26.11.15
Sou dos que acreditam que o nosso pais tem muito para dar quer em termos de produção de viveres quer como repovoador Daí que ao ver Capoulas Santos voltar ao ministério substituindo essa miserabilíssima dupla Portas /Cristas encheu-me de esperança Nós , os que conhecemos Capoulas Santos , há 40 anos, no olho do furacão denominado reforma agraria do Alentejo , sabemo-lo dotado de equilíbrio e bom senso
Mas Capoulas Santos redobrou os seus conhecimentos com o facto de , alem de deputado ,ter sobraçado a pasta da agricultura da EU onde obteve os mais profundos e diversificados conhecimentos
Como ministro da agricultura , no novo governo do nosso pais , não acredito que haja quem faça mais e melhor Francisco Pandega
27.12.13
Alentejo AgroRural e a agricultura intensiva (regadio )
1---O governo anterior , incrementou o regadio a partir da barragem de Alqueva. O projecto é de 110 mil hectares de regadio dos quais mais de metade está concluído . Só não foi ainda o resto por dificuldades de financiamento e alguns problemas em relação com o uso da terra . No momento em que as culturas cerealíferas de inverno (trigo ,aveia e cevada ) agonizam , surge, a partir de Alqueva , a cultura de milho de regadio que , ao que tudo indica , irá colmatar as quebras dos cereais de pragana . Mesmo antes da instalação do regadio já haviam áreas muito grandes de olivais e vinhas que subsistem sem rega ou com armazenamento / aproveitamentos locais Efectivamente , esse colosso que é a barragem de Alqueva , não foi construído para irrigar olival e vinha ,já que são culturas que requerem pouquíssima agua. Ou então ,como são culturas muito subsidiadas , haverá casos em que o móbil da instalação do sistema de rega ,terá sido uma forma de capturar subsídios.
2 --.. Ainda se pensou em regar os cereais de inverno ,sempre que o mês de Abril for seco, Não resulta . Também uma boa parte das culturas hortofrutícolas e pomícolas procuram a orla marítima afim de evitar as geadas Com outras procura-se abastecer o mercados da Europa central , antes ter produção local ,se bem que sejam rapidamente perecíveis geralmente ganha-se muito dinheiro . Restam as culturas de milho , o tomate industrial ,melão e forragens ,que são as que , de facto , são mais indicadas para estas condições edafoclimaticas Detemo-nos um pouco em cada uma delas
2/a----O MILHO de regadio , produzido a partir da barragem de Alqueva tem enormes produções /hectare , pode afirmar-se que sua generalização veio colmatar falha deixada pelos cereais de pragana . De momento , e não obstante os imensos custos da cultura , ainda é compensadora .Não sei por quanto tempo ,dado que sendo uma cultura com grandes necessidades de agua e calor a adução da agua encarece-o e o seu consumo é enorme dado ser a maior componente no fabrico de rações ; dele se extrai óleo alimentar muito usado na cozinha podendo ainda extrair-se dele combustível Se bem que o seja um produto importantíssimo, os custos de produção limita-o . E pode ate não se aguentar com a concorrência do milho produzido na faixa equatorial africana , já que ai chove no tempo quente , sendo um forte concorrente do produzido no Alentejo
2./b---O TOMATE tem vindo a aumentar ,quer em superfície plantada quer na produção global ,na área abrangida pela irrigação de Alqueva Esta que requere um convidável investimento quer em equipamentos quer em tecnologia , feita quase exclusivamente por seareiros que , tal como até á primeira metade do seculo passado ,a actividade agrícola era maioritariamente efectuada por seareiros Pagam a renda por seis meses no verão ,deixando a terra bem fertilizada e mobilizada A cultura seguinte , de cereais é sempre muito produtiva devidos aos tratamentos antecedentes É a denominada cultura de campanha tornada legal por esses ministro da agricultura , de tão má memória ,chamado Álvaro Barreto Difere da cultura do milho porque este , se no terreno esta implantado um pivot a cultura é do dono da terra .Se não , sendo é regado por fitas gotejadoras , então , sim, é de um seareiro
Tal como o milho , requer calor e agua .Mas enquanto milho resulta bem com calor húmido, típico das faixas equatoriais o tomate não Com chuva e calor húmido o tomate é atacada por predadores de grande porte ,por pragas ( roedores, sugadores e os que fazem galerias ) , doenças criptogâmicas (míldios oídios ,bolores , fumaginas , etc ) ,e nematodes , praga essa que destrói o raizame ,enfraquecendo a planta com a sus perda total Como o calor seco e a rega a superfície por meio de fitas gotejadoras tomate é imune as essas pragas e doenças Sei do que falo já que tive avultados desaires nas tentativa de superar este inconveniente
Não temos problemas de comercialização já que, dispersas pelo sul , há fabricas de transformação suficientes para laboração toda a produção É uma cultura que se tem modernizado não só em termos do cultivo , em si mesmo, como de elevada tecnologia no campo da hibridação , o que tem levado a que se obtenha um produto de excelentes qualidade inclusivamente com propriedades anticancerígenas
2/c—O MELÃO ,A cultura de melão que aqui vamos tratar é feita de regadio, ocupando uma área considerável dos terrenos abrangidos pela barragem de Alqueva a qual tem aumentado ano apos ano .Feito por seareiros nos terrenos que haja disponíveis para o efeito , tantas vezes sem ter em conta que uns solos produzem melhores frutos que outros Cultivam-nos onde for possível
O melão que reúne todas as qualidades, em termos de palatabilidade , cheiro, textura e configuração ,é produzido em sequeiro, nas várzeas húmidas das terras de barro O melão agora produzido , de regadio e em terras de mediana textura jamais atingem as elevadas qualidades dos atras referidas Por outro lado os clientes procuram um melão branco cuja origem são as lezírias do Tejo Sendo bom não atinge as qualidades dos Casca de Carvalho nem as do Pele de Sapo .
Tal como o tomate, no inicio de vida , é semeado e criado em vasos individuais, ao abrigo de estufas .Pelos meados da primavera , com o tempo quente e sem haver perigo de geadas ou granizos , são transplantados para o lugar definitivo. Este local é previamente lavrado formando combros em que ,no cume, dos quais se estendem fitas gotejadoras .Estendido sobre estas , sobre o vértice do combro , faz-se uma cobertura com plástico preto No acto de transplantar é feito um furo no plástico e uma pequena cova no chão junto a fita E nessa cova que se plantam as plantinhas ,já libertas do vaso , com um torrão agarrado que se enterra e aconchega .
Esta cobertura de plásticos serve para:--- impedir a evapotranspiração ; impedir o aparecimento de ervas ; para fazer uma cama sobre a qual os frutos se desenvolvem sem deformações na casca ; e, ao que dizem , para dispersão da incidência solar sobre o fruto ,o qual , sem protecção , pode sofrer queimaduras (lombadas de sol ).Caso contrario bastariam uns minutos de incidência solar directa para produzir queimaduras , danificando todos os frutos na fase de maturação O melão necessita de uma boa fertilização em cuja composição l entre o adubo potássico Pode ser atacado por uma carência que se nota no empalidecer das folhas E tratado com um produto a venda nas casas da especialidade cuja composição tem por base o molibdénio .Também pode ser atacado por um oídio tratado com enxofre Produtos de baixo custo que não oneram grandemente o produto final .
.Assim ,obtém-se grandes quantidade de melão comercial que , actualmente , é excedentária. Isto porque os preços de €--0,60 /kg são claramente excessivos De facto é um exagero , Mas o seareiros não são os que mais ganham dado terem que pagar elevadas somas aos dono da terra . Terra essa agora valorizada com a irrigação .São potentes estruturas subterrâneas , pagas pelos contribuintes . O contrato de cedência da terra vai de Março a Setembro findo o qual , com a terra bem fertilizada e mobilizada , regressa a posse do senhorio ,na qual semeia cereais com baixíssimos custos de produção É o somatório destas questões que encarecem o custo de produção ,o que , sem as quais , o fruto poderia chegar ao consumidor a 1/3 do que actualmente se pratica .Tendo em conta que a fome que campeia nas classes mais desprotegidas seria um lenitivo não despiciendo
3--- CONCLUSÂO--- Agora , que se implantou o regadio a partir do Guadiana ,fica claro que as potencialidades agrícolas do Alentejo são colossais .Pena é que não tenham sido tomadas em conta logo a seguir a ultima guerra mundial e aproveitando o ímpeto inovador que nessa altura nos era oferecido
Os espanhóis fizeram-no . Houve necessidade de alimentar a Espanha , destroçada pela terrível guerra civil que assolou o pais Logo de inicio supriram as necessidade alimentares internas e os abundantes excedentes eram fornecidos à Europa Central ( que começa a produzir dois meses mais tarde ) onde ganharam muito dinheiro e cotas de mercado O regadio espanhol desenvolveu-se quer na bacia do Guadiana quer, mais a sul , no Guadalquivir ,sendo hoje uma potencia exportadora de hortofrutícolas . Daí , certamente, terem resistido melhor do que nós á presente crise
Tal como nós, no 25/04./74, eles tiveram uma revolução, 30 anos antes , por razões politicas /fundiárias , entre uma direita análoga á nossa e uma esquerda muito mais aguerrida Dela resultou a ascensão do general Franco que , para alem de grande ferocidade contra a oposição , também era um governante com qualidades económicas / organizativas consideráveis Pacificou o pais com punhos de ferro O regadio da Estremadura foi para ele a grande obra emblemática a pensar no desenvolvimento destas províncias/ regiões com elevado grau de autonomia
Por falar em punhos de ferro ,conta-se que um fidalgo, dono de muitas terras na Extremadura, sitas área do perímetro de rega, se lhe opôs á sua expropriação .Franco chamou-o (era no tempo quente que sucedeu a guerra civil ) e fez-lhe uma proposta irrecusável :---” ou tu me cedes a terra e eu pago-ta ; ou senão prendo-te ,confisco-a e não te pago nada”. Uma proposta assim , a partir de quem vinha, era de facto convincente.
Também se consta que Salazar ,vendo o desenvolvimento da Espanha irrigada , planeou fazer o mesmo na parte portuguesa do Guadiana Como o regolfo da agua iria a submergir terras espanholas a construção da barragem tinha implicações internacionais Nesse caso Salazar teve um encontro com Franco não só por causa das terras a submergir ,pelo regolfo ,como para o ouvir p caudilho acerca das vantagens e dos problemas resultantes
Obtido o aval espanhol para a construção e desperto para a força opositora a estes empreendimentos ,por parte dos lavradores alentejanos , convocou uma reunião , com eles , para o efeito .Não se sabe o que ali foi dito . O que é certo é que Salazar não mais voltou a intentar a construção da barragem Isto prova bem que o poder dos donos do Alentejo é imenso
Ao que parece a oposição ficou esbatida não por meio seculo depois ser muito tempo mas porque apareceram os seareiro ,de tão boa memoria,(para eles ,claro ) que se encarregam de proceder as culturas de regadio , (nas terras deles,) pagando-lhe principescamente por uma benfeitoria :--- a captura , o armazenamento, transporte subterrâneo para os locais de adução , da agua proveniente do Guadiana, paga pelos contribuintes
, Mais recentemente foi vendida uma parte considerável do Alentejo (foram sacos contendo biliões de euros .Onde estão ?) , foi vendida , aos espanhóis , uma área enorme para cá da raia ,esbatendo-se, desta forma, a linha de fronteira . Daí ter surgido , no Alentejo e vindos de Espanha ,os novos detentores de uma vasta diáspora agro/fundiária no coração do Alentejo Certamente que a sua instalação só aconteceu por saberem que a comunidade rural autóctone está numa fase de abulia mortiça . E tenho fundamentadas razões para crer que vez alguma se venha a usar os punhos de ferro, tal como Franco usou na Extremadura O que pode acontecer é que a comunidade rural autóctone alentejana arribe desta letargia profunda em que se encontra Há portugueses que ,noutras paragens , passaram por situações análogas , e sabemos bem quão difícil e desgastante é , lutar , nos meios rurais, contra autóctones determinados
21.11.13
W- 199--- Descolamos para traz da Irlanda
O facto da situação económica Irlandesa ter alcançado uma posição confortável , tem dado origem a uma serie de conferências e outras intervenções por parte dos nossos analistas . Cada qual debita opiniões , umas diferentes de outras sem que nenhuma atine o porquê desta invejável proeza .A interrogação subsiste :--Porque é que o nosso pais continua tão mal enquanto eles arribam ?
Como se sabe a Irlanda era , ate há pouco , uma região subordinada a Inglaterra . Estava como nos estamos no Alentejo:--- dominada por latifúndios pertença sociedades de sociedades inglesas Naturalmente e sem dramas afastaram os ingleses e iniciaram o repovoamento pelos autóctones Nós não .Sabendo ser essa a solução continuamos complacente a assistir a este drama rural agora agravado pelo facto da propriedade rustica estar a ser transferida para os espanhóis Contudo, é no Alentejo que se encontra a solução para o desemprego e para o abastecimento alimentar do pais Senão vejamos : - O Alentejo , se bem que seja 1/3 dos pais , só tem 0,5 milhão de habitantes quando poderia ter facilmente 1/3 dos habitantes ou seja 3,5 milhões Comporta todos os desempregados e muitos mais se os houver. Em termos de produção de viveres agora que foi construída os regadio de Alqueva percebe-se que tem potencialidades para abastecer o pais ou seja proporcionar autonomia alimentar e constituição das respectivas reservas .Claro que isso só se consegue com uma determinação semelhante a dos irlandeses e jamais , como é o nosso caso , com uma ministra que nada percebe disto assessorada por indivíduos interessados na manutenção da situação ,que filtram as informações
6.10.13
7.12.12
ALENTEJOAGRORURAL –O poder latifundiário assusta
!---Na década cinquenta , já a Espanha tinha um enorme regadio , com agua proveniente do Guadiana . irrigando uma área considerável na Extremadura especialmente em Badajoz Abundavam os problemas relacionados com a questão da terra Entre os recalcitrantes , havia um fidalgo espanhol , dono de muitas terras, na área a irrigar , que se opunha terminantemente a sua cedência para o efeito . Em relação ao qual Franco foi peremptório :---ou cedes as terras imediatamente e eu pago-as ou exproprio-as e meto-te na cadeia , Foi remédio santo :-- acabaram-se os protestos
2---Por esses dias Salazar solicitou um encontro com Franco ,na área de Alqueva , afim de tratar problemas resultante do rio ser internacional e muito especialmente da técnica usada para persuadir os donos das terras .Contaram-lhe aquele episodio em relação ao qual , Salazar ,exultante , disse ir replica-lo . Decidiu , logo ali ,que ia construir a barragem com o paredão em Alqueva . Para tal convocou os lavradores do Baixo Alentejo para programar a obra . Nunca se chegou a saber o que aconteceu nessa reunião .O que é certo é que o velho ditador jamais falou no assunto
3---.Animada a sua construção no curto governo de Sa Carneiro, , a barragem parou deste então, ate ao recente governo do PS ou seja de José Sócrates Se bem que a barragem tivesse sido construída , o problema que fez calar Salazar , ainda não foi enfrentado ;--- Uns espanhóis com olivais de regadio mas a agua que necessitam obtém-se facilmente com pequenos aproveitamento individuais A barragem justifica-se , isso sim , para as culturas que carecem muita agua , designadamente :-- milho, .tomate , meloais, forragens .Há algumas experiencias em trigo .Vejamos se se justifica Dizia o Arq. Ribeiro Teles :-- , “para regar o montado” ..Aquilo que então parecia ser uma anedota hoje já não digo nada ..Estou expectante
4--- O regadio, sendo uma forma muito intensiva de explorar a terra não implica que não seja explorada ao nível da família residente Pode e deve ser essa a solução quanto mais não seja como forma de povoar a região evitando problemas de errada interpretação da soberania Ao nível da família com a exploração pecuária designadamente a leiteira . Claro que isso requere uma intervenção do género da junta de colonização interna que teve alguma acção no após a Ia 2ª guerra mundial .como por exemplo em Pegões , mas depressa feneceu .Alias como acontece a tudo que requeira intervenção fundiária logo va contra os interesses dos grandes proprietários rurais donos do Alentejo Se houvesse coragem para proceder a uma morigeração fundiária ,no sentido de se repovoar o Alentejo com agricultores /pecuaristas , em terras intensivamente agricultadas então, sim , a barragem de Alqueva teria inteira justificação Teria merecido a pena Tal como está pode perfeitamente dar lugar a uma diáspora de olivicultores espanhóis , que o mesmo será dizer amputarmos o Alentejo de uma área significativamente maior do que a de Olivença .
22.11.12
11.4.11
Os Catalães (80%) pronunciaram-se pela independência da Catalunha e integração no concerto das nações livres ( Recordo a que a nossa libertação em 1640 se deve a esta região já que o exercito espanhol andava entretido a combate-la )Há dias 40% dos portugueses foram favoráveis á nossa integração no Reino de Espanha . D,Afonso Henriques .Alvares Pereira , devem ter-se agitados nas tumbas
9.4.11
ALENTEJOAGRORURAL Ate meados do século passado , no mundo rural alentejano, vivia-se numa lógica empresarial .Estava assente que , “ mais valia trabalhar com um escudo , por conta própria , do que com com mil como empregado” Trabalhava-se denodadamente , a existência era simplificada , a frugalidade era a forma de poupança Excelente formula .Foi anulada .Foi pena
FALHAMOS ,porque não conseguimos redimensionar as explorações , de acordo com as exigências dos tempos , já que os inamovíveis latifúndios a tal obstavam. Arranjar um emprego ou debandar foi a solução O Alentejo despovoou-se Apressada pela mecanização a nossa destruição aconteceu num ápice Perdeu-se uma comunidade milenar Há custos que têm que ser pagos
.NA MEDIDA em que feneciam os agricultores começaram a surgir empregos no estado, câmaras ,empresas publicas , com salários atractivos, direitos impensáveis .As pessoas perderam o sentido das proporções , viciaram-se nas greves com uma impressionante falta de respeito pelo próximo , perderam a capacidade de ousar , arruinaram o estado Instalados vêm a vida passar-lhes ao lado
HOJE , TARDE , percebe-se que foi um erro colossal .Restabelece-lo não é fácil . Repor a vida rural implica morigerar sector latifundiário para o qual é preciso coragem ; instalar pessoas , com a capacidade agrícola desactualizada , implica apoios Continuar assim ,porem , como está , é um convite á nossa substituição a todos os níveis , incluindo no estado A época não é boa para os fracos
FALHAMOS ,porque não conseguimos redimensionar as explorações , de acordo com as exigências dos tempos , já que os inamovíveis latifúndios a tal obstavam. Arranjar um emprego ou debandar foi a solução O Alentejo despovoou-se Apressada pela mecanização a nossa destruição aconteceu num ápice Perdeu-se uma comunidade milenar Há custos que têm que ser pagos
.NA MEDIDA em que feneciam os agricultores começaram a surgir empregos no estado, câmaras ,empresas publicas , com salários atractivos, direitos impensáveis .As pessoas perderam o sentido das proporções , viciaram-se nas greves com uma impressionante falta de respeito pelo próximo , perderam a capacidade de ousar , arruinaram o estado Instalados vêm a vida passar-lhes ao lado
HOJE , TARDE , percebe-se que foi um erro colossal .Restabelece-lo não é fácil . Repor a vida rural implica morigerar sector latifundiário para o qual é preciso coragem ; instalar pessoas , com a capacidade agrícola desactualizada , implica apoios Continuar assim ,porem , como está , é um convite á nossa substituição a todos os níveis , incluindo no estado A época não é boa para os fracos
1.4.11
Nós , pequenos empresários ,sabemos bem que as dividas são fáceis de fazer ,mas dificílimas de pagar .As vezes vão-se ,alem dos anéis ,também os dedos . neste caso bens físicos básicos da actividade .Com os estados ,é a mesma coisa Pagam-se as dividas tantas vezes com com a diminuição da soberania e da liberdade No mundo rural recomendava-se “ produzir e poupar” Hoje intercalaria “desbloquear”
28.3.11
EM AGRICULTURA já foi tudo inventado . Impõe-se , a cada agricultor ,seleccionar ,adaptar e aplicar , caso a caso ,época a época , o sistema adequado á tipologia da sua exploração Esta , se bem que se paute pelas regras do mercado , das exigências dos consumidores ,tal como as outras actividades económicas , é acrescida das condições edafo-climáticas da região e , numa malha mais fina da própria exploração
Com tal complexidade melhor se compreende a ignorância e os erros de gestão , especialmente quando partem de gabinetes que não resistem a tentação de aplicar , á nossa realidade , sistemas , bem sucedidos noutras regiões , mas que , aqui , se revelam desastrosos .
A nossa agricultura tradicional , vista com sobranceria pelo comum dos cidadãos , é alvo de criticas por parte de quem , não a entendendo e ainda não tendo provando que sabe fazer melhor , permite-se dar palpites Daí que ,tantas vezes empolados pela comunicação social, se exaltem fórmulas inadequados em relação as quais , nós , os que cá andamos há muito ,não nos enganamos quando lhe prognosticamos um triste fim
Com tal complexidade melhor se compreende a ignorância e os erros de gestão , especialmente quando partem de gabinetes que não resistem a tentação de aplicar , á nossa realidade , sistemas , bem sucedidos noutras regiões , mas que , aqui , se revelam desastrosos .
A nossa agricultura tradicional , vista com sobranceria pelo comum dos cidadãos , é alvo de criticas por parte de quem , não a entendendo e ainda não tendo provando que sabe fazer melhor , permite-se dar palpites Daí que ,tantas vezes empolados pela comunicação social, se exaltem fórmulas inadequados em relação as quais , nós , os que cá andamos há muito ,não nos enganamos quando lhe prognosticamos um triste fim
20.3.11
Pode vir a faltar dinheiro para os pagamentos imediatos .O governo obteve ,da UE , um financiamento , tendo que, para o efeito , proceder a alterações no PEC. Tal como um empréstimo a bancário ,há dois actos cuja ordem é aleatória :- Obter a aceitação e depois entregar os avales ou vice .versa . A oposição entende que não. Desta forma incorre no risco de arcar com os danos de tal teimosia
12.3.11
No Alentejo, a concessão da terra , era por aforamento, lei em uso , desde tempos imemoriais , ate ao 25 de Abril /74 Ainda hoje , cada aldeia tem os seus foros , courelas individuais a partir da partilha dos baldios .A terra era atribuída a quem e enquanto a trabalhasse Daí que o “homem do Alentejo” face ás gritantes injustiças fundiárias , ainda hoje clame “ a terra a quem a trabalha “
6.3.11
COLONIZAÇÂO INTERNA Emiti uma opinião sobre um facto .Isso de subserviência e arrogância só o vincula a si E vou responder-lhe com toda a cordialidade , dando o assunto por encerrado
Efectivamente sou de origem rural ,de uma aldeia alentejana , e com muita honra .Os desmandos que enuncia , lamentáveis , como é óbvio , não são o paradigma do “homem do Alentejo “ caracterizado por pacifico e ordeiro
Agora imagine-se na situação deles :-- Numa aldeia , nascido no seio duma família miserável , sub-alimentada, pontapeado por toda a gente ,com reduzidas hipóteses dela se libertar ! Não o cometeria desmandos ? .Sem violência , pela mão das forças armadas lá foram ocupando .Pela mão da GNR la foram abalando. Isto é inédito
Noutros locais , quando as comunidades autóctones se organizam para a substituição dos senhores da terra não se ficam pelo abate de touros nem espezinhar fotografias Abatem famílias inteiras .Sei do que falo porque estou aqui só por um triz
Mas que a solução seria a instalação de agricultores /povoadores , individuais e efectivos , mantenho .O Alentejo estaria povoado por famílias autóctones em vez de largas áreas subaproveitadas outras vendidas aos nossos vizinhos espanhóis A produção agrícola seria incomparavelmente maior a a nossa soberania estaria mais acautelada
Para documentar esta afirmação ,exemplifico ;--
Regressei a Portugal , em 1977 ,depois de 25 anos consecutivos em África Trouxe a camisa e os títulos de propriedades que lá deixei .Perante isto , Sá Carneiro , mandou que me fosse concedida terra .De uma UCP foi desanexada uma pequena herdade , muito má , onde me instalei até hoje . Não imagina os problemas porque passei quer por parte dos membros da UCP que frequentemente me insultavam ,quer com questões jurídicas por parte dos advogados do dono (um brasileiro) tendo sido julgado, três vezes , pelas mais torpes acusações
Ali me mantive até hoje tendo uma manada de vacas , um rebanho de ovelhas e umas centenas de porcos alentejanos ; um parque de maquinas considerável .Nela criei , nos mais sãos princípios rurais , cinco filhos três dos quais licenciados , todos adultos e com empregos estáveis
Sendo eu um trabalhador rural alentejano , tal como os que incorporaram as UCP ., não lhe parece que se lhes fosse dada oportunidade , uma percentagem deles não seria como eu ou ,quiçá , melhor ?
Recomendando-lhe alguma prudência quando aborda uma questão ,como esta , de tanto melindre Francisco Pandega
Efectivamente sou de origem rural ,de uma aldeia alentejana , e com muita honra .Os desmandos que enuncia , lamentáveis , como é óbvio , não são o paradigma do “homem do Alentejo “ caracterizado por pacifico e ordeiro
Agora imagine-se na situação deles :-- Numa aldeia , nascido no seio duma família miserável , sub-alimentada, pontapeado por toda a gente ,com reduzidas hipóteses dela se libertar ! Não o cometeria desmandos ? .Sem violência , pela mão das forças armadas lá foram ocupando .Pela mão da GNR la foram abalando. Isto é inédito
Noutros locais , quando as comunidades autóctones se organizam para a substituição dos senhores da terra não se ficam pelo abate de touros nem espezinhar fotografias Abatem famílias inteiras .Sei do que falo porque estou aqui só por um triz
Mas que a solução seria a instalação de agricultores /povoadores , individuais e efectivos , mantenho .O Alentejo estaria povoado por famílias autóctones em vez de largas áreas subaproveitadas outras vendidas aos nossos vizinhos espanhóis A produção agrícola seria incomparavelmente maior a a nossa soberania estaria mais acautelada
Para documentar esta afirmação ,exemplifico ;--
Regressei a Portugal , em 1977 ,depois de 25 anos consecutivos em África Trouxe a camisa e os títulos de propriedades que lá deixei .Perante isto , Sá Carneiro , mandou que me fosse concedida terra .De uma UCP foi desanexada uma pequena herdade , muito má , onde me instalei até hoje . Não imagina os problemas porque passei quer por parte dos membros da UCP que frequentemente me insultavam ,quer com questões jurídicas por parte dos advogados do dono (um brasileiro) tendo sido julgado, três vezes , pelas mais torpes acusações
Ali me mantive até hoje tendo uma manada de vacas , um rebanho de ovelhas e umas centenas de porcos alentejanos ; um parque de maquinas considerável .Nela criei , nos mais sãos princípios rurais , cinco filhos três dos quais licenciados , todos adultos e com empregos estáveis
Sendo eu um trabalhador rural alentejano , tal como os que incorporaram as UCP ., não lhe parece que se lhes fosse dada oportunidade , uma percentagem deles não seria como eu ou ,quiçá , melhor ?
Recomendando-lhe alguma prudência quando aborda uma questão ,como esta , de tanto melindre Francisco Pandega
UM GOLPE FATAL --O ultimo golpe sobre AlentejoAgroRural foi desferido pelo governo de 1985/95.O Alentejo estava ocupado por UCP (Unidade colectivas de Produção , cuja inviabilidade sócio-económica é , por demais , conhecida Nela trabalhavam rurais validos a quem , se se lhe tivessem dado oportunidade , seriam pequenos agricultores validos e efectivos caminhandos para mais altos voos .Mas não :-- As terras foram devolvidas aos ex- proprietários e os trabalhadores encaminhados para apoios sociais .Foi cortado um ciclo que jamais se recupera
O AlentejoAgroRural não esta a contribuir como poderia e deveria , para a superação da crise nacional , porque a sua comunidade rural autóctone está afastada da usufruição do seu espaço rustico tradicional .
Isto teve inicio nos anos seguintes ás invasões francesas , ao surgir ,em Lisboa , uma burguesia enriquecida , designada por devoristas, que o adquiriram e ocuparam,até hoje . Usando a força e ignorando a existecia dos foreiros que as exploravam segundo o direiros de aforamento em vigor
Inverter a situação e repor os direitos dos povos sobre os seu espaço ancestral ,é a solução sócio-económica e a forma de preservar a soberania F.P.
Isto teve inicio nos anos seguintes ás invasões francesas , ao surgir ,em Lisboa , uma burguesia enriquecida , designada por devoristas, que o adquiriram e ocuparam,até hoje . Usando a força e ignorando a existecia dos foreiros que as exploravam segundo o direiros de aforamento em vigor
Inverter a situação e repor os direitos dos povos sobre os seu espaço ancestral ,é a solução sócio-económica e a forma de preservar a soberania F.P.
F.B- 04.03.2011---REGIÃO --A individualização do AlentejoAgroRural é indispensável como forma de o desenvolver .Daí que ,se as informações do referendo forem adversas , melhor será suspende-lo .Contudo , importa prosseguir , no sentido da descentralização administrativa , sobretudo no domínio agrícola e suas sinergias , assim como na remoção dos direitos fundiários de duvidosa legitimidade, que aqui abundam
28.2.11
A CCRA foi ,há 30 anos ,o esteio da regionalização tendo iniciado a delimitação e caracterização do Alentejo .Seguir-se-ia a instalação dos órgãos politico administrativos Contra ela insurgiram-se os grandes interesses fundiários encenando os medos do costume :--- Os perigosos comunistas ,afinal uma classe anti-latifúndio , e o colectivismo mesmo sabendo-se que o homem do Alentejo é individualista
27.2.11
Rapazito da aldeia , habituei-me a olhar para os grandes proprietários rurais ,como entes superiores .Em África , tive de lidar , com eles ,falidos , despidos das heranças . Em pé de igualdade eram uma desilusão Daí a interrogação ;--- São estes a razão de ter deixado a minha terra ? Do êxodo da comunidade rural alentejana ? Da venda dos solos alentejanos a estrangeiros que já supera Olivença ? São .
Compete ao MUNDO RURAL :--- produzir alimentos bons e baratos ; povoar o território como forma de afirmação pátrida ; preservar os valores étnicos -histórico / culturais ; construir , humanizada , a paisagem rural .
Ora , com 75% da área detido por alguém ,algures , sem afectividade , com a bota latifundiária sobre os pescoço de indefesos rendeiros aqueles valores jamais se processam
Ora , com 75% da área detido por alguém ,algures , sem afectividade , com a bota latifundiária sobre os pescoço de indefesos rendeiros aqueles valores jamais se processam
25.2.11
O AlentejoAgroRural não esta preparado para resistir a contaminação urbana , incompatível com o “estar rústico” Não sei se ainda vamos a tempo Mas é importante que nos precavemos , robustecendo-o ,constituindo-o no celeiro do pais e guardião das nossa raízes comuns .Caso contrario , corre-se o risco de ambos ( rústicos e urbanos ), soçobramos perante o embate inter-geracional que se avizinha
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