alentejo .Sá Carneiro , pela sua intervenção no tecido fundiária ,da nossa região , alcandorou-se para o patamar mais alto dos nossos valores .Contudo era do Porto . Deixou , de tal ordem , a sua marca ,que a recente lei do arrendamento rural parece tê-lo tido em conta , não obstante o tempo que já passou .
4---Agora vai ! Clamamos nós , num grito uníssono de incitamento ,aquando dos trabalhos agrícolas de grupo, sempre é preciso juntar forças “ à uma” fazendo-o como se fossem um só .Também agora alguma coisa me diz que algo vai mudar ,no nosso mundo rural ,já que um alentejano , oriundo do que se designa por Alentejo Profundo (o centro /sul da nossa região ), um jovem de origem rústica , absolutamente seguro dos valores que constituem a nossa autenticidade regional , ,integra o actual governo como ministro da agricultura e desenvolvimento rural Boa sorte para o professor António Serrano .
Francisco Pândega(agricultor )//// fjnpandega@hotmail.com./////alentejoagrorural,blogspot.com
9.11.09
AlentejoAgroRural
NÓS SOMOS ASSIM
1---É ofensivo ouvir esse repetitivo chorrilho de anedotas insultuosas ,senão mesmo grosseiras , cuja acção se atribui ao homem rural do Alentejo .Visam não só ridicularizar-nos como considerarem-nos estúpidos e frouxos. De facto , nós , como povo , estamos a atravessar um momento pouco elevado .Estamos assim como que abúlicos , desorientados , incapazes de proceder a uma eficaz defesa dos nossos valores soberanos E compreende-se dado que após tantas gerações de efectiva exclusão fundiária nós não poderíamos ser melhores nem diferentes .Somos ,pois , o produto de vicissitudes históricas , cuja superação nos tem sido impossível .Com o falhanço das alterações no tecido fundiário , aquando do 25 de Abril , perdeu-se a ultima esperança e o homem do Alentejo ,vencido ,baixou os braços
Contudo , e ao contrario do que se possa pensar, nós não somos geneticamente fracos .Esta debilidade que nos anula é circunstancial sendo ultrapassada logo que as relações homem /espaço rústico sejam normalizadas Isto porque não obstante os tremendos constrangimentos agro-fundiários que nos tem vitimado , conseguimos , ainda assim ,ter sido altamente produtivos até aos meados do século passado fazendo do Alentejo o celeiro do pais Nestas condições não ha razões para duvidar da nossa eficácia
2---Contrariamente ao que hoje somos , já fomos valentes e decisivos na luta pela libertação regional .Podemos voltar a sê-lo logo que o governo nos restitua a identidade e o amor próprio que nos sequestrou aquando da delegação ,a favor dos donos do Alentejo , do exclusivo de todos os poderes:-- politico /administrativo , económico ,de representatividade, entre outros
Nessa altura , então , sim , faremos jus á nossa raça de que tanto nos orgulhamos Cito ,entre tantos , três pontos altos daquilo que somos ;--
a)—Quando as legiões romanas invadiram a Transtagana (a região Alentejo de hoje ), depararam-se com uma inusitada resistência ,senão agressiva rebeldia , por parte dos autóctones (hoje ,nós , os alentejanos ) . Eram pastores transumantes ,de certa forma itinerantes já que as residências ,construídas de materiais ligeiros , eram de curta duração .Caçadores /recolectores o que lhes conferia uma certa autonomia alimentar e uma vivencia simplificada , assim como grande mobilidade Daí as dificuldades que os romanos encontram na sua pacificação o que nos valeu o epíteto de “ gente que não se governa nem se deixa governar “
Evidentemente que não nos chegaram a perceber :--- Nós sabemo-nos governar no nossos espaço ancestral com o qual estamos perfeitamente identificados Enganaram-se , pois , os romanos ,a nosso respeito .O subvalorizarem-nos foi-lhes fatal .O resultado foi que logo que apareceu um chefe credível que defendia os nossos valores e prometia a restituição dos nossos espaço vital , a expulsação do ocupante não tardou .
b)---Seculos mais tarde ,na década que antecedeu 1385 (batalha de Aljubarrota ) voltáramos a demonstrar de que têmpera somos feitos Os castelhanos faziam constantes incursões pela fronteira alentejana pilhando e destruindo uma vasta faixa da raia Estabelecida ,por volta de 1370 , a lei das Sesmarias (tanto quanto sei ainda não foi revogada ) que consistia na confisco de terras a quem não lhe desse o devido o uso e a sua posterior entrega , pela regime de aforamento , a quem e enquanto a trabalhasse Com a atribuição de terras iniciou-se uma migração interna formada por agricultores /soldados para a faixa contigua á raia onde muitos “deram o corpo as balas” Daí ainda hoje haver uma considerável densidade de povoados e de terras mais repartidas desde Vila Velha de Ródão a Mértola E os castelhanos , useiros e vezeiros nas razias ,viram frustradas as tentativas de anexação desta faixa de a Alentejo
c)—Nos meados do seculo XVll ,o nosso pais libertou-se de sessenta anos de ocupação espanhola Estes ,desembaraçados dos problemas internos , voltaram a agredir-nos , com toda a violência , invadindo-nos pelo Alentejo . Nunca se chegou a saber quantos dos nossos tombaram , pelas chapadas das Linhas Elvas e arredores de Estremoz ,para que o Alentejo continuasse a ser nosso
O aproveitarmos esse ensejo para sermos grandes e livres , é outro tipo de luta que nos falta travar . .
3—. Temos uma enorme e altamente produtiva região agrícola e gente perfeitamente a altura para lhes dar um uso consentâneo com a multiplicidade de valências que constituem o nosso mundo rural . Só o não fazemos porque fomos vencidos .Não o fazemos porque somente somos 5% dos parlamentares se bem que representamos 1/3 do território mas que , na verdade , constitui mais de metade da superfície agrícola útil do pais
.Usa-la , no sentido de a fazer brotar todas as suas funcionalidades , impõe-se-nos .Está perfeitamente ao nosso alcance produzir alimentos bons e baratos evitando a dependência das importações ; povoar o território constituindo-se , cada monte, num marco de afirmação pátria ;reavivar os nossos valores histórico / culturais elementos base do orgulho de ser alentejano .Temos gente, entre a nossa comunidade rural autóctone , com o querer e saber fazer muito melhor do que os endinheirados que por aí pululam .Provenientes das mais estranhas origens , eivados dos mais bizarros propósitos , associados de forma a obnubilar a sus acção ; sem pudor , acantonam as gentes das aldeias deixando-lhes somente o acessos ás estradas ,via emigração
È imperioso alterar as regras no acesso a este precioso bem , que é o nosso solo pátrio ,considerando-o ,no sentido mais nobre do termo , um espaço aonde se exerce a regionalidade
Algo perdurável e não fungível ,inconvertível em dinheiro e jamais susceptível de ser descartável como se se de uma objecto desnecessário se tratasse Algo sublime ,pertença de todos , por igual, se bem que detido ,em termos de exploração agrícola , de uma forma individual e efectiva , por quem tenha dignidade para tal
.Esta formula ,perfeitamente pacifica entre nós , resulta da antiquíssima lei do aforamento (vigorou entre nós até ao 25 de Abril ) de onde foi extraído o aforismo de a “terra a quem a trabalha “ Terá que ser assim .E só assim seremos dignos dos nossos antepassados .Só assim o AlentejoAgroRural emergirá como um gigante agrícola suficientemente produtivo para garantir a auto-suficiência alimentar o que , nesta época de crise , é algo reconfortante Só assim nos libertaremos deste anátema depreciativo que afecta o AlentejoAgroRural e suas gentes
Francisco Pândega(agricultor ) ///fjnpandeg@hotmail.com ////alentejoagrorural.blospot.com
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NÓS SOMOS ASSIM
1---É ofensivo ouvir esse repetitivo chorrilho de anedotas insultuosas ,senão mesmo grosseiras , cuja acção se atribui ao homem rural do Alentejo .Visam não só ridicularizar-nos como considerarem-nos estúpidos e frouxos. De facto , nós , como povo , estamos a atravessar um momento pouco elevado .Estamos assim como que abúlicos , desorientados , incapazes de proceder a uma eficaz defesa dos nossos valores soberanos E compreende-se dado que após tantas gerações de efectiva exclusão fundiária nós não poderíamos ser melhores nem diferentes .Somos ,pois , o produto de vicissitudes históricas , cuja superação nos tem sido impossível .Com o falhanço das alterações no tecido fundiário , aquando do 25 de Abril , perdeu-se a ultima esperança e o homem do Alentejo ,vencido ,baixou os braços
Contudo , e ao contrario do que se possa pensar, nós não somos geneticamente fracos .Esta debilidade que nos anula é circunstancial sendo ultrapassada logo que as relações homem /espaço rústico sejam normalizadas Isto porque não obstante os tremendos constrangimentos agro-fundiários que nos tem vitimado , conseguimos , ainda assim ,ter sido altamente produtivos até aos meados do século passado fazendo do Alentejo o celeiro do pais Nestas condições não ha razões para duvidar da nossa eficácia
2---Contrariamente ao que hoje somos , já fomos valentes e decisivos na luta pela libertação regional .Podemos voltar a sê-lo logo que o governo nos restitua a identidade e o amor próprio que nos sequestrou aquando da delegação ,a favor dos donos do Alentejo , do exclusivo de todos os poderes:-- politico /administrativo , económico ,de representatividade, entre outros
Nessa altura , então , sim , faremos jus á nossa raça de que tanto nos orgulhamos Cito ,entre tantos , três pontos altos daquilo que somos ;--
a)—Quando as legiões romanas invadiram a Transtagana (a região Alentejo de hoje ), depararam-se com uma inusitada resistência ,senão agressiva rebeldia , por parte dos autóctones (hoje ,nós , os alentejanos ) . Eram pastores transumantes ,de certa forma itinerantes já que as residências ,construídas de materiais ligeiros , eram de curta duração .Caçadores /recolectores o que lhes conferia uma certa autonomia alimentar e uma vivencia simplificada , assim como grande mobilidade Daí as dificuldades que os romanos encontram na sua pacificação o que nos valeu o epíteto de “ gente que não se governa nem se deixa governar “
Evidentemente que não nos chegaram a perceber :--- Nós sabemo-nos governar no nossos espaço ancestral com o qual estamos perfeitamente identificados Enganaram-se , pois , os romanos ,a nosso respeito .O subvalorizarem-nos foi-lhes fatal .O resultado foi que logo que apareceu um chefe credível que defendia os nossos valores e prometia a restituição dos nossos espaço vital , a expulsação do ocupante não tardou .
b)---Seculos mais tarde ,na década que antecedeu 1385 (batalha de Aljubarrota ) voltáramos a demonstrar de que têmpera somos feitos Os castelhanos faziam constantes incursões pela fronteira alentejana pilhando e destruindo uma vasta faixa da raia Estabelecida ,por volta de 1370 , a lei das Sesmarias (tanto quanto sei ainda não foi revogada ) que consistia na confisco de terras a quem não lhe desse o devido o uso e a sua posterior entrega , pela regime de aforamento , a quem e enquanto a trabalhasse Com a atribuição de terras iniciou-se uma migração interna formada por agricultores /soldados para a faixa contigua á raia onde muitos “deram o corpo as balas” Daí ainda hoje haver uma considerável densidade de povoados e de terras mais repartidas desde Vila Velha de Ródão a Mértola E os castelhanos , useiros e vezeiros nas razias ,viram frustradas as tentativas de anexação desta faixa de a Alentejo
c)—Nos meados do seculo XVll ,o nosso pais libertou-se de sessenta anos de ocupação espanhola Estes ,desembaraçados dos problemas internos , voltaram a agredir-nos , com toda a violência , invadindo-nos pelo Alentejo . Nunca se chegou a saber quantos dos nossos tombaram , pelas chapadas das Linhas Elvas e arredores de Estremoz ,para que o Alentejo continuasse a ser nosso
O aproveitarmos esse ensejo para sermos grandes e livres , é outro tipo de luta que nos falta travar . .
3—. Temos uma enorme e altamente produtiva região agrícola e gente perfeitamente a altura para lhes dar um uso consentâneo com a multiplicidade de valências que constituem o nosso mundo rural . Só o não fazemos porque fomos vencidos .Não o fazemos porque somente somos 5% dos parlamentares se bem que representamos 1/3 do território mas que , na verdade , constitui mais de metade da superfície agrícola útil do pais
.Usa-la , no sentido de a fazer brotar todas as suas funcionalidades , impõe-se-nos .Está perfeitamente ao nosso alcance produzir alimentos bons e baratos evitando a dependência das importações ; povoar o território constituindo-se , cada monte, num marco de afirmação pátria ;reavivar os nossos valores histórico / culturais elementos base do orgulho de ser alentejano .Temos gente, entre a nossa comunidade rural autóctone , com o querer e saber fazer muito melhor do que os endinheirados que por aí pululam .Provenientes das mais estranhas origens , eivados dos mais bizarros propósitos , associados de forma a obnubilar a sus acção ; sem pudor , acantonam as gentes das aldeias deixando-lhes somente o acessos ás estradas ,via emigração
È imperioso alterar as regras no acesso a este precioso bem , que é o nosso solo pátrio ,considerando-o ,no sentido mais nobre do termo , um espaço aonde se exerce a regionalidade
Algo perdurável e não fungível ,inconvertível em dinheiro e jamais susceptível de ser descartável como se se de uma objecto desnecessário se tratasse Algo sublime ,pertença de todos , por igual, se bem que detido ,em termos de exploração agrícola , de uma forma individual e efectiva , por quem tenha dignidade para tal
.Esta formula ,perfeitamente pacifica entre nós , resulta da antiquíssima lei do aforamento (vigorou entre nós até ao 25 de Abril ) de onde foi extraído o aforismo de a “terra a quem a trabalha “ Terá que ser assim .E só assim seremos dignos dos nossos antepassados .Só assim o AlentejoAgroRural emergirá como um gigante agrícola suficientemente produtivo para garantir a auto-suficiência alimentar o que , nesta época de crise , é algo reconfortante Só assim nos libertaremos deste anátema depreciativo que afecta o AlentejoAgroRural e suas gentes
Francisco Pândega(agricultor ) ///fjnpandeg@hotmail.com ////alentejoagrorural.blospot.com
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